Lula diz que países fariam escândalo com vazamento de petróleo no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas às ações de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México e afirmou que problema semelhante no Brasil seria motivo para um escândalo internacional. "Os grandes não sabem parar o vazamento. Acho engraçado, se fosse a Petrobrás, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós", disse.

A declaração de Lula sobre o desastre ambiental foi motivo de aplausos da plateia que participa, nesta segunda-feira (31), da abertura do Michelin Challenge Bibendum no Riocentro, no Rio de janeiro. O evento apresenta uma série de soluções para mobilidade rodoviária sustentável como veículos que usam energia limpa. Lula chegou ao pavilhão da abertura da feira em um ônibus movido a hidrogênio desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, apontado como oção de transporte sustentável para o Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Em seu discurso, Lula criticou os países ricos dizendo que o Brasil mostrou ao mundo, "humildemente", como se faz política econômica com seriedade. "O Brasil aprendeu que o que acontece no mundo hoje é de uma irresponsabilidade muito grande. O mercado não é Deus e o estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", disse. "No Brasil, não vacilamos", disse.

O presidente ainda defendeu o biodiesel como importante matriz energética do país e disse que vai incentivar a produção de combustível a partir da palma do dendê. "Além de fornecer combustível, vai dar para recuperar uma área degradada de mais de 30 milhões de hectares no Pará", disse.

Portal G1

O PT e as eleições

A candidatura da governadora está passando por um momento muito delicado. Seu maior desafio é ampliar as alianças e, trazer para seu lado partidos como PTB, PR e PDT. Agora é pensar e construir uma convivência possível de coligação no segundo turno com o PMDB, caso este seja o aliado necessário contra o candidato Jatene.

As alianças serão possíveis dependendo dos articuladores e do que seja necessário ser feito para coligar. Eu dentro das minhas restritas possibilidades tenho dito para quem quiser ouvir, que é melhor fechar aliança agora do que no segundo turno.

Não acredito no poder de aglutinação da candidatura Juvenil. Ela deve ser o aliado do segundo turno, para que ele seja mais tranqüilo para o PT e o governo.

Sem dúvida a saída da candidatura Jader levou um certo alivio para as pretensões do PT e para reeleição. No meu entendimento, levou a decisão para um segundo turno e lá é outra eleição.

O PTB e a conjuntura.

O PTB está em uma situação no mínimo desconfortável. O prefeito Duciomar, na sua conversa com a governadora voltou a indicar três passivos na conta dos dois partidos e, que necessitam serem pagos. O pagamento das duas parcelas do asfalto participativo de 2008 (que segundo fontes do PTB, faltam duas parcelas), o acordo do ICMS devido a Belém e, feito durante as negociações para composição da mesa da ALEPA em 2007, quando houve o acordo do PTB vir para base aliada e o apoio da bancada do PT na Câmara de Belém.

Avalio que dois destes pedidos estão difíceis de serem cumpridos pelo governo. O ICMS, por ser o valor muito alto e o apoio da bancada de vereadores na Câmara.

O PTB se vê na encruzilhada, de optar por aliança com Ana Júlia e ficar sem o apoio na câmara e perder o apoio da bancada do PMDB, que tem garantido aprovação dos projetos da prefeitura, ou compor com Juvenil para continuar com o acordo com o PMDB na câmara.

Outro desafio é até quando o acordo PTB/PR se mantém.

O noivo é o PR

O PR já pode dizer que é novamente a noiva da vez. Hoje há uma busca por novas alianças na política local. O PR apesar de manter o acordo com o PTB, de fechar em bloco com o PTB sem dúvida alguma é o partido da vez. Eu acredito que o PR, mas precisamente Anivaldo Vale, está pensando seriamente em aceitar a vice de Ana Júlia. Caso contrario teria se lançado para governo no encontro do partido.

Tenho conhecimento, que a conversa com o Anivaldo foi harmoniosa e o vice-prefeito de Belém não se mostrou distante. Outro elemento importante, é que os prefeitos e os deputados do PR, tem demonstrado apoio à governadora, nas idas ao interior. A governadora e o PT deveriam articular apoio destes prefeitos e deputados, para que eles avalizem a aliança. O Anivaldo Vale não declarou que vai conversar? Que a conversa com as bases do PR apontem a coligação. Esta é uma articulação necessária.

Voto obrigatório divide eleitorado do país, mostra pesquisa

Levantamento do Datafolha revela que 48% são contra e 48%, a favor; fim da obrigatoriedade ajudaria candidatura de Dilma Rousseff

A pesquisa divulgada sábado também revelou que os mais ricos e escolarizados são os que mais votariam, mesmo sem ser obrigados. Pelo levantamento, a taxa chegaria a 62% entre os que ganham mais de dez salários mínimos e 65% entre os mais escolarizados. Os mais pobres (52%) e menos escolarizados (52%) são os que menos votariam e os que mais apoiam o voto obrigatório.

O voto obrigatório divide o eleitorado brasileiro: 48% dos entrevistados são a favor, e 48%, contra. Segundo pesquisa do Datafolha feita neste mês, o apoio ao voto facultativo cresceu. No levantamento anterior, feito em dezembro de 2008, 53% eram a favor da obrigatoriedade, e 43%, contra.

De acordo com o levantamento, o voto facultativo beneficiaria a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

A pesquisa mostra que 64% dos eleitores da petista iriam às urnas mesmo sem ser obrigados, contra 53% dos eleitores do pré-candidato do PSDB, José Serra, e 53% da pré-candidata do PV, Marina Silva.

