O que é isso companheiro ? O que é isso PT ?

Temos visto na TV, a propaganda do PT para prefeito de Belém. As últimas inserções colocam, o militante histórico do PT, Alberdan, ex-sindicalista, e a muito tempo apresentado dos comícios do partido, e hoje, trabalhando na representação do MINC no Pará. A escolha de Alberdan, deve ter sido feita, para tentar emprestar uma certa credibilidade a mensagem publicitária do partido à população. Infelizmente os "VT's", não estão disponíveis no youtube. Mas achamos os áudios.

Queria fazer alguns comentários.

O Marketing político do PT  resolveu atacar, subliminarmente, o candidato do PSOL. A mensagem tenta emplacar a ideia de que as obras são do PT, e não do deputado Edmilson Rodrigues. Esta é a mensagem cifrada.

Alberdan Batista aparece no  "pgm"  PT dizendo que o banco do povo não é uma obra do prefeito Edmilson, e sim do PT, que o Pronto Socorro do Guamá é uma obra da bancada do PT, e não do prefeito Edmilson.

A luta pela herança política, do dois mandatos do Edmilson, não vai terminar agora, esta disputa de "que quem é o pai da criança" só referenda a administração do ex-prefeito e hoje deputado, Edmilson Rodrigues.

Há dois exercícios sendo feitos neste momento, um dizendo que: foi só o PT que fez as obras, só o coletivo que interessa, os homens não importam, com isso negam ao próprio Edmilson parte de sua história, pois o excluem desta liderança petista. É verdade que a bolsa do escola foi um experiência de Brasília e que  o Banco do povo de Porto Alegre, SIM. Mas foram adaptadas, em um governo que não era só do PT, e que tinha a frente um gestor que sobre gerir.

Um segundo argumento, de que Edmilson estaria enganado o povo é escabroso. Primeiro porque acha que o povo é massa de manobra, segundo, porque acha que Edmilson quer enganar o povo na eleição, se passando por petista. Isso não é verdade,  73% do eleitorado que votava no PT, na capital, sabe que Edmilson é candidato do PSOL, e que saiu do PT, e que já concorreu em duas eleições pelo PSOL.

A pergunta que os petista não se fazem, é por que o PT está com baixos índices de intenção de voto em Belém.  Esta na faixa de 3%,  que são índices menores que da eleição de 1985, com Humberto Cunha.

O que ocorre é que há uma herança comum, uma herança que pode ser compartilhada. Muitos dos programas sociais eram de experiências petistas, mas que fizeram parte da história do candidato Edmilson Rodrigues, esta é uma boa herança, tanto que está em disputa, mas o eleitorado fez uma escolha pelo executor do programa. o eleitorado está errado ???? Não...

Por que o eleitorado, reconhecendo a herança boa, faz a opção de votar no candidato e não no partido ? Este é o debate. O eleitorado, neste momento, em Belém, não aceita o discurso, que foi o coletivo, o PT que governou Belém e executou os programas. Porque este mesmo eleitorado, em 2010, não votou na governadora Ana Júlia, em Belém ( ela foi derrotada em Belém), neste momento, esta dando um recado  ao PT. Se bastasse só coletivo, o governo Ana Júlia teria sido um sucesso. O que o eleitorado está dizendo é que não basta só o discurso partidária, o eleitorado precisa ter confiança no candidato. Neste momento, o candidato do PT, Professor Alfredo não passa esta segurança. A culpa é do Alfredo. NÃO. É a conjuntura política, o momento atual, que juntou várias coisas e faz com que o PT, na capital, não tenha uma boa aceitação.

Quais foram os fatores conjunturais que estão contribuindo com isso, agora:
  • Ainda está na memória o desastre do governo Ana Júlia.
  • A cassação do Chico da Pesca.
  • O julgamento do mensalão.
  • A aliança estreita e diminuta, em torno da candidatura do PT
  • A falta de estrutura financeira da campanha.

O PT no Pará passa por uma crise, e ela é mais aguda na capital, o partido terá que se "repensar", para se recuperar.

