Férias

Amigos e amigas, o nosso blog  estará saindo de férias :D  a partir de hoje, as primeiras desde outubro de 2009, quando o blog entrou em atividade. Estaremos retornando com as postagens no dia 01 de agosto.  

Neste período vamos recarregar as baterias para um segundo semestre com muitas novidades. Afinal, ano que vem temos eleição e os bastidores políticos vão fervilhar

Muito obrigada e beijos à todos!

IFPA campus Bragança será inaugurado


Está chegando o dia da inauguração do IFPA campus Bragança; será 8 de julho. O campus possui fortes laços com a comunidade bragantina, por isso a instituição faz o convite a todas as autoridades, lideranças e toda a região para comemorarmos juntos essa data.
Um ônibus estará a disposição daqueles que quiserem prestigiar o evento, a saída está programada para a sexta-feira, 8 de julho, às 6 horas da manhã do campus Belém. O retorno se dará no sábado, 9 de julho, logo pela manhã.

PMDB, procurando um foco para as eleições em Belém.

http://celsofelipe.files.wordpress.com/2008/03/procurando.jpgHoje estamos postando dados das última eleições do PMDB na capital. Podemos observar que há um crescimento contínuo do partido, em relação à votação para prefeito, com um crescimento muito grande de 2006 para 2008. Estes votos podem ser identificados como o reconhecimento de um eleitorado já identificado com o PMDB na capital, e como resultado, também da campanha de 2006 para governo, onde a candidatura de Priante possibilitou a ida para o segundo turno de Ana Júlia. Vejam como a candidatura do PMDB, já teve uma ressonância na capital para governo do estado.

O que falta melhor avaliação é por que a candidatura de Mário Cardoso não passou para o segundo turno na eleição para prefeito em Belém em 2008, e como esta possibilidade foi interrompida e não abriu espaço para o PPS, por exemplo. mas abriu para o PMDB ? O que o eleitor identificou em Priante para levá-lo ao segundo turno?

Uma avaliação desta eleição é importante para um planejamento da eleição de 2012.

No PT, a avaliação oficial, do diretorio municipal, nunca foi feita. Aliás, está se tornando rotina. A avaliação da derrota do governo Ana Júlia foi abortada. O último encontro estadual, o primeiro depois da queda, não tocou no assunto. No encontro do diretório estadual (que eu participei) as teses foram recolhidas, proibidas de circularem. Porém, em maio, um texto foi apresentado como balanço. Este texto indica vários problemas da gestão do estado.

Postarei nas férias este texto, ou melhor deixarei programada sua postagem.

Mas vamos voltar ao PMDB. Penso que está se processando em Belém uma recuperação do eleitorado do partido. O PMDB tem grandes puxadores de votos na capital, como Elcione Barbalho, Priante e Wladimir Costa. Na eleição de 2010 Jader Barbalho não disputou a Câmara federal e talvez por isto houve um pequeno declínio na votação.

Um elemento novo para eleição de prefeito em 2012 é a candidatura de Priante como um dos favoritos para passar ao segundo turno. Este elemento é novo por que durante muitos anos o PMDB esteve fora da gestão da capital. Seu último prefeito eleito foi Coutinho Jorge em 1985. Sua tentativa de ganhar a prefeitura em 1996, com Elcione Barbalho foi ruim, mesmo sendo a candidata do senador e ex-governador Jader Barbalho.

O PMDB vive hoje um clima boa convivência com o eleitorado de Belém, o imprevisível é saber se este clima se mantém agora, depois de todo um debate sobre a crise na ALEPA, depois do debate da separação do estado, depois da questão da vaga no senado, depois da campanha de grande parte da mídia contra o PMDB, entre outros assuntos.

A candidatura de Priante é uma candidatura forte para 2012. Terá que ter o apoio de Jatene, para dividir com Jordy e Zenaldo, o eleitorado que deu a vitória ao governador sobre a ex-governadora Ana Júlia na capital e dividir, possivelmente, aporte da estrutura da campanha. Terá também que fazer alianças e, neste aspecto esta mais a vontade que o PT e o PSOL.

Seu arco de aliança é mais amplo que o dos dois partidos. Na verdade, nas últimas eleições o PT ampliou bastante seu leque de alianças, ocorre que hoje as alianças não são possíveis por falta de vontade política dos outros partidos. O PMDB tem possibilidade de fechar um arco de alianças com PDT, PP, PRP, PSC, PSB, PV, PTB, PCdoB, PRB, PR, até o DEM.

O PMDB tem que trabalhar muito, tem que refazer sua imagem , tem que reposicionar ainda mais sua marca. A prefeitura de Belém tem que ser prioridade para o PMDB o que parece não ser até agora.

Votação do PMDB - prefeito (Belém)

Votação do PMDB - deputado federal (Belém)

Votação do PMDB - vereadores (Belém)

Votação do PMDB - deputado estadual (Belém)

PSOL, ocupando um lugar vago na política paraense

A última eleição para deputado estadual, trouxe Edmilson como o deputado mais votado no Pará, Edmilson ressurgi no plano político, já que estava fora da mídia, sua última participação em eleição foi em 2006 para o governo do estado. Em 2010, Edmilson tem 73.020 votos de Belém, o que o coloca como candidato potencial para prefeitura em 2012.

Muitas pessoas nos mandaram comentários, dizendo que a eleição de 2010 não pode ser parâmetro de análise, pois são eleições diferenciadas. È verdade são eleições diferentes, mas que podem ser lidas como tendência do eleitorado, se não como explicar a votação de Edmilson para o governo (2006) e para deputado em 2010?

Em 2006, com cargo majoritário, não conseguiu 100 mil na capital. Já em 2010 ele consegue mais de 73 mil votos para deputado estadual. A leitura possível então e que os eleitores de Belém quiseram devolver a Edmilson o mandato de deputado estadual, após oito anos fora da prefeitura. Em Ciência Política, lê-se esse comportamento, como um balanço dos oito anos de Edmilson à frente da prefeitura de Belém, em relação aos seis anos de Duciomar. É como se o eleitor admitisse que a administração de Edmilson foi melhor que a de Duciomar.