Os petistas são os que mais apoiam a obrigatoriedade do voto. Eles são 55%, contra 48% entre os tucanos e 46% entre os verdes. No caso da adoção do voto facultativo, 55% dos entrevistados disseram que iriam às urnas e 44% deixariam de votar. l Lula usa foto com Evo para provocar Serra

O presidente Lula usou as acusações do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre a suposta cumplicidade do governo da Bolívia com o tráfico de cocaína, para provocar o tucano.

Na sexta-feira, durante encontro no Rio, Lula abraçou o colega boliviano, Evo Morales, e disse: "Vamos posar aqui, vamos fazer inveja no Serra", disse, em frente aos fotógrafos.

Na última quarta-feira, Serra acusou o governo de Morales de "fazer corpo mole" no combate ao traficantes que enviam cocaína "para acabar com a juventude brasileira". No sábado, o tucano insistiu no assunto. " O governo boliviano é cúmplice da exportação de droga para o Brasil. O Brasil tem de fiscalizar sua fronteira, usar o Sivam", disse, em Cuiabá (MT).

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, também reagiu à declaração e disse que não é uma atitude "de estadista" atribuir ao governo boliviano a culpa pela produção e tráfico de cocaína.

Fonte: Jornal Destak

Festival do Minuto: X&Y






DIFERENÇA ENTRE GAROTOS E GAROTAS (10/20/2009 6:07:51 PM)

MENÇÃO HONROSA SEGUNDO A CURADORIA DO FESTIVAL. Comentário curador chefe: Só usando imagens o vídeo consegue comunicar muito bem as características clássicas (ou cliches) dos gêneros.

Engatinhando pela vida, um casal de bebês fofíssimos se encontra. Juntos, ele e ela descobrem suas diferenças com toda a inocência que lhes é peculiar. Ou não?

O ABORTO E A VIDA

Tema extremamente polêmico e apaixonado. De um lado àqueles que defendem incondicionalmente e, de outro àqueles que defendem por mero capricho. Aonde estaria o equilíbrio, o jugo de um justo juízo? Seara pantanosa e de difícil acesso. Não basta bravatas, nem vociferantes agressões. A temperança é o melhor julgamento e a mais equilibrada das condições.

Ora, vejamos. Como podemos ceifar a vida de inocentes, indefesos e sem qualquer meio para sobreviver? Esta situação, permite-nos chegar a alguma conclusão serena e equitativa? Não! Ela parece ser intransponível. Mesmo que as circunstâncias de tal geração deu-se na mais adversa e difícil contingência, com todas as consequências dela provinda.

Uma outra questão se impõe. Quando se trata de crianças congenitamente deficientes e que podem se tornar um estorvo para o resto da vida. Seria motivo de extinção dessa vida? Não quero cair num jogo de sentimentalismos, mas de julgar moral e eticamente aquilo que diz respeito a vida humana. Ou deixaríamos ao livre arbítrio de qualquer um decidir o que fazer.

Deveríamos legislar sobre a consciência alheia? Naquilo que diz respeito ao seu próprio corpo e a sua situação emocional, psíquica e social? Como buscarmos equacionar um problema tão complexo?

Creio verdadeiramente que a educação é fundamental nesta decisão. Por isso, caberia às famílias e aos credos religiosos e a sociedade em geral, orientar e resguardar aquilo que lhe compete na preservação da vida. Ao fiel, caberia seguir tal doutrina, já que dela faz parte. Bem como caberia ao médico recusar-se por questão de fé e consciência realizar tal procedimento, sem que qualquer penalidade lhe fosse imputada, caso fosse legalmente reconhecido o ato abortivo.

Enfim, creio que o livre arbítrio enquanto ato de livre decisão e reta razão seria, sem dúvida, a melhor solução. Aos que praticarem este vil ato, ficaria a mercê de Deus, o Senhor da Vida, o seu julgamento. Pois, só Ele é capaz de julgar, pois somente Ele possui a causa sui da criação da vida. Ao homem cabe o julgamento moral de tal atitude.

No entanto, quando este ato requer a extinção da vida do outro, isto é da mãe. Como reagiríamos? Do mesmo modo caberá a mãe decidir por sua vida ou pela vida do filho. Neste caso, deverá prevalecer a Ação do Espírito Santo, tanto para os crentes, quanto para os não crentes em relação ao livre arbítrio. Porque tal situação limite, nos propicia a ação intransponível e agônica de uma decisão entre a vida e a morte.

Viver é sempre a mais benigna e caritativa saída. É a condição natural da vida.

Enviado por e-mail pelo Diac. Nunes

Cidadão Kane

“Nenhuma palavra pode explicar a vida de um homem”, comenta um dos pesquisadores dos tesouros que Charles Foster Kane deixara para trás, empilhados num armazém. Então, somos apresentados à famosa série de seqüências que nos conduzem até o close-up da palavra “Rosebud” gravada num trenó que fora lançado em direção a uma fornalha, enquanto sua inscrição crepita no meio das chamas. Sabemos que se trata do trenó que na infância pertencera a Kane, que lhe foi tirado quando ele foi separado de sua família e enviado para um internato no leste. Rosebud é o emblema da segurança, da esperança e da inocência da infância, e a cuja procura um homem pode dedicar toda uma vida. É a luz verde no final do quebra-mar de Gatsby; o leopardo no cume do Kilimanjaro, procurando ninguém sabe o quê; o osso atirado para o alto em 2001. É aquela busca pelos anseios transitórios que os adultos tentam suprimir. “Talvez Rosebud fosse algo que ele não conseguiu ou perdeu”, comenta Thompson, repórter designado para decifrar o enigma da última palavra de Kane. “Mesmo assim, não teria explicado nada.”

