Teias

Ultimamente tenho pensando muito na forma como nos comunicamos e como passamos as mensagens nesta loucura que chamamos de modernidade. Desde que o mundo é mundo é assim, as sociedades inventam métodos diferentes e cada vez mais inovadores para se comunicar. É assim desde o pombo correio, até esse ponto nenhuma novidade.

O que me intriga de fato é a sensação de que as redes sociais e a incrível velocidade com que nos comunicamos atualmente são quem realmente regem o mundo, uma coisa um tanto quanto Matrix, de que somos apenas peças em um jogo que alguém comanda. Alguém que ainda não sei quem... Ao mesmo tempo, sinto um poder incrível dentro de mim, a sensação de que somos capazes de expressar nossas opiniões de uma forma que nunca havia sido possível.

Para mim, esta semana foi especialmente rica em reflexões desse tipo. Fomos surpreendidos quase que simultaneamente com um BBB (para os poucos que podem não entender: um ser habitante do planeta Big Brother Brasil) expulso, acusado de estupro de vulnerável, ao mesmo tempo que vimos a Luiza coitada, que estava lá no Canadá e ficou famosa em todo o país. O caso BBB foi categórico: o rapaz foi considerado culpado e (imagino que) gentilmente convidado a se retirar do programa. O tag #danielexpulso esteve em primeiro lugar no twitter Brasil e não se falava em outra coisa em todos os sites de relacionamento. Vale lembrar que nosso papel nesse texto não é dizer que ele é culpado ou inocente, apenas avaliar a força que a pressão da opinião pública, através das redes sociais, pode exercer.

Dias depois, correndo pela lateral, mas nem por isso menos comentado, o caso do comercial em que um pai fala da forma mais natural e simplória do universo: Está todo mundo aqui, menos a Luiza, que está no Canadá. Pronto! Criava-se aí o assunto da semana. A frase dita pelo pai teve uma proporção astronômica, foi assunto em redes sociais, sites de busca, piadinhas infames, e olha ela aqui novamente, sendo exemplo da nossa discussão. O que esse pai teria dito para que essa frase ficasse tão famosa, garantindo a Luiza seus cinco minutos de fama? Vai saber...

O fato é que além de vivermos em uma época em que tudo é instantâneo, em que a vida privada não é tão privada assim. Temos que ter a consciência de que todas essa tecnologia e ferramentas cada vez mais modernas mostram a força que a opinião pública, em um lugar onde todos podem se expressar e juntos formam uma grande massa capaz de pressionar, tornar alguém famoso, decidir, eleger e, por que não dizer, realizar sim algumas mudanças, basta querermos.

Longe de mim dizer que deveríamos utilizar o poder de mobilização que as redes sociais nos proporciona hoje, para ações que façam a diferença na vida de todos. Mas bem que poderia, né?

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