Outros elementos, além da má administração de Duciomar contribuem para eleição de Edmilson. Se em 2006, o PT ganhou em Belém de Almir Gabriel (PSDB) por 4% dos votos, em 2010, Ana Júlia perdeu em Belém para Simão Jatene, por mais de 10% de diferença nos dois turnos e Dilma perdeu para Serra por 0,5% no segundo turno.  Este é mais um elemento do declínio da votação do PT na capital do Estado, e por incrível que pareça, uma votação astrônomica para Edmilson para deputado estadual.

A descrença no PT, de parte do eleitorado de Belém, principalmente da classe média, a lembrança da boa administração de Edmilson, que até mesmo o PT nunca criticou e reivindica esta herança, as denuncias de corrupção, de má gestão, em relação a setores do governo Ana Júlia, denúncias feitas (não pelo seus inimigos políticos), mas pelo MPE, como no caso da SEDUC e SEMA são elementos deste declinio do PT. Somado as denuncias feitas pelo MPF envolvendo inclusive ações da Polícia Federal, como nos casos da Secretária de Pesca e ações no INCRA, fizeram com que parte de um eleitorado deixa-se  de vota no PT e reposicionassem seus votos para aqueles que nas eleições de 2010, foram vistos como fichas limpa e gestores competentes. Neste caso especificamente, votaram em Edmilson.

Esta é a minha leitura, é o que sinto e vejo nos setores médios de Belém, nas Universidades, entre os servidores públicos, os artistas, jornalistas e fazedores de opinião. Avalio, também, que a candidatura de Edmilson Rodrigues foi acrescida de mais um elemento; a crise na ALEPA, onde ele se visibilizou como o deputado que mais defende a transparência e a apuração das contas da Assembleia Legislativa. A crise da ALEPA somou-se a boa imagem do deputado, o que permite afirmar que é um forte candidato em 2012, para prefeito de Belém.

Estou dizendo que Edmilson não terá dificuldade ??? NÃO. Seu maior desafio é forma alianças para aumentar seu tempo de TV e conseguir maior capilaridade  na cidade. Fazer alianças com o PSOL vai ser difícil, resta ao PSOL tentar uma aliança com o PCdoB, já que PSB, até agora mantém a candidatura de Cassio Andrade, o PV ainda não se pronunciou, mas conversa com PT, o PDT está na base do governo Jatene, o PTB é o partido do prefeito e não fará aliança com PSOL. O PR está na base de Jatene e não fará aliança com PSOL.
Provavelmente o PSB sofrerá muita pressão para retirar a candidatura do deputado Cássio Andrade. O PT está em uma situação difícil para alianças, no meu entendimento resta o PV.

O PDT poderá fazer aliança com PMDB (Priante), ou com PPS (Jordy), ou ainda com o PSDB (Zenaldo), não acredito que opinará em uma aliança com PT. O PR tem as mesmas opções do PDT e o PTB também, não acredito que estes partidos farão aliança com o PT, apesar de estarem, na base do governo Dilma.

Deixe por último o PCdoB, hoje há uma discussão nacional do partido de reposicionamento, em várias capitais tem saído com candidatura própria. No Pará e especificamente em Belém, acredito que este seja o rumo. 
Avalio que o PCdoB poderá sair com candidatura própria em Belém ou compor com o PSOL, acho remotissima a aliança com o PT.

Estado do Pará: divisão ou construção de um projeto político de desenvolvimento territorial?

Este foi o estudo apresentado pelo professor doutor Gilberto Rocha no encontro da FAMEP. Clique no link abaixo e você verá a taxa de ocupação da União no Pará fica em torno de 80%, ou seja, 80% do estado do Pará esta sobre a gestão do governo Federal.

Analisando os dados do professor, é que a tese do governo do estado centralizou recursos e não propício a integração regional fica bastante debilitada, na medida em que o governo do estado não pode investir, construir e planejar para áreas federais.

Observem também, como ficaria os dois estados propostos (Tapajós e Carajás). O estado do Tapajós seria o mais federalizado.


Link:
https://docs.google.com/leaf?id=0Bw51zzNs3T5cNWY1Y2U3OGMtNTI4OS00OTViLWE1MGEtZWZkNDk3YTUyMmQ0&hl=pt_BR

Votação PSOL - Governador (Belém)

FERNANDO CARNEIRO - 53.586 - 2010

EDMILSON  RODRIGUES - 93.510- 2006

Votação do PSOL - vereador

Votação do PSOL - deputado federal (Belém)

Votação PSOL- estadual ( Belém)

Pelo bastidores da politica

-Tinha candidato do PT a deputado federal que afirmava que teria 80 mil votos em Belém e gastou para isto. Quando veio as urnas a surpresa foi muito mal recebida.

 -O PT deve vir de Valdir Ganzer para prefeito. A vontade do campo maioritário é que o próximo candidato á prefeitura de Belém seja do campo.

- O Chefe da Casa Civil do governo, deputado Zenaldo participou do debate da Famep sobre divisão do Pará no ultimo sábado, ele defendeu a não divisão. Uma das argumentações de Zenaldo é que não está claro quem paga e dívida feita estes anos todos para investimentos nos territórios que querem se separar e, quem fica com os aposentados dos territórios.

- O debate sobre divisão territorial foi muito acalorado. O prefeito Luciano Guedes , presidente da AMAT solicitou ao Chefe da Casa Civil participação no grupo de pesquisa que o governo esta formatando, com o Idesp, a UFPA e o INPE vinculado a Casa Civil da presidência. Zenaldo respondeu que a FAMEP deve solicitar a inclusão de pesquisadores da UFOPA e do núcleo da UFPa em Marabá, que ele não veria problema, mas não concordaria com a inclusão de institutos de pesquisa particulares e já posicionados, com propôs o presidente da AMAT. A pesquisa será sobre indicadores economicos e sociais em relação a divisão do estado.

-O estudo apresentado pelo Professor doutor Gilberto Rocha da UFPa, demonstrou que o território de Pará é só 20% governado pelo executivo estadual. O Incra tem sobre sua governabilidade 25% do território e as reservas indígenas e florestais tem o resto sobrando para o governo somente 20% .

 -Demonstrou também que o problema de integração do Estado é um problema de politica da união que até hoje só fez uma estrada federal no Pará, a Transamazônica que foi pensada para não chegar em Belém, e até hoje sem pavimentação na sua totalidade.

