Drop's - Eleições 2012


  • Eleições de Rondon do Pará: o PMDB vai lançar candidato, será o ex-prefeito Edílson Oliveira, ou sua esposa, Heloisa Andrade. O também ex-prefeito Olavio Rocha fará campanha para o candidato do PMDB, e não aceitou que o PMDB fosse vice do PP. 
  • Em Bragança, a candidatura de Padre Nelson - PT - está bem cotado, até o Gerson Peres Filho, quis compor com o PT, mas exigiu a secretaria de educação, e a ordenação de despesa da mesma. Vamos ver quem leva esta.
  • Altamira: Zé Geraldo não será candidato a prefeito do município, a eleição será plebiscitária, Juvenil contra o candidato da prefeita. Falta uma explicação do PT, sobre a retirada da candidatura.
  • Segundo o vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, a candidatura do deputado Eliel Faustino se mantem. É pagar para ver!!
  • Ouvi dizer que o deputado Beto Faro está enfrentando seu inferno astral. Prefeitos de sua base de sustentação tem sofrido ações na justiça e estão afastado do cargo, são os prefeitos de: Bujaru, Santa Luzia e Concórdia do Pará. Ainda, seu candidato à previa de Parauapebas perdeu.

A luta pelo PHS e as eleições 2012

As duas declarações (imagens abaixo) indicam, em menos de uma semana, a nomeação de duas comissões  provisórias do PHS, no Pará. A Segunda Comissão provisória deu entrada no TRE no dia 25 de maio, quando os membros da comissão que estavam a frente do partido foram substituídos por Telmo Marinho (presidente), Daniel Ramon (vice) e Marcia Cristina (Tesoureira) - Imagem 01. 

No dia 30, a comissão provisória, nomeada no dia 25, cai, e por uma coisa que só a politica explica, assume a terceira comissão do PHS, que é a mesma que foi destituída no dia 25.

A questão é a seguinte: o PHS é um partido que fará aliança com o PMDB, nas eleições de Belém e Ananindeua, e em vários outros municípios do Pará. O PMDB é aliado preferencial do PHS. Caso o PHS saísse da área de influencia do PMDB, o partido não apoiaria o Chicão em Ananindeua e o Priante em Belém. Houve uma tentativa de tirar o PHS da área de influencia do PMDB, e muita conversa "rolou" em Brasília, com os dirigentes do PHS.  Eu ouvi dizer que a tentativa de mudança de direção do partido no Pará, tinha sido uma ação do deputado Pioneiro, de "puxar" o partido e enfraquecer a candidatura de Chicão em Ananindeua. 

Na quebra de braço, podemos dizer que o prefeito Helder ganhou esta do Pioneiro, e volta a ter gente de sua confiança na comissão provisória do PHS no estado.


Comissão 25/05/2012



Comissão 30/05/2012
As imagens foram retiradas da página do TRE do Pará

Em defesa do Arquivo Público


Hoje, estive no ato público, em defesa do Arquivo Público do Estado do Pará. 

O arquivo é um patrimônio do Pará, guarda a memória documental escrita de nossa história, com documentos importantíssimos sobre a nossa colonização, sobre nossos índios, sobre os escravos, sobre a cidades paraenses cobre a Cabanagem , sobre terras de quilombos, sobre a sociedade paraense, sobre as igrejas, sobre a fundação de Belém , da Vigia, de Cametá, Santarém, da Altamira, de Bragança, sobre o tempo do Vargas, do Estado Novo, da Bella Epoquê,  enfim é um local da memória, de  história.

O arquivo é reconhecido como espaço cultural e, de produção de conhecimento sobre a Amazônia brasileira. Guarda um acervo documental único. Ele está ameaçado. Várias tentativas de modernização, já foram iniciadas e inconclusas. Hoje, o arquivo sofre ameaça de incêndio, seus extintores de incêndio estão inutilizados. O arquivo não conta com uma central de ar eficiente, não tem garantia de ampliação, e está em um centro histórico tombado, mas desprotegido.



O ato público contou com presença de professores  e alunos da UFPA, da faculdade de História, de funcionários do arquivo Publico, de moradores da cidade velha, do vereador Marquinho, de funcionários da Fumbel, do presidente da Associação dos Amigos do Arquivo Público, professor Fernando Arthur. Foi um ato bastante  representativo.



Foram definidos os seguintes encaminhamentos:
  •  Marcar reunião com o secretário de Cultura, para entrega de documento exigindo melhorias imediatas no arquivo.
  • Reunião conjunta da comissão de cultura da ALEPA e Camara de Belém, para tomada de posição em relação ao Arquivo.
  • Propor emenda ao orçamento do estado, articulada com os parlamentares para o arquivo no ano de 2013.
  •  Debater o acesso as informações no Centur e, melhoria e ampliação das máquinas de leitoras de microfilmes.
  • Promover debates, vias associações, com candidatos à prefeito de Belém em relação as propostas de melhorias do patrimônio público e arquivístico.
  • Ficou marcado uma reunião na UFPA, na Proex as 9h30, de segunda-feira (04) para consolidação de um documento para reunião conjunta, com a comissão da ALEPA e CMB, que já sta marcada para quarta-feira.

Abandono do Arquivo Público inspira protesto


 Abandono do Arquivo Público inspira protesto  (Foto: Mauro Angelo)
Sede do Arquivo Público do Pará: um relicário jogado às traças (Foto: Mauro Angelo)
Entre os muros do Arquivo Público do Estado do Pará (Apep), no bairro da Campina em Belém, a história resiste. O prédio centenário abriga quase quatro milhões de documentos que convivem com todo o tipo de ameaça à preservação. Falta de estrutura, de espaço, a precariedade das instalações, a umidade, o calor, a vizinhança imprópria. Elementos que evocam a ameaça constante à memória e serviram de combustível para a mobilização de historiadores, jornalistas, agentes de patrimônio entre outros representantes da sociedade civil nas duas últimas semanas. Hoje, eles se reúnem em frente ao prédio para um ato público em defesa dessa memória, a partir das 9h30.
O ponto de partida para o movimento foi a denúncia da restauradora Ethel Valentina, funcionária há três anos do Arquivo. De acordo com ela, na madrugada de 18 de maio desse mês um curto circuito poderia ter destruído parte dessa história. O Departamento de Patrimônio, da Secretaria de Estado de Cultura, a qual é vinculado o órgão, nega o curto-circuito. Alega um problema técnico, ocorrido na tarde anterior, em um dos aparelhos elétricos do prédio. Problema resolvido com a chamada de um eletricista. No tmanifesto que circula nas redes sociais, desde maio, os aparelhos elétricos do Arquivo são desligados à noite, prejudicando a documentação existente, que precisa de climatização adequada. “Tanto o prédio em que está sediado o Arquivo, quanto o seu entorno vivem em permanente perigo de incêndio. Com fios elétricos trespassados e descascados, ligações clandestinas de energia e ausência de uma política de manutenção e planejamento da rede de energia elétrica utilizada na área, não causa surpresa, aos que vivem o cotidiano do local, os frequentes estouros em disjuntores da própria rua em que se localiza o Apep e em suas adjacências”, informa. 