10 comentários:

  1. professora seus argumentos não se sustentam , senão vejamos :

    a) Se o problema fosse a herança do governo Ana Júlia por que Alfredo não tem pelo menos metade dos votos que ela teve nas últimas eleições ?

    b) Chico da pesca teve pouquíssimos votos em Belém e uma minoria menor ainda acompanha seu processo;
    c)O mensalão sequer é tema da campanha, e a eleição de São Paulo mostra que seu efeito é periférico ;
    d)As alianças e falta de estrutura financeira ocorrem porque desde do início a candidatura foi vista como fraca. O PT errou no candidato, tem errado em não conseguir fazer oposição0 ao governo Jatene e, principalmente em não conseguir dizer uma única coisa : PSDB e PSOL tem sim algo em comum : são oposição a Lula e a Dilma

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    1. Aproveite e explique sua própria réplica.

      a) Se o problema não é a herança de Ana Júlia, é o que então?
      b) Então a cassação do Chico da Pesca afetou outros municípios certo? ou essa cassação está passando despercebida nestas eleições?
      c) A campanha em São Paulo está afetando a de Belém? o Zenaldo não cita o Serra, a Jordy não cita Soninha, Alfredo não cita Hadad, etc...etc..etc..
      d) O PT não errou o candidato, o que ocorreu é que nas prévias quem teve mais dinheiro levou, e o que impede a bancada do PT de fazer oposição correta ao Jatene, E porque não consegue dizer que o PSDB e o PSOL são oposição a Lula e a Dilma?
      SE EXPLIQUE.

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  2. Bravo Edilza, o PT de hoje é o PT dos mensaleiros, dos aproveitadores e dos novos ricos. Que saudade do tempo para se empunhar uma bandeira do PT era necessário comprar na "boutique" do Partido, tempo da militancia gratuita. Agora tudo mudou e para bater bandeira no minimo o candidato tem que pagar, acabou de vez a militância. O PT depois deste desastre que foi o Governo da Ana Julia, dá sinais de morreu no Estado. Vai ser dificil conquistar novamente a credibilidade.
    Teu vizinho.

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  3. Guardo as minhas palavras, se quiser solte as suas.

    ===========

    Heloísa, sobre Psol: 'Todo partido tem malandros'

    http://www.opovo.com.br/app/colunas/esplanada/2012/09/09/noticiascolunaesplanada,2916790/heloisa-sobre-psol-todo-partido-tem-malandros.shtml

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  4. vale a pena colocar alguns números nesta discussão , especialmente sobre essa coisa da herança do governo do PT :

    Ana Júlia obteve no primeiro turno em 2010 266.826 votos.
    O eleitorado de Belém hoje é de 1.009.418.
    Normalmente temos aí uma quebra de 20% entre brancos , nulos e abstenção, o que deve levar a um eleitorado de fato de 800.000 pessoas em 2012.
    Portanto, se hoje o candidato do PT tivesse não metade, mas 160.000 votos, ou seja, cem mil votos a menos do que a ex-governadora coneguiu em 2010 , estaria em torno com 20% das intenções de voto do eletorado de 2012, firme na disputa do segundo turno. Esses números mostram que o PT vai ter que ir atrás de outro bode expiatório que não a ex-governadora. Aliás , esses dados apontam que talvez fosse bom que o PT houvesse pedido para ela ser candidata a prefeita, pior do que está hoje para o partido e seus vereadores não ficaria.

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  5. Eu vou votar no Priante não só por tudo que ele já fez por nós belenenses, mas pelo que ele ainda não teve chance de fazer tudo o que pode. Agora é a vez dele na prefeitura, é a chance que temos de melhorar nossa vida. Já estamos cansados desses candidatos que só prometem.

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  6. 1º As pessoas não votam em partido, votam em pessoas. Ed foi prefeito em dois mandatos, fez uma boa administração e goza da maioria do eleitorado de Belém. Algusnm ainda vinnculam ao PT pela força da sigla.
    2º Ana Júlia foi um desastre e ainda está na memória do povo essa repulsa é herdada pela candidatura atual do PT, querer fazer comparações com segundo turno é absurdo, pois ela estava com a máquina estadual e eram só dois candidatos.
    3º A candidatura do Alfredo não é prioridade para o PT nacional e local, está a baixo nas pesquisas e projetar um nome novo não é do interesse de muitas forças politicas, ameaçam os caciques e interesses.(Só lembrar 2008 quando a governador e seu grupo apoiaram o DUDU desde o 1º turno)
    e por fim, todos sabemos que o PUTY gastou o que pode e não levou as prévias, portanto a campanha milionária perdeu as prévias.