Certo, ela não explica nada, mas é extraordinariamente notável como uma demonstração de que nada pode ser explicado. Cidadão Kane adora brincar com paradoxos deste tipo. Sua superfície é mais divertida do que qualquer outro filme. Sua profundidade ultrapassa a compreensão. Eu o analisei quadro a quadro, com mais de trinta grupos, e juntos encontramos, creio eu, muitos mais do que pode ser visto na tela. Quanto mais claramente consigo enxergar sai manifestação física, mais fico intrigado com os seus mistérios.

É um dos milagres do cinema que, no ano de 1941, um diretor primeira viagem, um roteirista cínico e beberrão, um cineasta inovador e um grupo de atores de teatro e de radio de Nova York tenham conseguido o controle total sobre um estúdio e realizado uma obra-prima. Cidadão Kane é mais do que um grande filme; é uma coleção de todas as experiências da nascente era do som, assim como O nascimento de uma nação, de 1915, reuniu tudo o que havia sido aprendido no auge da era do cinema mudo, e 2001, de 1968, apontou o caminho para além da narrativa. Estes picos estão acima de todos os demais.
As origens de Cidadão Kane são sobejamente conhecidas. Orson Welles, o menino prodígio do rádio e do palco, recebeu liberdade total da RKO Radio Pictures para realizar qualquer filme que desejasse. Hernan Mankiewicz, um experiente escritor de cinema, colaborou com Welles num roteiro originalmente chamado de O americano. Inspirara-se na vida de William Randolph Hearst, que criou um império de jornais, estações de rádio, revistas, agências de notícias, e depois construiu para si mesmo o resplandecente monumento de San Simeon, um castelo mobiliado com relíquias minuciosamente coletadas pelo mundo afora. Hearst era Ted Turner, Rupert Murdoch e Bill Gates envolvidos por um enigma totalmente vazio no seu centro.

Chegando a Hollywood aos 25 anos de idade, Welles trazia consigo um raro domínio do som e dos diálogos; no seu Mercury Theatre on the Air, fizera experiências mais extensas do que as habitualmente ouvidas no cinema. Contratou Gregg Toland para ser seu fotografo – o mesmo que no filme de John Ford, A longa viagem de volta, de 1940, fizera experiências com a fotografia de profundidade de campo, com tomadas em que tudo era focalizado, aproximando simultâneamente objetos próximos e distantes, de forma tal que a composição e o movimento determinavam o lugar para o qual o olho deveria se dirigir primeiro.

Para seu elenco, Welles convocou seus colegas de Nova York, incluindo Joseph Cotten para o papel de Jed Leland, o melhor amigo do herói; Everett Sloane como sr. Bernstein, o feiticeiro do magnata; Ray Collins como Gettys, o corrupto chefe político; e Agnes Morehead como a desagradável mãe do menino. A única que não pertencia àquele grupo era Dorothy Comingore, no papel de Susan Alexander, a jovem mulher que Kane imaginou transformou numa diva da ópera. O próprio Welles interpretou Kane, desde os 25 anos de idade até o leito de morte, valendo-se da maquiagem e da linguagem corporal para determinar o progresso de um homem cada vez mais prisioneiro de suas carências. “Tudo o que ele queria da vida era amor”, diz Leland. “Esta é a história de Charles – como ele a perdeu.”

A estrutura de Cidadão Kane é circular, acrescentando mais profundidade a cada volta que a vida dava. O filme abre com um cinejornal apresentado seu obituário, um resumo da vida e da obra de Charles Foster Kane; esta sequência, com uma portentosa narração, é uma inclinação conjectural de Welles na direção do cinejornal A marcha do tempo, então produzido por Henry Luce, outro magnata da mídia. Ele nos ofereceu um guia da trajetória de Kane e nos manterá orientados enquanto o roteiro salta no tempo, juntando todas as peças das memórias daqueles que o conheceram.

Curioso com a palavra final de Kane, “Rosebud”, o editor do cinejornal designa o repórter Thompson para descubrir o seu significado. Thompson é interpretado por William Alland, numa performance ingrata: e é ele que aciona todos os flashbacks, embora seu rosto jamais seja vislumbrado. Quando ele interroga a amante beberrona de Kane, seu repugnante amigo, seu rico sócio e outras testemunhas, o filme pula no tempo. Apesar de todas as vezes que já assisti a Cidadão Kane, ainda não consegui assinalar definitivamente, em minha cabeça, a ordem das cenas. Eu olho para a cena e sou atiçado a saber qual será a próxima. Mas tudo é muito ardiloso; o rememorar o passado pelos olhos de diferentes testemunhas, Welles e Mankiewicz criaram um cronologia emocional livre do tempo.

O filme é recheado de brilhantes momentos visuais: as torres de Xanadu; o candidato Kane discursando num comício; o vão da porta de entrada da casa da sua amante fundindo-se com a foto de primeira pagina no jornal concorrente; a câmera descendo rapidamente de uma clarabóia em direção à patética Susan; os muitos Kanes refletidos em espelhos paralelos quando passa por eles; o menino brincando na neve em segundo plano, enquanto seus pais determinam seu futuro; o grande plano quando a câmera passa sobre a estréia de Susan na ópera até o iluminador que tampa o seu nariz; e a subseqüente tomada de Kane, seu rosto escondido na sombra, aplaudindo desafiadoramente no hall silencioso.

Juntamente com a história pessoal temos a história de um período. Cidadão Kane cobre o nascimento dos jornais populares (tendo como modelo Joseph Pulitzer), a guerra hispano-americana promovida por Hearst, o nascimento do radio, o poder das máquinas políticas, o surgimento do fascismo, o crescimento do jornalismo de celebridades. Um subtítulo do cinejornal menciona: “1895-1941. Todos estes anos ele cobriu, muitos destes foram dele”. O roteiro de Mankiewicz e Welles (que recebeu um Oscar, o único que Welles ganhou) é densamente construído e cobre uma quantidade surpreendente da história, incluindo uma seqüência que mostra Kane inventou a imprensa marrom; um registro do sue casamento, da felicidade inicial até os diferentes cafés da manhã; a história da conquista de Susan Alexander e da sua desastrosa carreira d cantora de ópera; e a decadência como amo se senhor de Xanadu. (“È só olhar para a ala oeste, Susan, você encontrará uma dúzia de veranistas ainda hospedados.”)