Documentos contam história da Amazônia
E não apenas isso. “Não é um caso isolado, é só a ponta do iceberg”, afirma Ethel. Segundo a restauradora, ano passado dois outros curtos-circuitos também ocorreram no local. Mas há outros problemas. O lixo jogado nas proximidades do prédio, a venda de comidas e bebidas nos arredores, por exemplo. “O pessoal que vende comida coloca o fogão encostado na parede do arquivo, se acontecer um acidente... aqui é só madeira e papel”, alerta. “Tem problema de rachadura, quando tem maré alta, fica molhado o chão, causando umidade. Tem a questão dos ratos, a gente encontra rato aqui”, acrescenta a funcionária.
Construído para receber a sede do Banco Comercial do Brasil, em 1858, o Arquivo Público guarda documentos produzidos pelo antigo Estado do Grão-Pará e Maranhão e, posteriormente, Estado do Grão-Pará e Rio Negro. É um dos três mais importantes acervos do Brasil, e, em se tratando de período colonial, detém o título de mais importante do país. “Até a ata da adesão do Pará e o decreto do Dia do Fico, de Dom Pedro I, a gente tem aqui, pra você ter uma ideia”, orgulha-se Ethel Valentina. Toda a documentação do Grão Pará – de 1649 e 1823 – habita os recantos da construção, em meio a caixas e outros abrigos.
“O Arquivo Público tem uma importância não só para a memória e a história da cidade de Belém como de todo o Estado do Pará, pois é um arquivo estadual, para onde são recolhidos (ou deveriam ser) todos os documentos produzidos pela administração pública do Estado. Considerando que essa documentação não é apenas a contemporânea, mas abrange desde o Grão-Pará e Maranhão, passando pelo Grão-Pará e Rio Negro e, finalmente, o Grão-Pará, dá para imaginar o que significa esse acervo, não é? São milhares de documentos que dizem respeito à história da Amazônia”, aponta a historiadora e jornalista Rose Silveira, uma das mobilizadoras do ato.
Em 1984, o material do Estado Grão-Pará, Maranhão e Rio Negro, datados dos séculos XVII, XVII e XIX, foram incorporados à Biblioteca Pública. Em 1986, houve a divisão do acervo do arquivo e da Biblioteca Pública Estadual “Arthur Viana”. Os documentos ganham nova casa e receberam também novos hóspedes. “Muito do arquivo foi para a biblioteca e ainda está lá, e vice-versa. São 400 anos de história. Ou quase isso. E ainda há os documentos que foram compartilhados com o Acervo Ultramarino de Lisboa num protocolo firmado há alguns anos entre Brasil e Portugal. O Pará, claro, foi beneficiado com esse protocolo”, comenta Silveira. A documentação, conforme explica a pesquisadora, vem sendo tratada há décadas pelos funcionários do arquivo numa cruzada para garantir a preservação do material.
Projeto em prol do acervo está em fase de licitação, diz Secult
“A situação entre 1960 e 1970 foi ainda pior, quando os documentos viviam empilhados no porão. Pesquisadores como Anaíza Vergolino e Silva estão entre os raros profissionais que enfrentaram o porão do arquivo no período”, diz Rose, ela própria uma das que enfrentou os problemas do lugar durante o processo de pesquisa para o livro “Histórias Invisíveis do Teatro da Paz”. “É uma pena que a documentação esteja tão vulnerável, não apenas pelas condições do prédio, mas pelo acesso muito facilitado aos originais. O fato é que o prédio já não comporta mais esse acervo. Aliás, há muito tempo. E as instalações pedem uma intervenção urgente”, opina.
Para Ethel Valentina, a solução está na mudança. “Na verdade, o arquivo tem que sair daqui. Não temos mais espaço”, diz. A Secult não descarta a possibilidade de alojamento do acervo em outro prédio. Por enquanto, as medidas tomadas para garantir a integridade dos documentos concentram-se em um projeto em fase de licitação. O projeto vai estabelecer um novo layout para o local, e ações mais imediatas referentes às instalações elétricas e hidráulicas. “Não existe um projeto imediato de transferência, é um projeto que leva tempo. A Secretaria estuda a expansão do arquivo para um anexo, num terreno ao lado. Mas isso está em fase de negociação com o dono do terreno. Seria uma maneira de resolver as questões mais imediatas”, declara Rosário Lima, diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura.
No ato público de hoje, os participantes vão realizar intervenções artísticas, além de coleta de assinaturas para um abaixo-assinado que será enviado à Secult e ao Ministério Público Estadual pedindo providências para a defesa do patrimônio. “São décadas de descaso. Este arquivo tem o selo da Unesco, de memória do mundo. Lá as pessoas vão buscar documentos para comprovar ascendência estrangeira, posse de terra, ler jornais, simplesmente. Pretendemos fazer algo leve, um ato de cobrança, sem acusações diretas, é um ato em prol do Apep”, adianta uma das organizadoras da atividade, a historiadora Adriana Coimbra, uma das diretoras da Associação Nacional de História - Seção Pará (ANPUH-PA).
PARTICIPE
Ato em Defesa da Memória, na rua Campos Sales, 237, Comércio, em frente ao Arquivo Público do Estado do Pará. Informações: Adriana Coimbra: 8398-7238, Luciana Batista: 8357-3692 e
Ethel Valentina: 9196-1120 
(Diário do Pará)

Cartaz do Círio 2012

Foi apresentado ontem, pela diretoria do Círio de Nossa Senhor de Nazaré, o cartaz oficial de 2012.




