Jordy tem conta bloqueada pela justiça


O desembargador Roberto Moura, convocado da 3ª Câmara Cível Isolada do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), manteve decisão anteriormente por ele tomada de penhora de 50% dos valores de uma conta bancária mantida no Banco do Brasil pelo deputado federal e candidato a prefeito de Belém, Arnaldo Jordy (PPS). O caso envolve ação de reparação de danos morais movida contra Jordy no ano de 2003 pelo então juiz Cláudio Montalvão das Neves, hoje desembargador do TJE.

O deputado ingressou com agravo de instrumento contra decisão de primeiro grau que manteve o bloqueio de metade do valor depositado no BB, alegando que a conta era para recebimento exclusivo de seus salários da Câmara Federal. A sentença contra Jordy já transitou em julgado com a condenação ao pagamento de 250 salários mínimos. Atualizado, o valor alcança R$ 95 mil. No mesmo processo figurou como réu o também deputado federal paraense Giovanni Queiroz (PDT).


OPERAÇÕES

Segundo a decisão proferida por Moura, que rejeitou o recurso de Jordy, o deputado mantinha operação de investimento de R$ 150 mil e outras aplicações em fundos bancários. “Como se observa, essas informações, por si só, afastam os argumentos do agravante de que a conta corrente seria utilizada única e exclusivamente para recebimento dos seus proventos da Câmara dos Deputados, pois os valores ali constantes são utilizados para fins de investimento”, afirma o desembargador. Para ele, não há fatos novos que possam modificar sua decisão.
Em 2003, durante a campanha eleitoral, Jordy era vereador e apresentou requerimento para que a Câmara Municipal de Belém enviasse votos de protesto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), “contra a parcialidade como os juízes eleitorais vêm procedendo no julgamento das questões propostas pelas coligações que disputam as eleições deste ano”. Ele dizia que as coligações haviam sofrido censura prévia do juiz Cláudio Montalvão das Neves, que atendeu representação da “União pelo Pará”, proibindo qualquer comentário nas propagandas eleitorais sobre o suposto uso da máquina governamental pelo candidato ao governo do Estado Simão Jatene (PSDB).


PARCIAL
O então vereador integrava a coligação “Frente Trabalhista”, que apoiava o candidato ao governo estadual, Hildegardo Nunes. “Essa censura da Justiça Eleitoral é acintosa, parcial e vil. É pior que no tempo da ditadura militar, que valia para todos”, declarou Jordy a um jornal local, citando o nome de Cláudio Montalvão das Neves. 
(Diário do Pará)

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