Cidadão Kane sabe que o trenó não é a resposta. Explica o que é Rosebud quer dizer. A construção do filme mostra como a nossa vida, depois que partimos, sobrevive somente na memória dos outros, e estas lembranças se agarram contra as paredes que erigimos e os papéis que interpretamos. Aqui temos o Kane que manipulava nos bastidores, o Kane que odiava os tristes dos transportes, o Kane que escolheu a amante acima do casamento e da carreira política, o Kane que divertiu milhões, o Kane que morreu na solidão.

Há uma cena importante em Cidadão Kane que talvez você tenha perdido. O magnata se excedeu e está perdendo o controle do seu império. Depois que assina os papéis da sua capitulação, ele dá um giro e se encaminha para o fundo da cena. A cena em profundidade permite a Welles um truque de perspectiva. A parede atrás de Kane parece ter uma janela de tamanho normal. Mas, assim que se encaminha para ela, vemos que está muito mais afastada, além de ser muito maior do que imaginávamos. Por fim, ele está parado contra o batente inferior, encolhido e diminuído. Mas í ele se encaminha em nossa direção e a sua estatura cresce novamente. Um homem sempre parece ter o mesmo tamanho para si mesmo, por que ele não fica onde estamos, quando olhamos para ele.

UM GUIA PARA O ESPECTADOR DE CIDADÃO KANE

• “ROSEBUD”. A mais famosa palavra da história do cinema. Explica tudo e não explica nada. Quem, em razão disso. Realmente ouviu Charles Foster Kane pronunciá-la antes de morrer? O mordomo afirma, quase no final do filme, que ele a pronunciou. Mas Kane parece estar sozinho no momento em que morre, e o vidro do peso de papel quebrado reflete a entrada da enfermeira no quarto. Os mexicanos dizem que o roteirista, Herman Mankiewicz, utilizou “Rosebud” como uma piada pessoal, pois, como amigo de Marion Davies, a amante de Hearst, ele sabia que “Rosebud” era o nome carinhoso com o qual o velho homem denominava a parte mais intimada anatomia dela.

• PROFUNDIDADE DE CAMPO (DEEP FOCUS). Todo mundo sabe que Orson Welles e seu fotógrafo, Gregg Toland, utilizaram a profundidade de campo em Cidadão Kane. Mas, o que é a profundidade de campo, e será que a estavam utilizando pela primeira vez? O termo se refere a uma estratégia de iluminação, composição e à escolha de lentes que permitem que dentro de um mesmo enquadramento, desde a frente até o fundo, tudo seja focalizado ao mesmo tempo. Com as lentes e a iluminação disponíveis em 1941, isto mal começava a ser possível, e Toland experimentara a técnica um ano antes, no filme de John Ford, A longa viagem de volta. Na maioria dos filmes, os elementos-chave no enquadramento estão em foco central, e aqueles mais perto ou mais longe podem não estar. Quando tudo está em foco, o cineasta tem que pensar bem como direcionar a atenção do público, primeiro aqui depois ali. O que os franceses chaman de mise-em-scéne-a arrumação dentro do enquadramento – torna-se mais importante.

• ILUSÕES DE ÓPTICA. A profundidade de campo é particularmente enganosa, pois os filmes são bidimensionais, e, portanto, você precisa de referências visuais para determinar a verdadeira proporção de uma cena. Toland utilizou este elemento como uma forma de enganar os olhos do público em duas memoráveis cenas do filme. Uma delas é quando Kane está assinado a renúncia ao seu império, no escritório de Thatcher. Por detrás dele vemos a parede com janelas que parecem de tamanho normal. Então, Kane começa a se encaminhar para o fundo da tomada e percebemos surpresos, que as janelas são enormes, e que seus batentes inferiores estão a mais de dois metros de altura do chão. Como Kane fica em pé debaixo delas, ele é miniaturizado – o que é a intenção da cena, uma vez que ele acabará de perder o poder. Mais tarde, Kane se encaminha para a frente da grande lareira de Xanadu, e também percebemos que ele era muito maior do que parecia à primeira vista.

• TETOS VISÍVEIS. Em quase todos os filmes que antecederam Cidadão Kane, você não poderia vislumbrar os tetos das salas, pois não havia nenhum. Era ali que colocavam a iluminação e os microfones ficavam escondidos imediatamente acima dos tetos, que me muitas tomadas eram perceptivelmente baixos.

• CENÁRIOS DESENHADOS.São desenhos feitos por muitos artistas cujo objetivo é criar elementos que, na verdade, não existem. Em muitas cenas são fundidos com primeiros planos “reais”. As tomadas de abertura e de encerramento do grande castelo de Kane, Xanadu, são um exemplo. Nenhum set externo foi jamais construído para esta estrutura, artista a desenharam, utiliando-se de luzes retroprojetadas para sugerir a janela do quarto de Kane. Detalhes “reais” de pano de fundo, tais como a lagoa de Kane e seu zoológico particular, foram incluídos.