Ministro do STF, Gilmar Mendes entra na mira da CPMI e poderá ser convocado


CPMI
O delegado Protógenes (PCdoB-SP) abriu processo contra Gilmar Mendes e considera a hipótese de convocá-lo à CPMI
O nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes passou a figurar, a partir desta quarta-feira, na lista dos possíveis convocados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com empresas, parlamentares e governadores. O objetivo de uma possível convocação de Gilmar visa a apuração dos fatos referentes ao encontro, em Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), apontado pela Polícia Federal como o principal braço político de Cachoeira.
Mendes tenta, com uma série de entrevistas aos veículos de comunicação que integram o rol dos jornais e revistas que apoiaram a ação do esquema criminoso do bicheiro contra seus adversários, em busca de uma blindagem contra as denúncias de que ele teria voado em jatinhos pagos pela quadrilha de Cachoeira. Segundo o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), esta seria uma oportunidade a mais para se “desvendar a farsa do ‘mensalão”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de posse da informação que poderá comprometer Mendes, teria atendido ao convite do próprio ministro para um encontro, em 26 de abril, no escritório do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. De acordo com a revista semanal de ultradireita Veja, no encontro, Lula pediu o adiamento do julgamento do ‘mensalão’ e teria oferecido, em troca, a disposição da maioria governista da CPI de livrá-lo de uma investigação. A notícia foi desmentida, posteriormente, tanto por Lula quanto por Jobim.
O ex-presidente negou ter conversado sobre o ‘mensalão’ no encontro. Segundo Lula, foi Mendes quem marcou a reunião, pois soubera por um assessor que acompanha os trabalhos na CPMI que alguns parlamentares obtiveram a informação da viagem com Demóstenes a Praga e Berlim. O motivo que o levou a somente tocar no assunto agora, mais de um mês após a reunião com Lula, seria uma forma de embaralhar o cenário político e institucional do país e, desta forma, minar as investigações em curso.
Este levantamento, no entanto, vai além dos aviões utilizados por Demóstenes e Gilmar Mendes em seus deslocamentos dentro e fora do país. Outra linha de apuração contra Mendes situa-se sobre a provável influência dele sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na decisão de não abrir uma ação penal contra Demóstenes no STF após receber os dados da Operação Vegas, em 2009.
– Se o ministro viajou a Berlim com Demóstenes, alguém pagou a passagem. Se o grampo (de Mendes com Demóstenes) não ocorreu, alguns dados estão sendo levantados e vamos verificar. Está sendo levantado tudo na CPMI. Gilmar não está (diretamente) no foco da CPMI. (Mas) Todos, indiretamente, estão no foco da CPMI. Vamos verificar o conteúdo disso e verificar os limites de cada um. Não vamos partidarizar a CPMI, o que não significa que seremos omissos – afirmou Tatto.
Os petistas tentaram mas ainda não conseguiram aprovar, na CPMI, a convocação Gurgel para falar sobre o assunto, embora o depoimento de Demóstenes, nesta terça-feira, ao Conselho de Ética, possa significar uma alteração neste quadro. O senador investigado por quebra de decoro parlamentar concordou com o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) que há irregularidades no processo sobre a Operação Vegas. Na semana passada, o procurador encaminhou à CPMI sua justificativa: a de que detectou apenas desvios no “campo ético”, insuficientes para a abertura de ação judicial.
O ex-diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, segundo um parlamentar, tem colaborado na operação. Lacerda esteve no Congresso, há algumas semanas, e conversou com líderes da base aliada. Sua motivação seria o afastamento do posto maior da PF após Mendes denunciar grampo, nunca comprovado em seu gabinete, que teria flagrado um diálogo dele com Demóstenes. Nesta linha de investigação, Mendes também corre o risco de se ver ligado ao ex-policial Jairo Martins, ex-funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), preso durante a Operação Monte Carlo. Pesa sobre o ministro do STF a suspeita de ter pedido a Martins para detectar o suposto grampo no gabinete do ministro. Este foi mais um dos episódios publicados por Veja, que resultou na demissão de Lacerda.
Processado
Gilmar Mendes terá, porém, que responder ao processo que move contra ele o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB). Mendes teria dirigido “afirmações mentirosas e criminosas” contra o parlamentar, quando este ainda conduzia as investigações da Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas sob a acusação de uma série de crimes, entre eles a formação de quadrilha e a lavagem de dinheiro. Queiróz divulgou, na noite passada, uma nota sobre a questão.
Leia agora a nota do deputado, na íntegra.
“Ao povo brasileiro: como todos e todas puderam recentemente testemunhar, o ex-presidente do STF, Sr. Gilmar Mendes, fez declarações à revista Veja, ao site Conjur, aos jornais Globo Folha de S. Paulo nesta semana, repercutido em diversos meios de comunicação, envolvendo o ex-presidente Lula e também o ex-ministro Nelson Jobim. Tanto foi assim que o próprio Gilmar Mendes teve que retificar tais declarações em seguida, naRede Globo em 29/05.
“Desta vez a tentativa de blindar o crime organizado não deu certo. Felizmente, o trabalho da CPMI do Cachoeira já transcendeu o poder de obstrução dos corruptos, corruptores e do Sr. Gilmar Mendes. Não adianta mais tentar ganhar no grito ou querer dispersar o foco objetivo da CPMI por meio de mentiras.
“Convém lembrar que, há pouco menos de quatro anos, em 2008, quando o mesmo Gilmar Mendes, então presidente do STF, concedeu dois habeas-corpus em 48 horas ao banqueiro condenado Daniel Dantas, previa e devidamente preso por desviar bilhões de reais dos cofres públicos. Inaugurou naquela época o “foro privilegiado” para banqueiro bandido.
“Naquele momento de crise institucional no Brasil, advindo da OperaçãoSatiagraha, a falta de credibilidade na justiça brasileira foi alertada, também, pelo ministro Joaquim Barbosa, ocasião em que abriu o debate na própria corte com o ex-presidente do STF Gilmar Mendes.
“Os atos incomuns praticados no STF pelo ex-presidente Gilmar Mendes tinha, então, respaldo de um super poder judicial acima da lei e da Constituição da República. Hoje ele não tem mais. As coisas mudaram no Brasil. E continuarão mudando.
“As afirmações mentirosas e criminosas dirigidas por ele contra mim, serão apreciadas em instrumentos próprios e no foro adequado, registrando que não tem indícios e documentos que classifiquem qualquer conduta na minha atividade como policial ou parlamentar vinculados ao esquemaCachoeira.
“Talvez, o destempero, nervosismo e arrogância de Gilmar Mendes se explique ao longo da CPMI do Cachoeira na ampliação da coleta de dados, documentos e informações que aprofundem as investigações com o objetivo final de revelar as infiltrações nos Poderes da República, que ameaçam o Estado Democrático de Direito.
“Por isso, é bom lembrar que as mudanças abrem novos caminhos para o futuro da mesma forma em que resgatam a memória. Assim, retroativamente, podemos desimpedir a evolução de um país que permanece obstruído por um legado de corrupção ética, moral e material. Ressalto ao final que a instauração da Comissão da Verdade e do Acesso à Informação dá para entender que a busca pela verdade é a ordem do dia no Brasil de hoje e de amanhã.
Deputado Delegado Protógenes

"Secretaria de Comunicação divulga nota sobre encontro entre presidenta Dilma e Ayres Britto"


A Presidência da República informa que são no todo falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título “Para Dilma, há risco de crise institucional”, publicada hoje no diário O Estado de S. Paulo. Em especial, a audiência de ontem da presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, tratou do convite ao presidente do STF para participar da Rio+20 e de assuntos administrativos dos dois poderes. Reiteramos que o conjunto da matéria e, em especial, os comentários atribuídos à presidenta da República citados na reportagem são inteiramente falsos.
Contrariando a prática do bom jornalismo, o Estadão não procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência para confirmar as informações inverídicas publicadas na edição de hoje. Procurada a respeito da audiência, a Secretaria de Imprensa da Presidência informou ao jornal Estado de S. Paulo e à toda a imprensa que, no encontro, foram tratados temas administrativos e o convite à Rio+20.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Jordy fala sobre lançamento de sua candidatura à prefeito e sobre vídeos no Youtube

Presidente do SINDIFISCO-PA é o primeiro servidor a divulgar salário no estado


O auditor fiscal do Estado Charles Alcantara, presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA) se tornou nesta segunda-feira (28) o primeiro servidor público da esfera estadual a divulgar seucontracheque, seguindo o próprio arbítrio e o exemplo da ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão de Alcantara de dizer quanto o Estado lhe paga de salário, adiantando-se à anunciada publicação de dados pelo governo estadual, por imposição da Lei de Acesso à Informação que vigora desde o último dia 16, deve-se ao caráter pedagógico: o sindicato do Fisco, que prega transparência, deve ser exemplo.

O contracheque do auditor e sindicalista, que tem 28 anos de serviço público, revela que ele está recebendo agora em maio R$ 10.788,42, descontados R$ 11.674,11, incluindo R$ 3.780,11 só de Imposto de Renda. Os demais trabalhadores da categoria do Fisco terão as remunerações disponibilizadas na internet, conforme as reiteradas declarações na imprensa do auditor-geral do Estado, Roberto Amoras.

No Sindifisco Pará, um Portal da Transparência em construção vai publicar o valor do salário por carreira funcional, deixando a individualização por conta do governo, como diz a lei. Além disso, o Sindifisco Pará contribui para a democracia da informação com campanhas permanentes na imprensa, rádio e internet defendendo um Fisco cidadão.

De grande impacto visual, sob a direção do cineasta paraense Fernando Segtowick, uma das peças publicitárias criadas para decantar a autonomia do Fisco unicamente voltado ao Estado e ao contribuinte, sem sonegação e corrupção, é um clipe musical que está em exibição na TV Cultura. O rap “Fisco é essencial”, composto por Charles Alcantara, é interpretado por MC Calibre e a cantora Adriana Cavalcante.

https://www.facebook.com/SindifiscoPA

Nova mobilização em 30 de maio define se haverá paralisação por tempo indeterminado de auditores-fiscais


Assembleia geral vai avaliar possibilidade de paralisação por tempo indeterminado na segunda quinzena do mês de junho


A próxima mobilização de advertência dos auditores-fiscais do Sindifisco Nacional, em 30 de maio (quarta-feira), acontece em paralelo com a realização de uma assembleia com indicativo para uma paralisação por tempo indeterminado na segunda quinzena do mês de junho. Representantes das entidades integrantes da Campanha Salarial Conjunta, que envolve diversas classes de servidores federais, também farão mobilização na mesma data.

Os auditores-fiscais reivindicam melhores condições de trabalho, infraestrutura e recomposição salarial, já que, nos últimos quatro anos, o governo federal não corrigiu os salários da categoria nem mesmo com o índice da inflação. 

 Servidores - Os representantes das entidades de servidores federais propõem repetir, cada categoria em seu âmbito de atuação, a operação-padrão realizada no Dia de Mobilização de Advertência, em 9 de maio último, quando auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), representados pelo Sindifisco Nacional, não efetuaram liberação de nenhum material ou produto importado que chegou naquele dia às Aduanas brasileiras.  