 -A divisão do PIB na divisão ficaria , com os dados atuais em torno de 57% para o estado mãe, ou seja, o Pará , 33% para Carajás e 10% para o Tapajos. O Problema é que 70% da população do estado estão nas regiões nordeste e metropolitana.

- O Professor Gilberto  propôs que o debate seja sobre a renda e não em relação ao PIB. Esta proposta está vinculada ao debate de concentração urbana e renda per capta de cada região e as consequentes exigências de serviços para população.

Pespectivas para prefeito de Belém entre os deputados federais eleitos

1   ARNALDO JORDY   PPS  130.997
2   ELCIONE BARBALHO   PMDB  69.693
3  JOSE PRIANTE   PMDB  60.606
4  ZENALDO COUTINHO   PSDB  47.215
5  WLADIMIR COSTA   PMDB  39.117
6  JOSUE BENGTSON   PTB  34.636
7  CLAUDIO CASTELO BRANCO PUTY   PT  29.479


O quadro acima é da votação dos deputados federais em Belém, nele estão (vermelho) alguns pré candidatos a prefeito de Belém. A votação de Jordy reforça a sua imagem de favorito na disputa em 2012. O pré candidato do PPS tem mais que o dobro que Priante, quase o triplo de Zenaldo.

O mais votado pelo PT em Belém é Claudio Puty  e sua votação é muito inferior ao de Jordy e ao dos outros pré candidatos. O PT está sem nome forte para esta disputa.  

A surpresa na votação é a votação de Elcione ser superior ao de Priante, mas o PMDB já definiu Priante como candidato

O despertar do PPS

O PPS surgiu nacionalmente de um divisão do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB), na década de oitenta, fez uma reflexão de seu arcabouço teórico e filosófico. Sua principal liderança nacional é Roberto Freire, deputado Federal por São Paulo.  

No Pará o deputado federal Arnaldo Jordy é a liderança local do Partido Popular Socialista. Jordy iniciou sua vida politica no PMDB, concorreu a vereador por esse partido, pois no inicio dos anos 80 não havia a legalização dos Partidos Comunistas, assumiu a vereança no fim dos anos 80. Tentou várias vezes ser deputado estadual, em 97 quando o PT assumiu a prefeito de Belém, o PPS compôs o governo Edmilson, sendo Jordy o líder do governo na Câmara Municipal de Belém. Em 2002 foi 1º suplente do PPS, que elegeu Denimar, que em 2004 concorreu a prefeito de São Félix do Xingu, sendo eleito, com isso Jordy assume a vaga de deputado  em 2005.

Em 2006, o PPS elege dois deputados, Jordy pelo coeficiente e João Salame pela sobra, e tem uma votação ascendente. Mas, em 2010 o PPS elege somente o Salame, e a votação do PPS diminui sua votação para deputado estadual. Sabemos que o partido teve problema com registro de candidaturas, o que pode ter prejudicado sua votação para uma segunda vaga. O então deputado estadual Jordy concorre a federal e tem uma votação extraordinária em Belém. Para entendermos esta votação de Arnaldo temos que lembrar que ele foi candidato a prefeito  de Belém em 2004 e 2008 (veja quadro abaixo).

Em 2010 havia um vácuo político para deputado federal em Belém, Jader, Vic não eram candidatos. PT, PSB, PDT não tinham foco em Belém, e este foi um elemento para a grande votação de Jordy, já que sua carreira política foi construída basicamente em Belém. Arnaldo Jordy também se beneficiou pelo momento político, onde o Brasil inteiro discutia a Lei do Ficha Limpa, e PPS soube capitalizar este momento, mas podemos perceber pela analise da votação do PPS em Belém, que o partido não tem uma votação enraizada na nossa capital e que a votação foi dada ao candidato  Jordy. Se analisarmos a votação do PPS em 2008, quando Jordy concorreu a prefeitura de Belém seu partido fez dois vereadores, porém com votação bem abaixo do candidato a prefeito, apesar de ser a maior votação do PPS para vereador na capital.

A votação  do PPS para federal, em Belém, foi quase toda de Jordy, uma ascensão surpreendente. Podemos levantar a possibilidade de que houve uma dobrada nos setores médios da sociedade, de Jordy federal e Edmilson (PSOL) estadual. O PSOL apostou todas suas fichas na eleição de um deputado estadual, e colocou todas suas lideranças para concorrer nesta categoria.

O PPS tem grande chance do segundo turno nas eleições de Belém, dependerá do apoio logístico e das alianças políticas que deverá costurar para chegar no segundo turno e de lá ganhar a eleição. É fundamental para Jordy que ele seja o candidato do governador Jatene, se o PSDB lançar Zenaldo, as coisas se complicam, pois o PPS não tem enraizamento na capital. Tem um nome forte e um partido fraco.


Votação prefeito - PPS

Votação dos deputados federais do PPS (Belém)

Votação dos vereadores PPS - 2000/2004/2008

Votação dos deputados estaduais - PPS ( Belém)

A maior riqueza deste século

“Tenho certeza de que faremos emergir do Congresso Nacional uma proposta democrática que dividirá com todo o povo brasileiro a maior riqueza deste século, o petróleo do pré-sal”

Wellington Dias*

O Brasil precisa encontrar um entendimento: como fazer a partilha justa das receitas do pré-sal. Desde o início desta legislatura, eu e lideranças de vários partidos estamos trabalhando para construir um consenso em torno da partilha dos royalties de todo o petróleo que é retirado de nossa plataforma continental.

O veto presidencial – no fim de 2010 – sobre a emenda que dividia os recursos arrecadados entre todos os estados, independentemente de serem ou não produtores, com a compensação pela União dos valores que estados produtores perderiam em decorrência da aprovação da lei – especialmente Rio de Janeiro e Espírito Santo –, mostra que União não está disposta nem suportaria compensar sozinha os estados produtores. Eles sofreriam um desequilíbrio financeiro se perdessem essa receita e o petróleo da plataforma continental.