• FUSÃO DE IMAGENS. A “fusão” é um efeito visual que apaga uma imagem da tela enquanto é substituída por outra. Estas fusões invisíveis se disfarçam como algo que parece estar se mexendo na tela, portanto, você não percebe qualquer alteração. São muito importantes quando se movimenta a câmera de um set em tamanho natural para um set em miniatura. Por exemplo: uma das mais famosas tomadas de Kane mostra a estréia de Susan Alexander na ópera, quando, assim que ela começa a cantar, a câmera se movimenta em direção à passarela no alto do palco, e um dos maquinistas vira-se em direção ao companheiro e, eloqüentemente, comenta a performance da cantora, tampando o nariz em sinal de repulsa. Somente o palco e os maquinistas na passarela são reais. A porção intermediária desta tomada aparentemente sem cortes é uma miniatura, construída nos estúdios da RKO. O modelo é disfarçado entre as cortinas do palco enquanto a tomada é feita do alto, e eliminado por uma viga de madeira bem abaixo da passarela. Outro exemplo: na biblioteca de Walter Thatcher, a estátua dele é um desenho, e quando a câmera se movimenta, elimina o desenho conforme entra no set da biblioteca.

• MOVIMENTOS INVISÍVEIS DE MÓVEIS. Numa cena inicial na cabana de Kane, no colorado a câmera se afasta na janela em direção a uma mesa na qual a mãe dele é solicitada a assinar um contrato. A câmera focaliza diretamente onde deveria estar a mesa, um chapéu ainda treme devido ao movimento. Depois que a mãe assina o contrato, a câmera é levantada e a acompanha, enquanto ela se encaminha em direção á janela. Se você prestar muita atenção, poderá verificar que ela está caminhando justamente por onde estava a mesa há poucos instantes. Mais tarde, mr. Bernstein está sentado à sua mesa e então se levanta – e quando retorna para ficar sob o retrato de Kane, a mesa já está mais ali.

• O MAIS LONGO FLASH – FORWARD em Kane. Entre as palavras Thatcher “Feliz Ano-Novo” duas décadas se passam.

• DA MAQUETE A REALIDADE. Quando a câmera mergulha sobre a casa noturna e pela clarabóia para revelar a desamparada Susan Alexander Kane sentada à mesa, ela se movimenta de uma maquete do telhado da casa noturna para um set real. A mudança é dissimulada, na primeira vez, por um flash que relampeja. Na segunda vez que vamos à casa noturna, ela é feita com uma mudança gradual de uma cena para outra.

• CENAS DE MULTIDÃO. Não temos qualquer cena deste tipo em Cidadão Kane. Mas parece que há. No noticiário de abertura, a edição de uma multidão num comício é entrecortada por uma tomada de baixo para cima um homem discursando a favor de Kane. Os efeitos sonoros dão a entender de que se trta de uma grande manifestação ao ar livre. Mais tarde Kane discursaria para uma multidão num local fechado. Kane e outros atores na plataforma são reais. O público é uma miniatura, com luzes tremeluzindo para sugerir movimento.

• DISCREPÂNCIAS FACTUAIS SUPERFICIAIS. No noticiário da abertura. Xanadu é descrita como localizada “na costa desértica da Flórida”. Mas a Flórida não tem uma costa desértica, como poderá ser facilmente verificado na cena do piquenique, em que vemos uma retroprojeção por detrás dos atores de uma aventura pré-histórica da RKO, e se você olhar bem perto, parece ser um pterodátilo batendo asas.

• A CONEXÃO LUCE. Embora Cidadão Kane seja amplamente visto como um ataque a William Randolph Hearst, também tinha como alvos Henry R. Luce e seu conceito de um jornalismo sem cara, como era praticado em sua revista Time e no cinejornal A marcha do tempo. A sua abertura é uma deliberada paródia do noticiário de Luce, e a razão pela qual você nunca pode ver a cara de um jornalista é porque Welles e Mankiewicz estavam ironizando o anonimato dos escritores e editores de Luce.

• O TRABALHO MAIS INGRATO do filme. Ficou para William Aland, que protagoniza Sr. Thompson, o jornalista indicado para correr atrás do significado de “Rosebud”. Ele é sempre visto por detrás ou num perfil retroiluminado. Você nunca consegue ver o rosto Dele. Na estréia mundial do filme, Alland disse para a platéia que ficaria de costas para que ela o reconhecesse mais facilmente. Ironicamente, é a voz dele que a poderosa narração do cinejornal.

• A CENA DO BORDEL. Não pôde ser filmada. No roteiro original, depois que Kane contratara a equipe do Chronicle, ele leva todos a um bordel. A autoridade responsável pelo Código de Produção não a autorizou. Portanto, a cena oi levemente modificada, e realizda na sala de imprensa do Inquirer, com as mesmas dançarinas contratadas para dançar no bordel.

• A CACATUA CEGA. Sim, você pode ver bem através do globo ocular da estridente cacatua, na cena anterior à grande briga entre Kane e Susan. Trata-se de um erro

• A TOMADA MAIS EVOCATIVA do filme. Há muitas candidatas. Minha escolha recai sobre a tomada mostrando uma infinidade de Kanes refletidos em espelhos quando ele passa por eles atravessando um corredor.

• O MELHOR DISCURSO em Kane. Meu favorito é o feito por Sr. Bernstein (Everett Sloane), quando ele discorre sobre a mágica da memória com o curioso repórter:

“Um camarada se lembrará de um monte de coisas que você não imagina que irá se lembrar. Vejo o meu exemplo. Um dia, no ano de 1896, eu estava num ferriboat em direção a Jersey e, assim que partimos, havia um outro ferriboat, e nele estava uma jovem esperando o momento para sair. Ela trajava um vestido branco. Tinha também um guarda-sol branco. Eu somente a vi por um segundo. Ela não me viu. E eu aposto que não se passa se quer um mês desde então no qual pense naquela jovem.”

