PR se une ao PTB e volta à base


O PR do Senado está de volta à base do governo, três semanas depois de ter rompido com a presidente Dilma Rousseff (PT), por conta dos nove meses de negociação mal sucedida para voltar ao comando do ministério dos Transportes. A operação política para resgatar o PR foi articulada pelo líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), que ofereceu o caminho e o discurso para o retorno: a formação do bloco PTB-PR.

"Seremos um bloco de apoio ao governo. Como o PTB é da base governista, não teríamos como formar um bloco que não fosse aliado do Planalto", justificou Blairo Maggi, líder do PR no Senado, admitindo que a parceria das duas legendas abriu a porta para a reaproximação.

Juntos, PR e PTB passam a constituir a terceira força política no Senado, atrás apenas dos dois blocos encabeçados pelo PMDB e pelo PT. O que preocupa setores do Planalto é o fato de a operação ter sido articulada pelo líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), que é próximo de Argello, e pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que à época do rompimento do PR aconselhou Dilma a não se indispor com o Congresso.

Em conversas reservadas, interlocutores da presidente dizem temer que a dupla cobre um preço alto pelo resgate. Outro motivo de preocupação deve-se à exclusão da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de quem Blairo se queixou no rompimento, responsabilizando-a pelos maus tratos ao PR.

Ideli não foi sequer informada de que havia uma articulação em curso para recompor a relação com o PR. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) também ficou de fora da operação.

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