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  7. O PT está desesperado...
    Querem desconsiderar a história de um homeme...
    e a memória de um povo...

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  8. Contra tudo e contra todos a votação do candidato do PT irá surpreender muita gente que nele não acredita. Quem viver verá!

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  9. A crise do PT do Pará e as eleições na Capital
    O Partido dos Trabalhadores enfrenta uma crise sem precedentes no Pará, o que fez a sua direção atrelar o futuro do partido ao do PMDB, com o qual mantem a maioria das alianças relevantes. O PT saiu de protagonista no cenário político paraense para brigar por um papel coadjuvante na estratégia dos Barbalhos. É lamentável o que o Campo Majoritário (de Paulo Rocha, Ganzer e Beto Faro) e sua força auxiliar a DS (de Ana Júlia e Puty) fizeram e fazem com o PT. Um partido que ainda é identificado pela maioria dos trabalhadores paraenses como o partido que mais os representa.
    As raízes dessa crise e ruína política do PT explicam-se com força pela internalização do conservadorismo político (fisiologismo, carreirismo, burocratização e a adoção dos métodos patrimonialistas nas eleições e no poder...) e o fim de uma atuação combativa e politizadora da sociedade que acumule forças ao socialismo (condições de trabalho e salário, inversão de prioridades nos governos, participação popular nos governos, radicalização da democracia representativa para a participativa...).

    O PT na década passada priorizou e continua a priorizar o seu esforço partidário à defesa dos governos que dirigi. E o que é mais grave, onde dirige o governo, como no Brasil não consegue imprimir seu projeto de governo, perdendo força para os partidos conservadores da base aliada e assim realizando governos menores que o “possível” no caminho sempre precário do “melhorismo”. Foi assim no governo de Ana Júlia, basta lembrar do caso do PTP abandonado a própria sorte, como o foi em todo seu pífio governo a participação popular, pois a avaliação da ex-gestora e seu grupo DS era a de que o “PTP gerava muito problema com os aliados” nos municípios e só “dava trabalho”.

    O PT torna-se cada vez mais apenas uma sigla eleitoral e mesmo fora do poder no Pará ou em Belém, ele reproduz com impecável competência o distanciamento e a postura de um Partido governante, ou seja, distante do povo, das bases e da sua militância, respirando através da precária oxigenação de seus mandatos estaduais, federais e dos executivos municipais prestes a virarem pó ao fim dessas eleições.

    Apesar da população identificar o PT ainda como seu representante, fato que está muito mais atrelado a dinâmica nacional ligada aos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, que de longe foram e são melhores que os de Sarney, Collor e Fernando Henrique, apesar de bastante acanhados se comparados com o programa petista da década de 1990. A mesma população, principalmente a Belemense, não transfere essa confiança às lideranças petistas, tanto é verdade que já se está no final da campanha e Ana Júlia está proibida de sequer apontar o desconhecido e inexpressivo Alfredo Costa, como o seu candidato em Belém. Como nenhum de seus deputados, também inexpressivos na capital, apareceram ou são citados pela campanha invisível de Alfredinho Costa.

    E o mais curioso nessa campanha petista é que a coordenação do PT e da campanha definiu como prioridade lutar e disputar a sua militância petista, os filiados e simpatizantes com o ex-Petista Edmilson (hoje candidato pelo PSOL). Triste fim de um Partido dos Trabalhadores nestas eleições 2012, e o pior é disputar sua militância, seus filiados e simpatizantes não para garantir votos para o Alfredinho Costa, mas sim para o Priante (do PMDB e de Jáder Barbalho) no segundo turno, que estratégia é essa? Ela interessa aos Trabalhadores de Belém? O que está por traz dessa posição da direção petista? Será um revanchismo pela derrota de 2010?

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