• MODÉSTIA PURA. Nos créditos do filme, Welles autorizou que o crédito para o diretor e para o diretor de fotografia, Toland, fossem incluídos no mesmo quadro – um gesto sem precedentes e que indicaria a gratidão de Welles.

• FALSA MODÉSTIA. Nos inusitados créditos finais, os membros da Mercury Company são apresentados e vistos por breves instantes do filme. As participações menos importantes são apresentadas num único quadro cheio de nomes. O último crédito, lá embaixo, menciona simplesmente, em letras pequenas:

Kane....................Orson Welles



Fonte: Livro " A Magia do Cinema" de Roger Ebert. Os 100 melhores filmes de todos os tempos analisados pelo único crítico ganhador do prêmio Pulitzer.Ediouro, 2004

Lula defende papel do Brasil no acordo com Irã

Em um discurso duro na abertura do 3o Fórum Mundial de Aliança de Civilizações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o Brasil manterá seus esforços pela paz no Oriente Médio. Fez também duras críticas ao comportamento dos países desenvolvidos durante e após a crise financeira mundial.

"O mundo precisa de um Oriente Médio em paz. O Brasil não está alheio a essa necessidade. Defendemos um planeta livre de armas e o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação (Nuclear)", disse Lula na abertura do evento.

O presidente lembrou que recentemente esteve no Irã com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, onde mediaram um acordo de troca de combustível nuclear com Teerã. No entanto, o acordo não impediu que potências ocidentais, que suspeitam que o Irã busca armas atômicas, seguissem pressionando por novas sanções ao país.

"Esse é um conflito que ameaça muito mais a estabilidade de uma região importante do planeta... acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para promoção do desenvolvimento, e não uma ameaça", disse.

Para Lula, as armas nucleares deixam o mundo mais inseguro e os arsenais são peças ultrapassadas e obsoletas de um tempo que ficou para trás.

O presidente foi duro ao falar dos países desenvolvidos que, para ele, resistem a promover mudanças que dêem maior protagonismo ao mundo em desenvolvimento após a crise financeira global.

"A crise financeira que se abateu sobre todos mostrou o quão necessário será contar com organizações multilaterais poderosas, à altura de um mundo cada vez mais diverso e multipolar. Mas constatamos grande resistência à mudança", disse.

"Incapazes de assumir seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas que oneram bens e serviços e, ao mesmo tempo, se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social. A comunidade internacional precisa reagir", disse.

Lula também atacou a tese de que está em curso um choque entre as civilizações ocidental e islâmica, justamente a ideia que o Fórum Mundial de Aliança de Civilizações tenta combater.

"Essas teorias são criminosas quando utilizadas como pretexto para ações bélicas ditas preventivas. O Brasil aposta num entendimento que faz calar as armas, investe na esperança que supera o medo. Faz da política econômica e social sua única e melhor arma."

Já o premiê turco afirmou que as potências nucleares deveriam eliminar suas próprias armas atômicas para ajudar nas negociações para a paz mundial.

"Ouvimos pessoas falando sobre impedir que o Irã consiga armas nucleares, mas quem fala contra essas armas têm armas nucleares", disse Erdogan, que recebeu aplausos da plateia.

"Não conseguiremos ter paz mundial com a proliferação de armas nucleares no planeta", acrescentou.

Para ele, sem esse gesto das potências nucleares, qualquer argumentação contra o país persa fica fragilizada. "Quem fala disso deveria eliminar as armas nucleares de seus próprios países... essa é a única forma de serem convincentes", ponderou.


Fonte: O Globo

Anivaldo Vale volta a ser cogitado para o PT

No Diário do Pará de hoje (29), para quem ainda não leu.


O PR do vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, adiou a decisão sobre uma candidatura própria ou uma possível aliança para as eleições de outubro. A legenda preparou ontem festa em que prometia anunciar a candidatura de Vale ao governo, mas apesar dos gritos de “Ali dali, dali, ô Anivaldo governador”, quem foi ao auditório João Batista,na Assembleia Legislativa, saiu sem uma posição formal da legenda.De acordo com vice-prefeito, o PR continua “conversando com todos os partidos”.

“Já conversamos muito e ainda precisamos conversar muito mais”, disse ele que foi a grande estrela da tarde, paparicado por todos os lados.

A surpresa da tarde ficou por conta do ecletismo do palanque de Vale. Além do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), com quem Anivaldo nega qualquer rompimento, o evento reuniu o presidente do PT, João Batista, e os democratas Valéria e Vic Pires Franco.

Certeza no PR apenas a de que Vale deve participar de uma chapa majoritária, seja como candidato a vice-governador ou ao Senado. Para isso, o partido argumenta que junto com o PTB de Duciomar Costa reúne quase 40% do eleitorado paraense e comanda 30 prefeituras.

Caso não consiga uma vaga junto às legendas com quem conversa, o bloco poderá trilhar o caminho da candidatura própria. “Estaremos com você”, declarou diante do auditório lotado o prefeito da capital, Duciomar Costa, para encerrar os boatos de que o bloco estaria rachado.

Três ônibus foram fretados para levar os correligionários que vieram principalmente do nordeste do estado, onde fica a base de Anivaldo. Em frente à Assembleia, cartazes anunciavam “a força que vem do interior”.

Vale negou que tivesse intenção de anunciar a candidatura ontem. No entanto, a assessoria de imprensa do PR chegou a enviar um aviso de pauta ao DIÁRIO com a informação.

Havia especulações de que ele havia mudado de ideia após o anúncio da candidatura própria do PMDB, o que reabriu as chances de ocupar a vaga de vice na chapa da petista Ana Júlia Carepa, que concorre à reeleição. O presidente do PR já havia recebido um convite, mas a proposta ficou em suspenso diante da possibilidade da vaga ser oferecida aos peemedebistas.