Ana Célia Azevedo da Silva
 Presidente Sindifisco Nacional DS Pará/Amapá 

 Local: Em Frente ao Prédio do Ministério da Fazenda (Gaspar Viana, 485) Hora: 10:00h 

Sead pede que servidores do Centur retomem atividades

A secretária de Estado de Administração, Alice Viana, reuniu-se na manhã desta terça-feira (29) com os servidores da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN), para negociar o fim da greve na instituição, que iniciou oficialmente ontem. Alice afirmou para os funcionários que o Governo avaliará as reivindicações da categoria, desde que todos os servidores retomem suas atividades normais. A secretária pediu um prazo de 30 dias para o Estado realizar um diagnóstico da fundação e verificar a viabilidade das propostas da categoria.


 “Pedimos um crédito de confiança para os servidores, pois assim poderemos avaliar toda a estrutura da fundação e estudar de que forma poderemos atendê-los na medida do possível. Isso ocorrerá a partir do momento em que eles retomarem normalmente as suas atividades, suspendendo o anúncio de greve”, destacou a secretária.

Entre as reivindicações dos funcionários da FCPTN, uma das principais é a redução da carga horária semanal de 40h para 30h. O movimento afirma que a mudança não prejudicaria o atendimento ao público, e defende a contratação de mais servidores para a criação de dois turnos de atendimento.


Além da redução de carga horária, os servidores pediram o reajuste da ajuda de custo para alimentação, de R$ 200 para R$ 500, implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), adicional de insalubridade e periculosidade para algumas categorias da fundação, como técnicos de iluminação e os que manipulam obras antigas, e a reposição de perdas salariais referentes ao nível superior. De acordo com o grupo, o abono incorporado em abril no valor de R$ 41 equivale a 6h diárias de trabalho, e não de 8h como praticam.



Alice Viana ressaltou que o Governo atende a diversas reivindicações dos servidores públicos estaduais e que, ao mesmo tempo, precisa atender e prestar serviço à população, por isso precisa de equilíbrio fiscal e financeiro para alcançar todos os seus objetivos. “É preciso construir um diálogo, tal como temos com várias categorias. Estamos dispostos a atender na medida do possível as reivindicações dos servidores, mas temos limites fiscais e financeiros. Não podemos privilegiar uma categoria, mas todas”, disse a secretária. “O Estado segue uma política de compensação para todos os servidores, como o reajuste de 5% e a incorporação do abono para nível superior em abril, além do aumento do auxílio alimentação de R$ 120 para R$ 200 para todos os efetivos”, completou.


A Fundação Tancredo Neves informa que, apesar da paralisação, todos os serviços permanecem funcionando normalmente. São eles: Biblioteca Pública Arthur Vianna, Cine Líbero Luxardo, Programa Semear, Teatros Margarida Schivasappa e Waldemar Henrique, Centro de Eventos Ismael Nery, Galeria Theodoro Braga, além de atendimentos administrativos. Uma assembleia geral da categoria deverá definir se os servidores aceitam ou não a proposta do Governo do Estado. Texto: Thiago Melo-Secom

Anúncio público da pré-candidatura de Edmilson


Na próxima quarta-feira, 30, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) anuncia publicamente a pré-candidatura do deputado estadual Edmilson Rodrigues à Prefeitura de Belém para as eleições deste ano. O evento será às 18 horas, no auditório João Batista, na Assembleia Legislativa do Estado do Pará. A pré-candidatura de Edmilson foi aprovada na conferência interna do PSOL, realizada no último sábado, 26.

DIA: Quarta-feira, 30/05
HORA: 18 horas
LOCAL: Auditório João Batista, no 1º andar da Assembleia Legislativa do Pará (Rua do Aveiro, 100, na Praça Dom Pedro II, centro de Belém.

O Direito de defesa é um direito humano e constitucional

O Princípio do Contraditório é inerente ao amplo direito de defesa e decorre da bilateralidade processual, ou seja, quando uma das partes alega alguma coisa, há de ser ouvida também a outra, dando-lhe oportunidade de resposta. Ele supõe o conhecimento dos atos processuais pelo acusado afim de que possa exercer seu direito de resposta ou de reação. Portanto, exige a notificação dos atos processuais à parte interessada; possibilidade de exame das provas constantes do processo; direito de assistir à inquirição de testemunhas; direito de apresentar defesa escrita.

No caso noticiado na edição de hoje do jornal O Liberal, relativo a uma suposta Ação de Improbidade Administrativa impetrada pelo Promotor Nelson Medrado, contra minha pessoa, devo esclarecer que não me foi dado o direito de conhecer os argumentos do ilustre promotor que fundamentam a referida ação. Estou “estranhamente surpresa” por não ter recebido qualquer tipo de notificação que resguardasse meu direito de exercer o contraditório, mesmo porque minhas contas do exercício de 2007 foram aprovadas na sua integralidade pelo órgão competente, o TCE, alíás, já solicitei a essa corte de contas a devida Certidão.

Me reservo ao direito de não comentar a matéria jornalística, pois pode haver erros de interpretação técnica, apenas para exemplificar, se for verdadeira afirmação de que o promotor considera a Unama uma Instituição de Ensino Superior com fins lucrativos. ..., custo acreditar que o Dr. Nelson Medrado defenda esta tese.

Vou aguardar o Devido Processo Legal para poder tomar todas as providências cabíveis.

Sobre as minhas contas na EGPA.


Hoje, foi publicado no Jornal o LIBERAL, matéria sobre ação do promotor Nelson Medrado em relação as minhas contas, quando estive a frente da EGPA, relativa ao ano de 2007.

Eu gostaria logo, de deixar bem claro, que as contas da EGPA deste ano já tiveram aprovação do TCE e, as irregularidades apontadas pelo promotor já foram todas respondidas. O relatório da AGE foi devidamente analisado e respondido. O que posso dizer aos leitores, que quando chegamos na EGPA, os cursos de especializações eram o maior pedido dos servidores. Nós realizamos no primeiro ano, 2007, cerca de 10 cursos, só em Belém e realizamos curso de especialização em Santarém, Marabá, Altamira, Ipixuna do Pará se não me falha a memória. Todos estes cursos foram feitos, a partir de acordos com o Protocolo das Instituições do Ensino Superior no Pará, composto pelas instituições públicas: UFPA, UEPA, IFPA, UFRA, e pela UNAMA e IESAM. Outra questão que quero levantar, é que o MP e a EGPA fizeram um TAC em relação a estes contratos e, a única restrição foi em relação a funcionários temporários que haviam passado na seleção. 

As ações questionadas pelo promotor são os cursos oferecidos pela UNAMA que segundo a informação que eu recebi, não teria como receber os recursos por ser entidade com fins lucrativos. Aliás, a UNAMA não foi citada na matéria, mas foi citada no e-mail que recebi do jornal. Neste e-mail, está dito, que as ações são por que a Unama tem fins lucrativos. O que não é verdade!!!!!

Todos os cursos foram discutidos no Protocolo. Todos os cursos foram debatidos, e tiramos um perfil pedagógico de cada um. 

Quando chegamos na EGPA os curso de especializações oferecidas pelo primeiro governo Jatene, eram no valor de R$ 600 mil por curso. Feitos com instituições de fora, que na verdade certificavam, os professores na grande maioria eram daqui. 

Fizemos os cursos com a UFPA, IFPA, com a UEPA e com a UNAMA e IESAM. Outra modificação, foi que acabamos com as indicações dos secretários, eram eles que indicavam os servidores para os cursos, e passamos a  selecionar a partir de editais públicos.