Por isso, ofereci no Senado uma proposta alternativa: a ideia é dividir entre todos os estados e municípios brasileiros, produtores ou não, os royalties e participação especial, para o óleo extraído em mar, de acordo com os critérios de rateio previstos no FPM e FPE. Isso, sem diminuir os repasses atuais de estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Primeiro, separamos o valor destinado aos chamados “estados produtores”, e em seguida divide-se o valor restante: 40% para a União, 60% para estados e municípios (dividido meio a meio).

A diferença fundamental entre a nossa proposta e a proposta vetada no fim do ano passado é que os produtores terão prioridade em receber os recursos, em montante equivalente à média daquilo que receberam nos últimos cinco anos. Dessa forma, os estados e municípios produtores terão garantida a sua participação no resultado da exploração de petróleo e gás natural, prevista no art. 22 da Constituição Federal.

Ao mesmo tempo, nosso projeto prevê que a riqueza do petróleo do mar será distribuída mais igualmente entre os entes da federação e inversamente proporcional à pobreza. Trata-se de uma proposta justa, tendo em vista que os recursos do subsolo pertencem à União, ou seja, a todo o povo brasileiro.

Tivemos ainda o cuidado de condicionar o recebimento dos recursos advindos do pré-sal à aplicação prioritária em infraestrutura e educação, sem deixar de considerar outras áreas como saúde e programas de erradicação da miséria.

Basicamente, o que propomos é que os recursos sejam divididos:
1) No mínimo, 40% (quarenta por cento) para a educação;
2) Até 30% (trinta por cento) para os projetos de infraestrutura social e econômica, incluindo contrapartidas em convênios com o mesmo objetivo;
3) No mínimo, 30% (trinta por cento) para saúde, segurança e outras áreas sociais.

No Senado, o presidente José Sarney criou a Comissão Especial que irá se debruçar sobre esse tema. Tenho certeza de que faremos emergir do Congresso Nacional uma proposta democrática que dividirá com todo o povo brasileiro a maior riqueza deste século.
                                                             
* Senador pelo PT do Piauí

O que diz a reforma administrativa

O parecer em exame na subcomissão temporária tem 158 páginas e centenas de artigos, e começa com um apanhado das providências a que a Casa deu início – muitas delas em vão – em 2009, quando explodiu o mais grave escândalo da história da instituição: o caso das centenas de atos secretos que, formalizados sem publicidade desde 1984, beneficiou com todo tipo de benesses apadrinhados e políticos aliados da cúpula administrativa, encabeçada pelo presidente José Sarney (PMDB-AP).
O projeto em questão foi lido em 22 de dezembro de 2009, e recebeu dezenas de emendas ao texto principal (34 no prazo regimental inicial e 11 na CCJ, para onde seguiu a matéria). Um ano depois, em 8 de dezembro de 2010, um relatório elaborado pelo então senador tucano Tasso Jereissati foi apresentado na comissão, mas não foi levado a votação. Apenas em 2011, sem que nenhuma alteração substancial tivesse sido executada na atual estrutura administrativa, a subcomissão em funcionamento foi instalada. 
Na síntese do relatório, que promove alterações no regulamento administrativo do Senado (Resolução nº 58, de 1972, documento de 662 artigos), Ferraço destaca que a comissão de sindicância incumbida da tarefa sugere “uma profunda reestruturação do Senado Federal, por meio da modernização da gestão, maior transparência no processo decisório e corte de despesas, baseados em estudos técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sugestões da Casa e propostas apresentadas pelos senadores”. A FGV, aliás, foi contratada por duas vezes para o mesmo objetivo, em 2009, ao custo de R$ 250 mil cada.
O parecer de Ferraço menciona a “crise administrativa que eclodiu em 2009, com denúncias de impropriedades de toda natureza”, com a ressalva de que “suas verdadeiras raízes remontam a causas muito anteriores”. “Estamos em um ponto de inflexão na trajetória histórica do Senado brasileiro: a rota da expansão de estrutura, pessoal e despesa que a Casa até agora percorreu tem de ser repensada à luz de suas missões constitucionais.” O senador, que exerce o primeiro mandato na Casa, fala ainda de sua surpresa ao conhecer a megaestrutura institucional.
“Para sintetizar em um número apenas, nos dias de hoje os 81 senadores são assistidos pelo exercício de 3.391 servidores efetivos e 2.489 ocupantes de cargos de livre provimento – são 72 pessoas para cada parlamentar (considerando apenas os servidores públicos ativos). Somente para ficar nos cargos de livre nomeação, de 1993 a hoje, a Casa aumentou seu número de 399 a 2.489 – enquanto o número de senadores permanecia o mesmo. Não posso me omitir em examinar a fundo o custo e o retorno disso para o contribuinte”, diz o peemedebista, ao comentar o inchaço de departamentos como o parque gráfico, o serviço de informática (Prodasen) e o complexo de comunicação, um dos mais avançados do país.
Ainda segundo o relatório, ajustes preliminares foram executados nas funções de confiança, visando priorizar a área-fim da Casa (Secretária-Geral da Mesa, Mesa Diretora, consultorias e gabinetes parlamentares) e dar maior operacionalidade às áreas de suporte administrativo, capacitação de pessoal e comunicação social. A reportagem procurou o Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União) para falar sobre a reforma administrativa na última semana, mas não obteve retorno da entidade.

Congresso em Foco

Secretário-geral do PR nega envolvimento em suposto superfaturamento de obras

O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) divulgou nota neste domingo (3) na qual se defende de acusações feitas pela revista Veja desta semana. A publicação apresentou denúncia de que o secretário-geral do partido estaria envolvido em esquemas de superfaturamento em obras públicas.

De acordo com a Veja, empreiteiros repassam a funcionários do ministério 4% do valor que recebem pelas obras. No caso de consultorias responsáveis pela elaboração dos projetos das obras, o índice seria de 5%. Esse pagamento seria essencial para que empreiteiras vençam as licitações para construção de estradas e ferrovias. O destino do dinheiro seria o PR (Partido da República), que é comandado pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Ontem, o ministério divulgou nota na qual comunicava o afastamento temporário dos servidores Mauro Barbosa da Silva, chefe de Gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes); e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec. O ministro permanece no cargo.

Na nota de hoje, Costa Neto declarou que “ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República.” O deputado e secretário-geral do PR também elogiou a decisão do ministro em afastar os servidores suspeitos.