Vale contou que o encontro foi organizado pela militância do PR. “As pessoas estão cheias de entusiasmo, de garra e animação. Estão querendo a candidatura própria, mas nós temos conversas com outros partidos que não estão fechadas”.

O prefeito de Belém disse que foi ao encontro prestigiar o amigo e aliado de longa data. Negou que em algum momento tenha havido estremecimento no bloco PT/PR.

Nas entrevistas, todos representantes de partidos presentes mantiveram o mesmo discurso de que o momento é de conversas e mais conversas. “O DEM não está fechado com ninguém. Está conversando com todos os partidos. Temos até dia 30, disse o presidente do Democratas no Estado, o deputado federal Vic Pires Franco.

A data a que se refere é o 30 de junho, último dia para sacramentar as candidaturas conforme prevê a lei eleitoral. Antes, os militantes lançaram a ex-vice governadora Valéria Pires Franco como candidata ao Senado numa possívelcandidatura do PR ao governo.

O presidente estadual do PT, João Batista, confirmou que o partido da governadora deve retomar as conversas para oferecer a Vale a vaga de vice, agora que o PMDB anunciou que terá candidato próprio - o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Domingos Juvenil. (Diário do Pará)

O Juvenil não aglutina

Hoje temos um fato novo na política paraense. O lançamento da candidatura do deputado Domingos Juvenil para governo do estado. O debate que está colocado é um debate pertinente, calcado na história das últimas eleições e, nas alianças políticas estabelecidas. Vejamos:

O PMDB está a 16 anos fora do governo do estado, a última eleição que realmente disputou foi em 1998, quando o então governador Almir Gabriel concorreu à reeleição contra o então senador Jader Barbalho. Ganhou Almir Gabriel. Em 2002, o PMDB lança candidatura própria para o governo, um desconhecido, sem capilaridade política, que todos já esqueceram e, no segundo turno apóia a reeleição de Jatene.

Em 2006, o PMDB lança Priante, já em uma aliança tática com a candidatura da senadora Ana Júlia, fato já contado em prosa e verso e assumido pela direção do PMDB.

Hoje, o lançamento da candidatura de Juvenil é diferente. Não houve um acordo tático, é o resultado de uma disputa interna dos que defendem candidatura própria no PMDB no primeiro turno, e apostam em uma nova aliança no segundo. Não se sabe com quem.

A conjuntura é diferenciada.

É legitimo pensar que a candidatura do deputado Domingos Juvenil é de um laranja, porque o PMDB, em duas eleições para governo já usou esta tática. Mas, o que sustenta esta tese, é o PMDB não conseguir explicar o porquê da não saída da candidatura do deputado Jader para governo. A explicação mais plausível é a falta de estrutura. O que parece uma incoerência quando o partido lança candidatura.

Outro elemento, é que o hoje, o candidato lançado, já tinha cunhado a imagem de dissidente do PMDB, imagem reforçada pelos deputados, inclusive o deputado Parsifal, que fez várias críticas no seu blog, ao hoje candidato.

Acabou se criando uma expectativa da saída do deputado Jader para o governo. Mesmo porque ele era o principal nome veiculado. O nome de Priante também era citado, mas nunca o nome do Juvenil.

O que o PMDB não quer entender, é que é natural, pela conjuntura política, que a terceira via só era possível com a candidatura de Jader. O que está ocorrendo agora é que partidos como, por exemplo, o PR, tenham como possibilidade o reagrupamento em torno da governadora e o PTB acompanhá-lo. Mesmo a possibilidade de saída de uma candidatura própria indica, sustenta a tese que a candidatura Juvenil não agrega, antes de tudo dispersa.

O PR pode ter candidatura própria ou ser vice da governadora, o PTB o acompanha nesta conjuntura. Parece que eleição para o governo repete, com pequenas diferenças, o cenário das eleições para prefeitura de Belém em 2008. Onde ocorreu uma dispersão das oposições e o prefeito foi ao segundo turno e conseguiu ganhar de um Priante que não aglutinava as oposições.

Eleições em que as oposições se fragmentam, ganha a situação. Não acredito que a candidatura Juvenil aglutine. O PMDB corre o risco de marchar sozinho em uma candidatura solo, mas solo mesmo.

A candidatura da governadora, pode se fortalecer, mas se conseguir aglutinar. No centro da disputa, o PR, o PTB e PDT. Se ela aglutinar, vai para disputa o primeiro turno fortalecida. Se PR acompanhado do PTB, tiver uma candidatura própria, temos a oposição dividida.

No segundo turno as composições dependem da disputa Serra e Dilma, e pode pender para governadora ou para Jatene.

Como a candidatura Dilma cresce, é provável uma conjuntura favorável à aglutinação em torno da candidatura da governadora no segundo turno. O melhor seria, que o PT e o governo, aglutinassem o máximo possível agora.

Não acredito no poder de aglutinação da candidatura Juvenil. Aliás, ele não aglutina nem internamente. Existe até a ameaça do Priante, de bater chapa na convenção do PMDB.

A audiência com o prefeito de Salinas.

Ontem estive na audiência pública com o Reitor Maneschy e o prefeito de salinas Vagner Cury, na pauta das conversas estava a implantação de um núcleo da UFPA no município. O reitor vai a Brasília dia três de junho, já para apresentar ao MEC, mas precisamente ao ministro, as contrapartidas das prefeituras em relação à intenção de fazer núcleos em Ananindeua e Salinas.