Sempre trabalhei com contratação de prefeituras em relação a cursos, principalmente da UFPA e lembro que em já ocorreram cursos de graduação oferecidos pela UNAMA e não tiveram licitações, assim com os cursos que a SEDUC fez com a UNAMA em 2000 para vários municípios, dentro de um projeto que faziam parte a UFPA a UEPA e a UNAMA, com verbas do BIRD, não se fez licitação. A UNAMA ofereceu os cursos de Letras.  

Estou tranquila em relação às ações e, a partir do momento que for notificada, e tome conhecimento do conteúdo dos processos, responderei tudo. Tenho minha consciência tranqüila, minhas posses são frutos do meu trabalho. Aliás, um apartamento de dois quartos e, um carro que estou pagando o financiamento são prova de minha vida pública honesta e ética.

Lula se diz indignado com acusações de reportagem

"Meu sentimento é de indignação", diz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota à imprensa, distribuída no início da noite desta segunda-feira, sobre reportagem deste final de semana da revista Veja. De acordo com essa reportagem, Lula teria sugerido proteção ao ministro do STF Gilmar Mendes, na CPI do Cachoeira, em troca do adiamento do julgamento do mensalão no STF, em encontro ocorrido no escritório de advocacia do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

Lula diz, na nota, que o procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do escândalo que ficou conhecido como mensalão e depois disso foi reconduzido ao cargo. "Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", informou Lula no comunicado.

Na nota, a assessoria do ex-presidente Lula diz ainda que a autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos e que o petista continua com o mesmo comportamento agora, mesmo não ocupando nenhum cargo público. Além disso, destaca que Lula "jamais interferiu" nas ações do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação ao mensalão, nos oito anos de seu mandato.

Segundo a nota, no dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica, diz Lula.

http://www.dgabc.com.br

Quando o Hospital da Santa Casa será concluído ?

Na semana passada,vemos nos jornais, uma nova crise na Santa Casa de Misericórdia de Belém, que basicamente esta atuando acima de sua capacidade, há uma procura de leitos e de tratamentos, por parte de mulheres gestantes (capital e interior) que procuram a Santa Casa para o pré-natal e para dar a luz. 

A prefeitura é acusada de não repassar recursos, na ordem R$ 5 milhões, à Santa Casa, além de não oferecer assistência nos postos de Saúde da Capital, para mulheres que procuram o serviço no período da gestão e para o parto. É verdade que os dois motivos concorrem para crise na Santa Casa, em relação ao debito da prefeitura, a justiça já foi acionada, em relação aos postos de saúde, só mudando o perfeito, esperemos que a população saiba escolher o melhor para a saúde da cidade. Mas há um elemento que precisamos lembrar ao governo do estado. A conclusão do Hospital Santa Casa de Misericórdia. 

A Santa Casa foi colocada na Agenda Mínima do governador. No orçamento de 2012, Jatene orçou R$ 40 milhões, e ainda está orçado mais R$ 50 milhões para o PPA de 2013 a 2015. 

Seria de bom tom, que o governador anuncia-se a antecipação do restante do investimento, para o orçamento de 2013 e, entregar a Santa Casa ainda no seu governo, dado o aumento da demanda e a urgência da conclusão da obra.


PPS lança Arnaldo Jordy à prefeitura de Belém

Na sexta feira (25) foi a vez do Partido Popular Socialista  - PPS lançar o nome do deputado federal Arnaldo Jordy como seu pré-candidato à prefeitura de Belém.

O nome do deputado foi aclamado pelos presentes na  Câmara Municipal de Belém, que contou com a presença do presidente do  presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire, do vice-governador do Estado, Helenilson Pontes.

Será a terceira vez que o deputado disputa a prefeitura da capital.  


Boa sorte ao deputado Jordy.

PSOL confirma Edmilson e amplia arco de alianças

O PSOL ratificou a candidatura do deputado Edmilson Rodrigues à prefeitura de Belém. A escolha foi por aclamação na Conferência Municipal do PSOL, realizada sábado (26). 

Na conferencia ainda, foi aprovado a tese que ampliará o arco de alianças possíveis do PSOL, entre os   partidos com que poderá haver coligação estão: o PCdoB, PV, PSTU, PTdoB e PTN. A tese foi aprovada por ampla maioria sobre os que desejavam uma coligação mais restrita .

Parabéns ao PSOL por ampliar o arco de alianças e ao deputado Edmilson pela indicação.

Centur e o acesso a informação

Recebi uma denuncia, que o setor de "obras raras" do Centur estabeleceu novas regras para as pesquisas no setor. Entre as que mais desagradaram aos pesquisadores, está a cobrança de R$ 2,00 para o acesso a cada página do documento. Se um pesquisador quiser visualizar 300 paginas, terá que desembolsar R$ 600,00. Um preço proibitivo à muitos pesquisadores. Outro ponto de reclamação é a proibição de fotografar, o que obriga aos pesquisadores à copiarem a mão os dados.

O que eu quero chamar atenção é o descaso que as autoridades (este governo e o anterior) tem com a preservação de nossa história. Só para lembrar, recentemente o Arquivo Público quase sofre um incêndio o que faria perdas irreparáveis a Memória de nosso estado. Sobre a situação do arquivo leia o abaixo assinado exigindo respostas para modernização do arquivo, que esta na lateral do blog.

Sobre a cobrança, eu sou contrária, estamos vivendo a era da informação, de liberdade e de facilitação do acesso   a informação. Esta semana mesmo estive fazendo uma pesquisa sobre a CPI da Borracha, junto à "Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação/CEDI" da Câmara de deputados, não achei os dados, passei um e-mail e no outro dia cerca de 300 páginas, do relatório da CPI ocorrida em 1946, estavam com o link no meu e-mail. SEM CUSTO !!!!! e com transparência.

O setor de preservação da memória do estado há muito carece de atenção, por parte de nossas autoridades, não dá  para termos, como disse o professor que levantou o debate, a volta dos monges copistas. 

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DE VOLTA AOS MONGES COPISTAS DA IDADE MÉDIA


Olha, acho que os historiadores paraenses também deveriam fazer um manisfesto sobre nossos condições de pesquisa. Digo isso porque acabo de saber que o setor de "obras raras" da Biblioteca Pública está limitando cada vez mais o nosso acesso ao material que lá se encontra. Nesta segunda-feira, passou a vigorar a proibição de fotografar qualquer documento nesse setor. Agora, se quisemos ter acesso, teremos que copiar à mão, como os monges copistas da Idade Média. Se alguém não quiser fazer isso, terá que pagar 2,00 reais por cada folha que eles mesmo scanearem dos livros. Imaginem se alguém tiver que fazer uma cópia de um livro de 250 páginas! Terá que pagar quase um salário!!!!. 

Essas restrições vêm se agravando por muito tempo. O setor de microfilmes, na mesma "Biblioteca Pública", há tempos não permite fotografar os jornais. Temos que pagar 0,50 centavos por cada cópia de péssima xerox que é feita na reprodução deles. Se nos recusamos, temos que copiar à mão, o que leve uma enorme quantidade de tempo, coisa que não dispomos assim com tanta facilidade.

Não sei qual é a opinião de vcs, mas eu estou muito indignado!!! Parece que a tecnologia, pelo menos no Pará, não deve ser um dos instrumento do historiador, que agilize o seu trabalho, já que sempre dispomos de tempos tão escasso para pesquisar. E essa posição do governo (por que foi ele quem determinou), de adequar a Biblioteca Pública às normas da Biblioteca Nacional, não passa de uma grande mentira. Pois nem mesmo trata seus funcionários com dignidade. Eles acabaram de entrar em grave hoje.


abç

Silvio Rodrigues 

Resposta da Profª Dóris Faria da UFOPA as denuncias do deputado Zé Geraldo


Santarém, 25 de maio de 2012

Ao Sr. Deputado Zé Geraldo (PT/PA)

            Em seu pronunciamento em 18/05 pp. o Sr. fez referência a fatos muito ofensivos relativos à minha pessoa que inexistem, são injustos e absolutamente falsos. Sr. Deputado, por quê faz isso com alguém? Por mais que em seguida eu o responda, o Sr. e seus companheiros já divulgaram ao léu estas declarações! Mesmo que o Sr. divulgue esta minha resposta por todos os espaços que divulgou seu pronunciamento, blogs etc... – o que me garante a lei e espero que o faça – há danos irreparáveis, o Sr. bem sabe disso, em meio à onda de falsos “denuncismos” que atingem esta Nação e, inclusive, membros de seu próprio partido. Certamente que outro pronunciamento reparatório também é o mínimo que se pode esperar de uma pessoa ética e que busque ser justo, mais ainda, de um representante do povo brasileiro.     