- A Executiva Nacional do PR apóia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa.

Leia a íntegra da nota de Valdemar Costa Neto:

“Brasília, 02 de julho de 2011.

Sobre as afirmações publicadas na edição desta semana da revista Veja, o deputado Valdemar Costa Neto tem a esclarecer:

1 - As relações mantidas com Órgãos da Administração Pública Federal, incluindo o Ministério dos Transportes, são públicas e quase sempre consumadas em despachos e reuniões de trabalho organizadas pelos servidores das respectivas pastas. Sempre transparentes, estas reuniões buscam garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR.

2 - Estas relações, notadamente institucionais, são regulares, decorrem do desempenho das funções de Secretário Geral da legenda partidária, e dizem respeito ao acompanhamento das demandas por benfeitorias federais de interesse das regiões onde o partido tem representação política (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores).

3 - A Executiva Nacional do PR apóia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa.

4 - Ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República. Portanto, caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR.

5 - A apresentação de acusações apócrifas e a falta de qualquer indício, prova ou documento que ampare as afirmações da revista Veja desta semana exige do PR providências enérgicas. Por esta razão o partido ingressará com as medidas judiciais cabíveis contra a revista e os autores do texto que, neste caso, serão cobrados por suas acusações infundadas diante dos Tribunais.

Valdemar Costa Neto
Secretário Geral do PR"

Portal R7

Governo afasta quatro integrantes da cúpula do Ministério dos Transporte por suspeita de cobrança de propina.

O Ministério dos Transportes comunicou sábado (2) o desligamento temporário de quatro servidores citados em reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a publicação, há um esquema no ministério de pagamento de propina para integrantes do PR - partido do ministro Alfredo Nascimento -, em troca de contratos de obras.

De acordo com a nota oficial, na próxima segunda-feira (4) será formalizado o afastamento do chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa da Silva, do assessor do gabinete, Luís Tito Bonvini, do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, e do diretor-presidente da empresa pública de ferrovias Valec, José Francisco das Neves.

O comunicado do ministério diz que Alfredo Nascimento “rechaça, com veemência, qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes”.

O ministro decidiu instaurar uma sindicância interna para apurar o suposto envolvimento de dirigentes nos fatos mencionados pela revista. Também foi pedida a participação da Controladoria-Geral da União (CGU).
 
www.portugaldigital.com.br

Divisão do Pará divide opiniões de prefeitos

O II Congresso Paraense de Municípios foi encerrado, na manhã de sábado (2), no Hangar Centro de Convenções, com um debate sobre a “Criação de Novos Estados no Território Paraense” que dividiu as opiniões dos prefeitos, vereadores e lideranças políticas presentes. Participaram como principais debatedores o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, deputado federal Zenaldo Coutinho, o economista Célio Costa, autor do estudo de viabilidade do Estado de Carajás, o professor Gilberto Rocha, do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o coordenador de Integração Regional da Prefeitura de Santarém, Francisco Vanderlan Lopes.

O prefeito de Ananindeua e presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), promotora do evento, Helder Barbalho, que atuou como mediador, disse que a entidade vai agir como moderadora.

“Precisamos repactuar a relação com o governo federal”, hoje o único ente forte da federação, já que os estados são frágeis e os municípios enfrentam uma situação de “insustentabilidade”, afirmou. A Famep é favor de que toda a população do Estado seja ouvida. Mas o debate, segundo ele, não pode ser feito “por conveniências de empresas e de políticos”.

“Se fosse tão bom pro Pará por que os separatistas não querem que todos sejam ouvidos? Quem fica com a dívida e com os inativos do Pará?”, questionou Zenaldo Coutinho.

Segundo ele, a divisão do Estado só interessa “ao grande capital e grandes latifundiários do Estado”. “Sobra para o Pará um território pequeno e muita pobreza”, na opinião dele. Só para a criação dos dois estados o governo federal vai gastar R$ 3,8 bilhões, argumentou, e ainda tem as despesas para manutenção das máquinas administrativas que envolve também “gastos expressivos de bilhões de reais”, de acordo com estudos que serão apresentados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e UFPA.

Célio Costa citou números para mostrar que há “um desequilíbrio abissal” na distribuição das riquezas do país. Segundo ele, “o governo federal é leniente na medida em que financia o desequilíbrio e privilegia regiões mais ricas”.
Ainda segundo Célio Costa, as regiões Sudeste e Sul do país hoje têm mais estradas asfaltadas, rodovias e universidades e recebem mais recursos numa quantidade desproporcional ao Norte. Só Minas Gerais, por exemplo, citou, tem mais universidades e rodovias asfaltadas que todos os sete estados da Amazônia. Com os novos Estados, o Norte passaria a ter o mesmo peso político do Nordeste, com 27 senadores.

O prefeito de Pau D’Arco, presidente da Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins Carajás (Amat) argumentou que com a divisão o Fundo de Participação dos Estados passaria de R$ 2,5 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões beneficiando mais pessoas no Estado e, segundo ele, o fato de se criarem mais cargos no Senado e na Câmara não significa mais despesas porque eles seriam diminuídos em outros estados, principalmente do Sudeste e Sul do país. “Quem perde poder político é o centro sul”, afirmou.

“AJUDA”

Já o prefeito de Igarapé Miri, Roberto Pina, se diz neutro, mas garante que “no mínimo (o plebiscito) vai ajudar na reorganização do Estado porque o debate não será só se divide ou não, mas sobre alternativas de desenvolvimento”.

