Rede Celpa e os interesses do Pará

A Rede Celpa, como todos sabem, pediu falência e está sobre interventoria para organizar suas contas, aliás, o interventor é ligado ao governo do estado (o mesmo responsável pela sua privatização). A companhia, que foi privatizada em Julho de 1998 por R$ 450 milhões, o que valia na época US$ 388 milhões, está com dívidas que chegam aos R$ 2 bilhões.

Hoje, vemos duas tendencias na resolução do problema, uma, que é pouco viável, seria uma solução de mercado e a outra pede a reestatização da empresa, com o controle da Eletrobrás.

A Eletrobras já controla a distribuidores de energia em seis estados brasileiros, são: Amazonas (antigas Manaus Energia e CEAM), Acre (antiga Eletroacre), Alagoas (antiga Ceal), Piaui(antiga Cepisa), Rondônia (antiga Ceron) e Roraima. Controla as maiores geradoras do país: Furnas, Eletronorte, Chesf e a Eletrosul, e ainda detém metade da Usina Itaipu. A Eletrobras é a segunda maior acionária do  Celpa, possui expertise reconhecida nacional e internacionalmente no setor, além de ser acionista, é a maior credora individual da Rede Celpa.

A Eletrobras precisa se posicionar de maneira mais incisiva, mais enérgica, possui interesses diretos em uma solução. ELA DEVE ASSUMIR O CONTROLE PERMANENTE DA CELPA, PARA O BEM DOS CONSUMIDORES DO PARÁ  E DO SEU PRÓPRIO CAPITAL. 


Pelo que vejo,  somente a união da bancada paraense pode fazer a  nossa gigante energética se mexer, na preservação dos interesses estratégicos do Pará e de seus próprios.

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