            Mesmo não sendo especialista em assunto jurídico, pude identificar o seguinte:

(A) O Sr. disse que meu nome "aparece em diversos processos no site do TCU". Meu nome, como de qualquer servidor público e, especialmente dirigente universitário, consta nas seguintes situações, todas coletivas:

(i)      processo para a devolução da URP a todos os professores aposentados da UnB que a tem incorporado no salário e que a ADUnB impetrou um mandato de segurança coletivo, cuja decisão é negar o objeto (consideram ilegal a solicitação de incorporação), mas aguardar o julgamento do mandato coletivo;
(ii)    prestação de contas da Universidade de Brasília/UnB em períodos em que eu era Pro Reitora desta instituição, nos anos de 2002 e 2003, em que constavam todos os que lá ocupavam cargos e também não há condenação alguma. Orgulhosamente meu nome está posto em seguida ao da digníssima Professora e minha mestra Profa. Carolina Bori, da USP, na época membro do Conselho Diretor da UnB.

(B) Quanto à referência que este deputado faz a processo por "acumulação indevida de cargos", identificando-a, (TCU 864/2006): trata-se de um processo relativo ao "Ex-Prefeito de Curianópolis, PA, Sr. Osmar Ribeiro da Silva". Portanto, mais uma falsa acusação de sua parte! Por quê faz isso tão levianamente, Sr. Deputado Zé Geraldo, representante do Pará, um estado desta federação ao qual tenho dedicado tanta atenção, trabalho e energia para o desenvolvimento de um dos mais importantes projetos acadêmicos deste país, neste momento de nossa História?

Sr. Deputado, veja bem: jamais tive qualquer processo jurídico em minha profissão, jamais acumulei cargos públicos, sou aposentada desde 2003, nunca fui ordenadora de despesa e, portanto, jamais poderia ter processo em TCU, além destes que tocam a todo servidor público, em cargo executivo ou não. Certamente o Sr. entende a gravidade de suas afirmações tão falsas!  Mesmo que se desculpe comigo, o dano é muito grande!

Desejo completar esta mensagem abordando outros pontos de seu pronunciamento que atingem toda a instituição. Primeiramente, as afirmações sobre os faturamentos e contas, a administração da UFOPA já está com tudo pronto à disposição do público, como disse em seguida o reitor Seixas Lourenço em sua mensagem à comunidade. Portanto, não me atenho nisso pois deixo aos interessados, especialistas e aos técnicos da UFOPA que tanto tem se dedicado a implantar esta instituição com os prazos e resultados que estão conseguindo. Quero me ater ao projeto acadêmico, pois alguns companheiros seus em nossa instituição, notadamente os dois vices reitores indicados por seu partido, tanto o combatem e terminam gerando confusão nesta universidade.

A UFOPA é a universidade hoje portadora de uma das mais importantes experiências de inovações acadêmicas, tão almejadas pelos governos que seu partido promoveu: em dois anos já usufrui da condição de "universidade", com 1 curso de doutoramento e 3 mestrados, fora uma dezena de outros cursos de pós graduação, coisa que grandes universidades levaram 30 anos para conquistar e um número imenso delas até hoje não conseguiriam. Acrescentamos 35 novos cursos à esta região, dentre eles muitos na direção das engenharias, até hoje inexistentes por aqui. Trabalhamos para cerca de 8000 alunos alunos, conquistados nestes 2 anos, aos quais ofertamos um currículo voltado, como universidade brasileira alguma ainda o fez,  para uma formação inicial sobre o conhecimento interdisciplinar das grandes ciências – aspecto almejado por todas as mais importantes instituições do mundo atual -, indispensável hoje para a lide com a complexidade dos problemas contemporâneos, especialmente para a Amazônia, deputado! Uma Universidade premiada recentemente, especificamente por dedicar-se a se envolver acadêmica e cientificamente com novos modelos de desenvolvimento local,  exatamente para a região que o Sr. representa, deputado!

Fazemos tudo isso sem exame vestibular, sem que o estudante gaste um centavo para nela entrar, atendemos a 90% dos jovens da região, sem nos fecharmos à federação, com membros de quase todos os estados brasileiros. Conseguimos conquistar quase 1000 bolsas para nossos alunos, de variadas modalidades, com acesso inclusive e especialmente, para nossos 1200 calouros anuais. Será que o Sr. percebe o valor do que estou falando? Mais ainda: estes alunos podem ir construindo gradativamente seus percursos acadêmicos ao longo do tempo, sem exclusões, amadurecendo sem risco de serem postos fora do sistema de ensino por tentarem novos rumos acadêmicos. Nossas taxas de evasão estão em torno de 7%, enquanto o país alcança, na mesma fase do percurso,  20 a 25%. Superamos um sistema excludente que só permitia que se formassem menos da metade dos que nele entraram e já podemos projetar melhores resultados. O Sr. percebe o valor disso, Sr. Deputado? 

Mais um aspecto de suma importância: o Sr. praticou ato tão deplorável especificamente num primeiro dia de greve que, embora dita de caráter nacional, é incendiada localmente por acusações deste tipo que o Sr. faz e que ofende a tantos servidores nossos! Isso vem sendo estimulado por seu grupo político em nossa universidade, após seu governo haver baixado Medida Provisória atendendo a demandas históricas, além de salariais, do nosso movimento docente - reiteradas exatamente há poucos dias pela mensagem do Ministro da Educação, Senador Mercadante, dando continuidade às negociações. Num cenário como este de interesses políticos contrários ao governo, o Sr. e seu grupo político atuante na UFOPA contribuem com injusta excitação à greve local com mais este ataque a uma equipe que tem se dedicado, como poucas na História deste país, à construção de uma Universidade identificada com o futuro verdadeiramente sustentável de uma região tão importante como esta que o Sr. representa...

            O que é isso, Sr. Deputado? Fazendo acusações sem comprovação e falsas denúncias, sem certificar-se; apoiando grupo que propaga denúncias anônimas, inverídicas, desrespeitosas, ofensivas; pessoal que cria emails piratas para que não haja identificação; e, principalmente, gente que rompe continuamente com pressupostos éticos de lealdade inicial aos cargos, funções e equipes? O Sr. não deve concordar com esta falta mínima de respeito à veracidade das acusações, muito poderia contribuir para que a cultura de leviandade denunciatória fosse superada!  
            Sinto muito, Sr. Deputado pelo mal que vem praticando sem sequer certificar-se do que acusa! Lamento mesmo, porque sou uma "companheira" que, mesmo sem filiação assinada, lutou muito para que nossos ícones chegassem à Presidência da República. O Sr. me decepciona profundamente!

            Gostaria muito de poder ter sua reparação, da forma mais justa e correta que o Sr. puder promover e fico aguardando, apesar de tudo, ainda com esperanças de que consigamos mais paz em nossos cenários de atuação!


Professora Doutora Dóris Santos de Faria

Uma cidadã aposentada, sem qualquer mancha em sua vida profissional, 63 anos, muitos dos quais dedicados às mais belas utopias da Humanidade e extremamente dedicada à UFOPA, porque tem absoluta convicção no projeto que esta universidade vem implantando.