PARTICIPAÇÃO

O evento reuniu prefeitos e representantes dos 144 municípios paraenses do dia 30 de junho até ontem. A realização foi da Famep, em parceria com as associações dos municípios das regiões do Marajó (Amam), Araguaia/Tocantins/Carajás (Amat Carajás), Região Metropolitana de Belém (Ambel), Calha Norte (Amucan), Nordeste Paraense (Amunep), Transamazônica e Santarém Cuiabá (Amut), e o Consórcio de Desenvolvimento Econômico Intermunicipal (Codesei) e Consórcio Integrado de Municípios Paraenses (Coimp). O patrocínio foi da Norte Energia, Sebrae, Governo do Pará e Eletrobrás/Eletronorte, com o apoio da Caixa Econômica Federal. (Diário do Pará)

Debate sobre a divisão do estado

 No último momento do debate sobre a criação de novos estados, tivemos a fala do Deputado Federal Zenaldo Coutinho - Chefe da Casa Civil do Governo, que é um dos políticos contrários a criação de novos estados. Após Zenaldo Coutinho, foi o pronunciamento do Prefeito de Pau D'Arco e presidente da AMAT -  Luciano Guedes, que manifestou-se a favor da divisão do estado  ressaltando a importância dessa para a representação parlamentar da região Norte. Na fala do presidente da AMUT e prefeito de Pacajá padre Edmir – diz que "não devemos ter medo do embate que não passa só pelo político, mas, também pelo social"
Zenaldo - Chefe da Casa Civil do governo do Estado 

Luciano Guedes -  Presidente da AMAT CARAJÁS e prefeito de Pau D'Arco
Padre Edmir - Presidente da AMUT e prefeito de Pacajá

Ex-presidente Itamar Franco morre aos 81 anos

O ex-presidente lutava contra a Leucemia desde de maio deste ano e acabou por falecer neste sábado no hospital Albert Einstein. Itamar foi vice na chapa do hoje senador Fernando Collor de Melo, com a possibilidade impeachment, Collor renuncia e Itamar assume a presidência em 90.

No evento do II Congresso Paraense de Municípios onde estamos, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem ao ex-presidente Itamar Franco.




Debate sobre a divisão do estado


Acabou a primeira palestra sobre o debate que a Famep está promovendo sobre a criação de novos estados.

O primeiro palestrante foi Francisco Wanderley C. Lopes - Coordenador de Integração Regional da Prefeitura de Santarém , em sua fala, ele criticou os mitos em relação a criação de novos estados, mostrando dados econômicos - " O estado de Carajás não será deficitário, nem causará ônus para a união".


II Congresso dos Municipios Paraenses debate sobre a criação de novos Estado

No ultimo dia do congresso que a Famep esta realizando, um tema polêmico ganha destaque, trata se da criação dos estados de Carajás e Tapajos. O blog estará fazendo entrevistas 'aovivo' com os palestrantes.

09h – "Criação de Novos Estados no Território Paraense"

Palestrantes:

Economista Rogerio Boueri – Pesquisador do IPEA

Economista Celio Costa – Autor do Livro Estudo de Viabilidade de Carajás

Professor Edivaldo Bernardes – Coordenador do Instituto Pro-Estado do Tapajós (IPEC)

Coordenador: Helder Barbalho – Presidente da Famep e Prefeito Municipal de Ananindeua

Debatedor: Luciano Guedes – Presidente da Amat Carajás, Prefeito de Pau D'Arco e Presidente do Instituto Pro-Estado do Carajás (IPEC)



Novo líder do governo no Congresso quer buscar o diálogo

Escolhido pela presidente Dilma Rousseff como novo líder do governo no Congresso Nacional, o deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) elegeu como sua principal missão ouvir e buscar o entendimento. Segundo o parlamentar, a presidente pediu a ele que trabalhe muito e tenha paciência. Ele ressaltou que a questão das emendas parlamentares está superada e que, em relação ao Orçamento, vai se empenhar para “não atrapalhar”.

O deputado afirmou ter dúvidas sobre os efeitos que pode produzir a regulamentação da Emenda 29 e disse ser contrário a se colocar em votação “alguma coisa que possa vir a ser rejeitada”.

O anúncio de que Mendes Ribeiro ocupará a liderança do governo no Congresso foi feito pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República na tarde desta sexta-feira (1). O cargo estava vago desde o início do atual governo.

Após a confirmação da escolha, o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), divulgou nota afirmando que o convite ao deputado Mendes Ribeiro “revela e reforça uma aliança partidária que veio para vencer e avançar”, consolidando, as “relações institucionais e políticas".

Perfil

Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho nasceu em 27 de dezembro de 1954, em Porto Alegre. O parlamentar ingressou na vida pública em 1974, como militante do MDB, formou-se em Direito e foi eleito vereador em Porto Alegre em 1982. Foi deputado estadual nas legislaturas  de 1986 a 1990 e de 1991 a 1994.

Mendes Ribeiro Filho exerce o quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e ocupava a 1ª vice-liderança do PMDB. Em 2008, assumiu a presidência da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso. No Executivo estadual, foi titular das secretarias da Justiça (1983 a 1984), de Obras Públicas, Saneamento e Habitação (1994-1996) e chefe da Casa Civil (1996-1998).
Atualmente, integra a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e as comissões que tratam das reformas da Previdência, Tributária e do Judiciário.

Confira a entrevista do deputado Mendes Ribeiro Filho à Agência Câmara.

Agência Câmara - O governo anunciou nesta semana a prorrogação, até o fim de setembro, do decreto dos restos a pagar  referentes ao Orçamento de 2009. A possibilidade de não prorrogar esse prazo causava um mal-estar na base aliada e a ameaça de paralisar as votações na Câmara e no Senado. O senhor acredita que esse era o principal entrave nas relações entre o Congresso e o Executivo?

Mendes Ribeiro Filho - Isso é passado, é preciso olhar para frente. Cada dia com a sua agonia. Se a gente pensa na dificuldade não sai dela. Isso já passou. Agora é preciso pensar no desarmamento de espírito e na capacidade que eu preciso ter de ouvir, de ter paciência e humildade e de construir o clima necessário para o País poder continuar se desenvolvendo. É preciso construir o bom, e é o que eu espero. Quando começa uma partida de futebol nunca se pode pensar que vai perder, senão não vai ganhar. Eu quero ganhar sempre e a gente só ganha quando os outros ganham.

Agência Câmara – Que papel o líder do governo tem a desempenhar para garantir o bom andamento dos trabalhos legislativos? Como foi a conversa com a presidente Dilma? Que orientações ela deu ao senhor?

Mendes Ribeiro Filho - Paciência, a presidente sabe que eu não tenho muita paciência, então ela me pediu para ter, porque há uma obra enorme a fazer. Eu vou conversar com os demais líderes, com os líderes das bancadas estaduais. As coisas começam nos estados, nos municípios; eu comecei como vereador, sei o que as coisas representam nos municípios para o cidadão. Quando o vereador fala, fala a cidade e temos de estar do lado daquilo que pensam as cidades, os estados e a classe política a partir de suas representações.

