CTBEL: Muita confusão e nenhum resultado na sessão da CMB


Muita confusão e nenhum resultado na sessão da CMB (Foto: )
Um dos projetos em pauta neste período extraordinário prevê a criação do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos dos funcionários da CTBel
  Quebra de acordo sobre a votação doprojeto que transforma a CTBel em autarquia gerou muita revolta
Thais corrêa e raimundo sena

A sessão que encerraria o período extraordinário na Câmara Municipal de Belém (CMB), ontem, acabou sendo suspensa por falta de quórum, sem que nenhum dos projetos em pauta fossem votados. Alegando que o presidente da casa, vereador Raimundo Castro (PTB) quebrou o acordo das lideranças, a oposição se retirou do plenário já no período da tarde. O presidente da CMB convocou nova reunião extraordinária para a próxima terça-feira.
Castro e o líder do governo Orlando Reis (PSD), teriam tentado quebrar o acordo com a oposição ao colocar em pauta o projeto que transforma a Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) na Autarquia da Mobilidade Urbana (Amub) que deveria ficar de fora, conforme acordado anteriormente.
O vereador oposicionista Carlos Augusto Barbosa, líder do DEM, criticou o fato de o projeto estar na casa há 18 dias, mas somente ontem ter sido encaminhado para a Comissão de Justiça. Integrante da comissão, ele pediu vistas do projeto e disse que só vai devolvê-lo em agosto, depois do recesso.
Barbosa disse que o presidente da casa não vai conseguir aprovar o projeto “na marra”, como estaria querendo. Segundo ele, a CMB se encontra agora “num impasse político porque eles querem fazer tudo na marra, na hora que querem, fazendo graça da gente e da população”.
Castro tentou inverter a pauta para a votação do projeto e depois de suspender a sessão por uma hora, às 11h, tentou iniciar a votação do Plano Municipal de Educação, que seria o primeiro da pauta. “O que vemos aqui é um presidente que não cumpre a sua palavra, desonra a casa. Ontem podia, e hoje, depois de ordens, não pode mais. Isso é absurdo”, afirmou Otávio Pinheiro (PT).
Desta vez até parlamentares que não tinham ainda comparecido à convocatória marcaram presença, como foi o caso do vereador Ademir Andrade. “Sou contra o projeto da autarquia, mas vim votar o PCCV (Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos da CTBel)e os demais planos. Já osempréstimos precisam de uma análise melhor”, .
A inversão de prioridade também indignou os presentes na galeria, que iniciaram um “apitaço”, gritando em coro pela votação do PCCV e soando os apitos por quase 40 minutos. A pressão deixou os vereadores da situação desconfortáveis e logo a maioria apresentou propostas para votar o PCCV.

COMISSÃO
Pressionado, o presidente explicou que a proposta ainda não passara pela Comissão de Administração Pública, mesmo estando há 18 dias na CMB. “Não podemos considerar um projeto sem parecer e quando a comissão nos enviar colocaremos na pauta para discussão”, garantiu. “Enquanto não tiver um consenso vou manter a convocação. Sozinho não respondo, não adianta tentar me colocar como culpado”.
Em resposta, os vereadores do referido grupo, entre ele Nemias Valentins (PSDB), se eximiram de qualquer responsabilidade em relação ao caso, afirmando que o projeto nunca chegou em suas mãos. “Não apontem o dedo pra mim e tenham paciência”, disse aos funcionários da CTBel, que vaiavam seu discurso.
Conscientes da desmoralização de mais um dia sem resultados, 18 vereadores permaneceram no local, dando quórum regimental. Por fim, a Comissão de Administração Pública se comprometeu a analisar o material e entregar uma orientação ainda no início da tarde. Assim, a sessão foi mais uma vez suspensa até as 15h. Quando retomou, já não havia quórum. O DIÁRIO tentou falar com Castro, na noite de ontem, mas não conseguiu.
(Diário do Pará)

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