Entrevista Reitor da UFOPA no Bom Dia Tapajós


1º Festival de "Cinema pela Verdade" promove debate sobre a ditadura militar


Projeto vai percorrer 27 capitais com exibição gratuita de filmes sobre o tema


Durante os meses de maio e junho, as principais universidades do país serão palco para o primeiro festival “Cinema pela Verdade”, realizado pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM) em parceria com o Ministério da Justiça, via Comissão de Anistia. O projeto vai levar para os quatro cantos do Brasil filmes nacionais que tem como tema o período da ditadura militar e suas conseqüências. Ao todo, o festival vai percorrer todas as 27 capitais federativas e passar por 81 universidades, promovendo exibições gratuitas, seguidas de debate com a presença de convidados e diretores/realizadores de cada obra.

O cinema sempre foi e será um instrumento indispensável de resgate da memória de um país.  E para relembrar este período marcante da história brasileira, o “Cinema pela Verdade” selecionou três documentários que trazem diferentes enfoques sobre o tema: Cidadão Boilesen (2009) de Chaim Litewski; Condor (2007), de Roberto Mader; e Hercules 56 (2006), de Silvio Da-Rin.

Além desses, o projeto também vai contar com a participação especial de mais duas obras: Diário de uma Busca (2010), de Flavia Castro; e Uma longa Viagem (2011), de Lucia Murat, lançamento nacional de 2012.

Após cada exibição, será promovido um debate com acadêmicos, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais e culturais, além dos próprios diretores ou equipe de produção dos filmes, onde estudantes e debatedores terão a chance de trocar conhecimento e experiências, fomentando assim a discussão.

Para a produção do “Cinema Pela Verdade”, o ICEM conta com 27 “Agentes Mobilizadores”, isto é, universitários previamente selecionados e treinados de cada capital que serão responsáveis por articular localmente as exibições nas universidades, divulgar o evento, ajudar na pesquisa de pessoas para compor as mesas de debates, além de escrever relatório acadêmico sobre cada sessão.

O “Cinema pela Verdade” foi contemplado pelo edital “Marcas da Memória”, da Comissão da Anistia, que visa a promoção de eventos e projetos em geral com foco no período da ditadura militar no Brasil. O festival é produzido pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM), organização da Sociedade Civil de interesse Público (OSCIP), fundada em 2002. Nascido da bem sucedida experiência do projeto “Cinema em Movimento”, rede nacional de agentes culturais, organizada em torno da distribuição gratuita de filmes brasileiros, o ICEM atua em todas as 27 unidades da federação.

FILMES SELECIONADOS:

Cidadão Boilsen - Um capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada por grandes empresários, ganha contornos mais precisos neste perfil daquele que foi considerado o mais notório deles. As ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra, com a ditadura militar, sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirantes – e acusações de que assistiria voluntariamente a sessões de tortura emergem de diversos depoimentos de personagens daquela época.
Direção: Chaim Litewski, 2009 Documentário, 92 minutos.


Condor - Condor foi o nome dado à cooperação entre governos militares sul-americanos que resultou no seqüestro e assassinato de milhares de pessoas e no exílio de tantas outras. Uma análise contemporânea destes eventos, trazendo uma história de terrorismo de Estado, mas também de pessoas e da procura pela verdade e justiça.
Direção: Roberto Mader, 2007. Documentário, 106 minutos.


Hércules 56 – Na semana da independência de 1969 o embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, foi sequestrado. Em sua troca foi exigida a divulgação de um manifesto revolucionário e a libertação de 15 presos políticos, que representam diversas tendências políticas que se opunham à ditadura militar. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, eles são levados ao México no avião da FAB Hércules 56. Através de entrevistas com os sobreviventes os fatos desta época são relembrados. Direção: Silvio Da-Rin, 2006. Documentário, 94 minutos.

  
Programação Local (Instituições confirmadas):
  
Universidade Federal do Pará
Local: Auditório da Reitoria
Datas: 04 (Cidadão Boilesen), 05 (Hercules 56) e 06 (Condor) de junho
Hora: 16h

Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET
Local: Cine Pindorama
Datas: 13 (Cidadão Boilesen), 14 (Hercules 56) e 15 (Condor) de junho
Hora: 16h

MAIS INFORMAÇÕES:

Lacombe Assessoria
Fernanda Lacombe
21 3126-8593/ 21 8121-7409

Suanny Lopes
Agente Mobilizadora Local
Cinema pela Verdade
91 81645811

Realização: Instituto Cultura em Movimento; Comissão da Anistia e Ministério da Justiça.
Projeto Marcas da Memória. 

Entrevista do deputado Alfredo Costa ao Diário do Pará

O DIÁRIO inicia a partir de hoje uma série de entrevistas com os pré-candidatos à prefeitura de Belém lançados até agora. O primeiro entrevistado é o professor de biologia e deputado estadual Alfredo Costa, 45, que vai disputar sua primeira eleição majoritária. Petista histórico e vereador por três mandatos, Costa foi escolhido para a disputa após um longo processo de prévias internas. Venceu outros candidatos petistas e agora garante que a legenda está unida. Ainda pouco conhecido da população, Alfredo Costa diz apostar na força da militância petista para chegar ao segundo turno. Confira a entrevista exclusiva:

P: O senhor foi escolhido candidato por meio de prévias. Como está o PT após esse processo?

R: Inicialmente, tivemos seis candidatos no primeiro turno. No segundo turno, ficamos dois: eu e o deputado Cláudio Puty. Ao longo do processo, fizemos oito debates. Fui eleito e, partir daí, os militantes da campanha do Puty se juntaram a nós. Já havia entendimento de que quem ganhasse teria apoio.

P: O fato de ter havido seis candidatos nas prévias é sinal de uma divisão no partido?

R: Como o PT tem várias posições diferentes internamente, as chamadas tendências, as prévias foram um momento em que elas se manifestaram, colocaram ideias, marcaram suas diferenças. Todos concordavam que o PT tinha que debater nos bairros, nos distritos, para oxigenar a militância que tinha saído de uma derrota política e eleitoral (nas eleições estaduais, a candidata petista ao governo Ana Júlia Carepa foi derrotada pelo tucano Simão Jatene). A gente precisava dialogar com a militância, até porque havia o boato de que o partido não teria candidatura própria.


P: Os boatos continuam?

R: Sim, mas prévias vieram para resgatar esse sonho de o PT voltar a governar a cidade de Belém. Foi um debate surpreendente e, a partir da vitória nas prévias, passamos a dialogar sobre o programa de governo. Já tivemos debates em quatro distritos e estamos fechando datas para irmos aos demais. Estamos voltando com o debate da construção coletiva do programa de governo, que é para mostrar que estamos fazendo realmente um processo democrático e coletivo. Essa foi uma promessa que fizemos durante as prévias: voltar a ouvir a militância e a população em geral para fazer essa construção do programa.


P: Continuam os boatos de que a sua candidatura não é para valer e de que, no final, o senhor apareceria de vice em outra chapa. Isso pode ocorrer ainda?

R: Não existe a possibilidade de não termos a candidatura própria do PT. Veja, eu sou o único pré-candidato até agora escolhido por uma militância. Não tenho conhecimento de que outro partido tenha feito isso. Não fui escolhido pelo deputado x, pelo presidente y. Fui escolhido pela ampla maioria da militância do PT, que agora em junho vai homologar essa decisão das prévias durante nosso encontro municipal, onde vamos discutir também as estratégias e táticas eleitorais.


P: Então não há chance de desistência?

R: Nenhuma. O PT tem, segundo pesquisas, 32% de preferência dos eleitores de Belém. É o primeiro partido em preferência popular. A pesidenta Dilma Rousseff tem mais de 80% de aprovação em Belém. Um partido desse não pode abrir mão de ter candidatura. Agora é verdade que nesse leque de várias candidaturas, todo mundo conversa com todo mundo. E o PT como é o partido da “presidenta”, dialoga com os partidos da base no governo federal. A gente tem conversado com PCdoB, PSB, PDT, PMDB, PRB.