Agência Câmara - A disputa pelo cargo de líder expôs, mais uma vez, as fissuras na relação entre o PT e o PMDB, e entre o PMDB da Câmara e o do Senado. Essa briga por espaço não prejudica as votações no Congresso e, no fim das contas, o próprio Executivo nas matérias doe seu interesse? Como o senhor espera administrar isso?

Mendes Ribeiro Filho - Quem não briga por espaço? Até os filhos brigam por espaço entre pai e mãe. Disputar espaço é próprio do ser humano, mas isso não pode prejudicar o clima que temos de buscar para as coisas poderem acontecer. Essa vai ser a minha grande missão. Vou administrar isso tendo toda a paciência e humildade possível de querer aprender com todo o mundo e vou trabalhar muito. Mas não podem querer de mim mais do que isso: ouvir, ter humildade e trabalhar.

Agência Câmara - Nos próximos dias, o Congresso deverá se reunir para votar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012. O parecer do relator, deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), prevê que as emendas individuais poderão ficar livres de contingenciamento. Além disso, terão prioridade na execução, como já acontece com os projetos do PAC. Como o governo vê essa novidade na LDO?

Mendes Ribeiro Filho - Eu não posso falar sobre o que eu não vi ainda. Ainda vou conversar com as assessorias de Orçamento do Senado e da Câmara, com os líderes que estão negociando esta matéria, sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido. Vou conversar com o relator e, depois disso, vou ver o que posso não atrapalhar e depois vou ver no que eu posso ajudar.

Agência Câmara - Com relação aos temas que estão na pauta de discussão, como a Emenda 29  e a PEC 300 [sobre o piso salarial dos policiais], qual a sua posição?

Mendes Ribeiro Filho - Eu sou muito mais da prática do que do discurso. Antes de aprovarmos as ideias, temos de ver se elas vão produzir os resultados desejados. Tenho as minhas dúvidas de que a Emenda 29 poderá produzir os efeitos que nós queremos. Mas o importante é que possamos aprová-la, que haja maioria na Câmara. Não podemos colocar em votação alguma coisa que possa vir a ser rejeitada.

Reportagem – Rachel Librelon
Edição – João Pitella Junior
http://www2.camara.gov.br/

BELÉM: MP denuncia mais dozes pessoas por fraudes na Alepa

O Ministério Público do Estado (MPE), por meio dos promotores de justiça Arnaldo Célio da Costa Azevedo, Milton Luís Lobo de Menezes e Nelson Pereira Medrado, ofereceu hoje denúncia contra doze pessoas envolvidas em fraudes na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). Os denunciados são acusados de colocarem funcionários e estagiários “fantasmas” na folha e responderão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Ao todo, quarenta e um volumes de documentos foram protocolados no Forum Criminal.

Foram denunciados Daura Irene Xavier Hage, Semel Charone Palmeira, Edmilson de Sousa Campos, José Robson do Nascimento (o Robgol), Mylene Vânia Carneiro Rodrigues, Elzilene Maria Lima Araújo, Mônica Alexandra da Costa Pinto, Jorge Moises Caddah, Adailton dos Santos Barboza, Fernando Augusto de Carvalho Rodrigues, Sergio Duboc Moreira e Elenise da Silva Lima.

Mônica Pinto, também responderá pelo crime de estelionato, por ter utilizado documentos fraudados para obtenção de vantagem financeira indevida junto ao Banco Santander, através de empréstimos consignados, induzindo a instituição bancária em erro.



 
É a segunda denúncia apresentada pelo Ministério Público em dez dias, sobre fraudes na Alepa. A utilização de fantasmas é apenas uma das modalidades de fraudes encontradas pelos promotores de justiça que investigam o caso na área criminal.

Pessoas humildes foram utilizadas no esquema. Os documentos de identificação desses cidadãos eram solicitados a pretexto de cadastrá-los para recebimento de cestas básicas e brinquedos no final do ano.
Também era dito que serviriam para cadastrá-los para trabalho em campanhas eleitorais ou para registro na carteira de trabalho daquelas que desenvolviam serviços domésticos para os integrantes da quadrilha.

Com isso, uma rede de funcionários e estagiários fantasmas foi formada na Alepa, causando um dano ao erário. Os promotores de justiça que investigam o caso calculam que o dano aos cofres públicos tenha ultrapassado o valor de dez milhões de reais.

As ordens para inclusão dos nomes na folha de pagamento, eram dadas por diversas pessoas. As investigações concluíram que as ordens vinham alternadamente de: Edmilson Campos (chefe de gabinete), Semel Charone Palmeira (chefa de Gabinete que substituiu no cargo Edmilson Campos), Daura Irene Xavier Hage ( lotada no gabinete do deputado estadual Junior Hage), Elzilene Maria Lima Araújo (lotada no gabinete de José Robson do Nascimento) e Mônica Pinto, que também, se beneficiava na medida em que recebia vantagem pecuniária.

Após a inserção dos “fantasmas”, os servidores responsáveis pela elaboração da folha, tratavam de apagar os registros inseridos indevidamente, utilizando-se, para tanto, de um programa de computação fornecido por Jorge Moises Caddah, ex-diretor do Centro de Processamento de Dados da Alepa.

Segundo os promotores de justiça Arnaldo Azevedo, Milton Menezes e Nelson Medrado, o povo do Pará foi o grande prejudicado com as fraudes. “O esquema de corrupção, na folha de pagamento, que envolveu funcionários da Alepa e refluiu pelo esgoto cifras significativas do dinheiro público, certamente atenta contra todo cidadão paraense que paga seus impostos, atenta contra aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza, contra os que não possuem educação, segurança pública e saúde de qualidade”, ressaltam indignados.

