Audiência Pública debate "Atual situação dos Soldados da Borracha"


A Assembleia Legislativa do Estado do Pará realiza no próximo dia 26 de abril, às 9 horas,  uma audiência pública para debater sobre a "Atual situação dos Soldados da Borracha", nome dado aos seringueiros que foram chamados pelo governo a irem para a Amazônia trabalhar na produção de borracha para atender a grande demanda e insuficiente produção na época da Segunda Guerra.
A audiência pública é mais uma iniciativa do Projeto “Soldados da Borracha”, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Pará, e que já foi premiado no concurso de Práticas Exitosas do IX Congresso Nacional de Defensores Públicos e recebeu “Menção Honrosa” da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
 
De acordo com o defensor público e idealizador do projeto Carlos Eduardo Barros, desde o ano de 2009 a Defensoria do Pará busca assegurar benefícios aos ex-combatentes da 2ª Guerra Mundial, que atuaram nos seringais da Amazônia.
Trajetória
A história dos soldados da borracha inicia em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, quando o governo dos Estados Unidos da América assina um acordo de cooperação com o Brasil, a fim de combater as forças do Eixo. O acordo determinou o envio de homens para Frente Italiana, os conhecidos nacionalmente como "pracinhas" e também a remessa de borracha dos seringais amazônicos para os Estados Unidos, produto que tinha como objetivo o fomento da indústria bélica.

Para cumprir com o que fora acordado, o governo federal da época iniciou o recrutamento de um grande número de brasileiros e brasileiras, sobretudo da região nordeste, enviando famílias inteiras à Amazônia, onde lá tinham que aprender a exercer o ofício dos seringueiros.
Diversas famílias, na época adjetivadas como "Soldados da Borracha", acalentando novos sonhos partiram rumo a essa dura aventura, para uma região desconhecida, tendo ao final da missão logrado pleno êxito. Conquista que foi fundamental para a vitória dos aliados.

Segundo o Defensor Carlos Eduardo Barros, 60 mil homens foram recrutados para o serviço e 30 mil morreram nas matas, vítimas de doenças, picadas de cobra, entre outros problemas.

Objetivo do Projeto
O projeto “Soldados da Borracha” visa garantir o direito ao beneficio a ex-soldados da borracha, viúvas, ex-companheira, filhos menores de 21 anos e filhos inválidos que comprovem por meio de documentos ou testemunhas que foram "Soldados da Borracha". O valor pago pelo INSS é fixado em dois salários mínimos.



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