P: Que direção têm seguido essas conversas?

R: No sentido de ver se esses partidos fazem aliança com o PT. Estamos dialogando para fazer uma chapa com o PCdoB, PDT, PRB e PV. Esses são os partidos com que estamos conversando.

P: Essas conversas giram em torno e um nome para ser o vice?

R: Em torno do nome do vice e também da composição como um todo. Essas conversas têm sido em nível de Belém, mas o PT estadual também dialoga com mais partidos para ver como vai ser em Altamira, Marabá, Ananindeua.


P: O PT chegou a cogitar ser o vice em uma chapa com o PMDB, como chegou a ser ventilado na época das prévias?

R: Não. Isso foi superado.

P: Durante as prévias, alguns grupos do PT diziam que a sua vitória significaria uma derrota petista, porque o seu nome era o mais palatável a outras legendas, e que havia a possibilidade de o senhor desistir da candidatura...

R: Eu tenho um perfil que difere de muita gente do PT e de outros partidos. Eu venho de origem humilde. Sou ribeirinho. Nasci dentro de um barco vindo do Acará. Meu cordão umbilical foi cortado com a faca do barco na baía do Guajará. Até os 13 anos, fui ribeirinho na essência da palavra, de morar na beira do rio de verdade. Filho de pai e mãe desempregados, só estudei em escola pública no bairro do Jurunas, onde minha família dirigia a luta pelo direito de morar. Então, eu sou uma pessoa vencedora. Hoje sou professor da universidade, sou professor de cursinho. Fui vereador por três mandatos consecutivos. Agora sou deputado estadual e fui eleito pela maioria do PT para ser candidato a prefeito do maior partido de esquerda da América Latina. Partido da “presidenta” Dilma e do Lula. Não é pouca coisa. Agora há outros que têm história de luta, mas que não nasceram igual a mim. Tem muita gente que está na política porque nasceu em berço de ouro. Que veio de cima para baixo. A minha construção é diferente. Mesmo assim, tenho um bom relacionamento com todo mundo.

P: Isso ajudou a vencer as prévias?

R: Acho que isso foi determinante porque a maioria dos grupos no PT já me apoiavam no primeiro turno. Tive apoio de petistas históricos, de fundadores do PT.


P: Apesar dessa sua história no PT e dos três mandatos de vereador, seu nome ainda é pouco conhecido e, neste momento, o PT também enfrenta uma baixa por causa da má avaliação do último governo estadual. Juntando esses dois fatores, o senhor acha que tem chances?

R: Eu fui apenas vereador e agora sou deputado e os demais nomes colocados já foram prefeito, candidato a prefeito. Quem é candidato a uma eleição majoritária sempre fica mais conhecido. O que os analistas esquecem é que o PT é um projeto coletivo. O PT é o exemplo da Maria do Carmo (candidata ao governo do Pará em 2006), é o exemplo da Dilma. Todo mundo lembra da Dilma como era, e olha que ela nem era um nome histórico do partido.


P: Mas a candidatura Dilma vinha respaldada por um governo altamente popular, que foi o segundo mandato do presidente Lula...

R: Mas o PT tem esse histórico de recuperação. Veja que a Ana Júlia perdeu a Prefeitura de Belém em 2004 e depois venceu a disputa pelo governo. Eu acredito na força da militância.

P: O senhor acha que a militância ainda faz diferença?

R: Faz sim. A militância toda empenhada vai nos colocar no segundo turno.


P: E há motivação? Depois da derrota nas eleições estaduais não houve certo desânimo?

R: O ânimo foi recuperado nas prévias. Pela primeira vez em Belém, a militância escolheu o candidato. Nenhum outro candidato em Belém havia sido escolhido em prévia. Isso faz com que a militância assuma a campanha porque foi ela que escolheu. Por isso estamos dialogando também para o programa de governo. Estamos fazendo um processo bastante diferenciado.

P: Como a má avaliação do governo do PT pode impactar em sua campanha?

R: Olha, o povo do Pará já está sentindo saudades da Ana (ex-governadora Ana Júlia Carepa). Facilmente o ex sempre vai ser lembrado quando o atual não corresponde e isso não vale apenas para a política. Então do jeito que vai o governo Jatene, não vai demorar muito para Ana Júlia estar muito bem lembrada de novo. A rejeição já está diminuindo. E não podemos esquecer que houve muitos pontos positivos no governo, inclusive em Belém. Veja o Ação Metrópole. Quem tirou do papel? Esse era um projeto que o PSDB já vinha falando desde quando o Almir Gabriel foi governador pela primeira vez. Foi Ana Júlia que tirou o projeto do papel fazendo o elevado Daniel Berg e a avenida Centenário. Então intervenção viária na mobilidade urbana quem fez foi o governo do PT. E essa grande obra que o governo do Estado está anunciado, será feita com recursos do governo federal.

P: Um dos problemas do governo Ana Júlia foi a disputa entre tendências. Como senhor espera evitar isso, caso eleito?

R: Vamos governar com todas as forças do PT. Pode ter certeza: não haverá problema.


P: Mas sempre tem uma disputa por espaço. Não é difícil conciliar tantos interesses?

R: Mas nós vamos tentar conciliar, chamando todos para governar juntos. Não vai ter hegemonia de uma tendência. E vamos buscar os partidos aliados, os movimentos sociais. Vamos fazer uma gestão democrática e com participação popular.

P: A ex-governadora Ana Júlia vai participar da campanha?

R: Todo o PT. A ex-governadora, os deputados estaduais e federais, a bancada de vereadores e a força da militância. O PT é assim. Tem divergências antes de definir, mas depois que define, todos ficam unidos.


P: A última administração do PT foi do hoje deputado estadual Edmilson Rodrigues, que agora está no PSol e é bem avaliado pelo que indicam as pesquisas. O senhor acha que o eleitorado do PT pode se dividir? Edmilson é a maior ameaça à sua candidatura?

R: Parte da população ainda acha que o Edmilson é o candidato do PT. Quando começarem os programas eleitorais e a população ficar sabendo que o candidato do PT sou eu, que fui escolhido pela militância, uma parcela de voto vai migrar da candidatura do Edmilson para a nossa. Ele é um candidato forte, eu respeito, mas confio na militância.


P: Há risco de a militância se dividir entre vocês?

R: Em minha opinião, não há esse risco.

P: A presidente Dilma vai ter vários candidatos da base aliada em Belém. O que senhor espera dela em relação ao PT?

R: Eu acho que ela não vem aqui para a campanha, mas sei que o Lula virá. O PT nacional está anunciando que o Lula vai viajar para apoiar os candidatados do partido. Acho que para a Dilma pode ficar embaraçoso. A esperança nossa é o Lula e os ministros do PT.

P: Quais, em sua opinião, devem ser os principais temas da campanha?

R: O trânsito e a saúde devem ser os principais, mas temos que debater a cidade para o futuro. Estamos discutindo planejamento que inclua mobilidade urbana regularização fundiária, plano diretor urbano, plano diretor de transporte. A cidade não foi planejada.

P: O senhor aceitaria apoio do atual prefeito Duciomar Costa?

R: No segundo turno vai ser outra eleição. Aí vamos ver como ficam as forças. O PTB, partido do prefeito apoia a Dilma, apoiou Lula e Ana Júlia. Então no segundo turno, dependendo do cenário, é possível haver um diálogo. Como costuma dizer o Lula, não vamos pedir atestado de ideologia para quem quiser nos apoiar. Vamos fazer um projeto para Belém e vamos convidar a todos que queiram se somar à transformação da cidade de Belém.

P: Como vai sua campanha?

R: Não vamos agredir ninguém. Vamos mostrar propostas e o que o PT pretende fazer. Vamos mostrar também nossa relação direta com o governo federal. Queremos governar Belém em link com os programas federais. Quase todas as políticas públicas são verticalizadas. O recurso é federal, mas quem administra é a prefeitura.

Diário Do Pará
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