Veja abaixo alguns dos “fantasmas” incluídos na folha de pagamento da Alepa, bem como a quem estavam vinculados:
1-GRUPO – MÔNICA ALEXANDRA DA COSTA PINTO
- SILVIO BRANDALISE
2-GRUPO- SEMEL CHARONE PALMEIRA
- MARIA BEATO DE FREITAS
- JACY DE SOUZA PEREIRA
- DINALVA BEATO DE FREITAS
- LIDIA BEATO DE FREITAS
- RAFAEL COSTA ARAÚJO
- MARIA EVANILDA MARTINS PALMEIRA
- KARYN SILVAN LIMA CABRAL
- ERMINA MARIA LIMA DA SILVA
- MAIKE SOUZA TORRES
- JOSÉ PEDRO DA SILVA NETO
- MYLENE KELLY DE ALMEIDA MANCIO
- NILZA NUNES MACHADO
- RENATA DA SILVA BARROSO
- EVANEIDE DO SOCORRO DO CARMO CAMPOS BELO
- ANTONIO IRANDES RODRIGUES PINHEIRO
- ANTONIO RAIMUNDO GUIMARÃES PEREIRA
- SALU BEATO DE FREITAS
- ROSANA DE MORAES BELO
- ALEXANDRE SANTOS DE ALMEIDA
- THEREZINHA DE JESUS GUIMARÂES PEREIRA
3- GRUPO - MYLENE VÂNIA CARNEIRO RODRIGUES
- MARIA ELIZABETHE RODRIGUES DO ESPIRITO SANTOS
- JUCILENE DA LUZ PINHEIRO
- IVONETE SILVA
- ROSANA DE SOUZA DE ALCANTARA
- MICHELLY LUIZA CUNHA NORONHA
- ALINE RODRIGUES DO ESPÍRITO SANTO
- JOANA PINHEIRO RODRIGUES
- RICARDO RAFAEL MONTEIRO DA SILVA
- KELLY CRISTINE CARVALHES RODRIGUES
- ERICA CARVALHO CÂNCIO
- MARIA LIDEIA SOUZA NASCIMENTO
- MARIA FLOR SOUZA MISQUITA
4- GRUPO- EDMILSON DE SOUZA CAMPOS
- CLÁUDIO ARAÚJO NOGUEIRA
- FRANCIDALVA MORAES DE VILHENA
- DAIANE OLIVEIRA BENTES
- LISLENE PEREIRA PALHETA
- LUCITELMA MORAES SANTOS
- DANIELLE SANTOS ALMEIDA
- VALDINEI FRANCA DE SOUSA
- ANA CARLA OLIVEIRA PIRES
- ELIENE PEREIRA PALHETA
- KELLEN ALINE DE BRITO MENDES
- JÉSSICA BRITO BARBOSA
5- GRUPO- DAURA IRENE XAVIER HAGE
- DANIELLE NAYA XAVIER HAGE
- LARISSA REBECA HAGE PARAENSE
- JOSIMAR PEREIRA GOMES
6- GRUPO- JOSÉ ROBSON DO NASCIMENTO
- MARIA RUBERVÂNIA MATIAS LIMA NASCIMENTO
- ROMERO PEREIRA DA SILVA
- ROMULO AUGUSTO DA SILVA
- JOSÉ MARCOS NASCIMENTO
- JUCIMARA HENRIQUE DO NASCIMENTO
- KELY KARINA NASCIMENTO SILVA
- MARIA MARGARETHE DO NASCIMENTO SILVA
7-GRUPO- ELZILENE MARIA LIMA ARAÚJO
- FRANCISCO LUZINOR ARAÚJO
- FRANCISCO NEUZITOR LIMA ARAÚJO
- ELCIONE RIBEIRO DA COSTA
- HUGO NAZARENO DE SOUZA CARDOSO
- JUREMA CARLA FERREIRA LIMA

Camareira que acusa Strauss-Kahn de estupro admite ter mentido

O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn foi libertado sem fiança na sexta-feira depois de uma audiência dramática em um tribunal, na qual o processo contra ele por agressão sexual pareceu ter mudado em seu favor.

Foto: AFP Ampliar
Strauss-Kahn sorri ao deixar o tribunal em Nova York
Strauss-Kahn, que sorriu ao deixar o tribunal, ainda enfrenta acusações criminais de agressão sexual e tentativa de estupro ligadas ao suposto ataque a uma camareira de hotel em Nova York. Seus advogados disseram que tentarão fazer com que as acusações sejam arquivadas, mas o juiz disse que os promotores continuam a investigar.

Desde o início, o caso se sustentou na suposta vítima, uma imigrante guineana de 32 anos que limpava a suíte no hotel Sofitel em Manhattan, onde Strauss-Kahn estava hospedado. Mas, em uma audiência para buscar mudanças nas condições de sua fiança, promotores disseram que a credibilidade da mulher que está no centro do caso foi posta em dúvida.

Em função disso, o tribunal concordou em permitir que Strauss-Kahn seja libertado e que o valor pago por sua fiança seja devolvido. Ele concordou em retornar ao tribunal quando for necessário, incluindo para uma audiência em 18 de julho.

Em uma carta, promotores a advogados de Strauss-Kahn disseram que a mulher que acusou o ex-chefe do FMI de abuso sexual admitiu que mentiu para o júri sobre o que aconteceu após o suposto ataque. A camareira disse inicialmente aos promotores e ao júri que fugiu para o corredor do hotel em que trabalhava após o incidente e esperou que Strauss-Kahn fosse embora, informando em seguida seu supervisor sobre o que acabara de acontecer, disseram os promotores.

"A querelante (acusadora) admitiu que seu relato é falso e que, após o incidente na suíte 2806, foi limpar um quarto próximo e então voltou à suíte 2806 e a limpou também, antes de informar o incidente a seu supervisor", afirma a carta.

A reviravolta no caso pode provocar uma reviravolta também na política francesa. Até sua prisão, em 14 de maio, Strauss-Kahn, de 62 anos, era candidato bem cotado para a eleição presidencial francesa de 2012.

A detenção de Strauss-Kahn obrigou sua renúncia do FMI e acabou com suas esperanças de chegar à Presidência, semanas antes de ele anunciar oficialmente sua candidatura. Os simpatizantes de Strauss-Kahn no Partido Socialista da França expressaram contentamento com a aparente reviravolta e alguns disseram esperar que ele poderá reingressar na corrida presidencial de 2012.

Último Segundo(Com Reuters)
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