Em Salinas já havia se descoberto petróleo, só que não tínhamos tecnologia para exploração. Agora com o desenvolvimento da exploração de petróleo pela Petrobras (Pré-Sal), está sendo debatido a implantação de um núcleo da universidade em Salinas, cuja prefeitura cedeu um terreno na entrada da cidade, a Petrobrás entra com recursos para construção do prédio e o MEC com equipamentos, implantação de cursos, concurso para professores e servidores. Em Salinas teremos a principio, os cursos de engenharia do petróleo e de engenharia oceanográfica.


Segundo declarações do reitor Carlos Maneschy, os dois núcleos entram no plano de expansão do ensino superior do MEC, que vai de 2011 á 2020 e, já é pensado para começar às obras em 2011.

O núcleo de Ananindeua será parte desta expansão. As graduações para o município ainda estão sendo planejadas, e o prefeito Helder declarou, que seria bom os cursos que facilitassem a implantação e depois se agregariam novos. A UFPA está avaliando, e apresentará uma proposta ao MEC na quinta feira. Após a aprovação do ministro, o reitor volta e, provavelmente faremos audiências públicas para divulgar a aprovação.

Em Ananindeua o núcleo será na granja do Icuí. Junto com a UFPA, o IFPA que já está em negociação com o MEC também.

O reitor Carlos Maneschy , também vai apresentar os encaminhamentos necessários para criação da Universidade Aberta do Oeste do Pará , criação faria parte da expansão do ensino superior e assim como os Núcleos de Ananindeua e Salinas farão parte de mais um grande plano do governo Lula.



VIC NO PROGRAMA “JOGO ABERTO”

O deputado federal Vic Pires Franco (DEM) é a atração deste sábado (29), de 2 às 4 da tarde, do programa “Jogo Aberto”, apresentado pelos jornalistas Carlos Mendes e Francisco Sidou na Rádio Tabajara FM 106.1. Vic vai falar sobre assuntos polêmicos, como a situação administrativa e política no Pará, as alianças para a eleição de outubro e o destino do seu partido. Há outros temas explosivos que serão abordados no decorrer do programa.

Além da presença de Vic, o “Jogo Aberto” exibirá o terceiro capítulo da radionovela que está dando o que falar por aí: “A Roda do Poder”, que envolve a busca pelo poder entre políticos residentes no fictício Estado de Pangará.

No episódio com 12 minutos, intitulado “O Dia em que o Diabo Dançou em Pangará”, satanás visita a cidade de Blémblém, que está como ele gosta. Vai em busca da alma do prefeito Óciomar Gosta. O diabo tem um diálogo tenso com Óciomar, pede o apoio do prefeito à reeleição da governadora Juliana Túlia, mas o melhor do episódio está na parte final. Simplesmente imperdível.

O ex-governador de Pangará pelo PSDesdobro, Nalmir Ariel, é recebido no condomínio do cacique político Narder Carvalho, a quem pede a colaboração para voltar a ter influência no Estado. Ele fala de suas habilidades em fazer previsões.

Vale a pena ouvir tudo isso, no “Jogo Aberto”, que poderá ser sintonizado no rádio (freqüência FM 106.1), no celular ou pela Internet, no endereço www.radiotabajara.com.br. Os ouvintes poderão fazer perguntas ao deputado Vic Pires Franco pelo telefone (91) 3226-0245 ou pelo email da Tabajara: radiotabajarafm@hotmail.com

Dilma é recebida aos gritos de 'presidente'

A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, foi saudada aos gritos de “Dilma presidente” ao chegar ontem no Encontro de Habitação da Agricultura Familiar na cidade catarinense de Chapecó, onde estavam reunidos cerca de 10 mil participantes. Além de Dilma, estavam presentes a senadora Ideli Salvatti, pré-candidata ao governo de Santa Catarina, e os ministros Altemir Gregolin, da Pesca, e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário.

Em tom de campanha, Dilma procurou assumir compromissos com agricultores presentes. Mas antes dos compromissos, deu uma leve cutucada nos governos anteriores, dizendo que mantiveram o país paralisado, pois “não davam importância à agricultura familiar”. “Mas hoje temos esperanças reais e, de minha parte, tenho compromissos com vocês”, destacou.

Ela citou alguns números que vêm sendo comemorados pelo governo Lula, como a retirada de 24 milhões de pessoas da pobreza, a criação de mais de 12 milhões de empregos e a quitação de dívidas internacionais. “E grande parte das mudanças ocorreram na agricultura familiar, é onde mais se reduziu a desigualdade”, disse.

Ela prometeu a criação, dentro da gerência nacional de habitação da Caixa Econômica Federal, de um setor específico para a área rural.(Agências Globo e Estado)

Gazeta online

Lula e Erdogan criticam países com armas nucleares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a abertura do Fórum da Aliança de Civilizações da ONU para defender sua política externa. Ele destacou, ao lado do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a negociação que resultou no acordo com o Irã para enriquecimento de urânio iraniano a 20% no exterior - em um sinal de que Teerã usará a energia atômica para fins pacíficos. Sem citar nomes, Lula defendeu o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas por "todos os países" - o que inclui as atuais potências nucleares - e defendeu um mundo livre de armas atômicas e de destruição em massa. Erdogan, em seu discurso, foi, em parte, na mesma direção: as potências atômicas não têm o direito de cobrar o desarmamento nuclear se não assumirem a mesma postura. "Quem assume posições contra o Irã tem armas atômicas, mas não podemos atingir a paz com a proliferação dessas armas'', afirmou o premiê. ''Só é possível ser convincente se a fala é demonstrada em atitudes".

Estadão

Sedentarismo - Mudança



Do meu amigo Biratan

O PCCR e a negociação com a ALEPA.

Resposta a agenda mínima discutida na Alepa com o Sintepp.


1- PCCR Unificado: acordo com a Alepa para ser colocado na disposição transitória e aceito pelo Governo.

2- Equiparação Salarial: a Alepa deverá alterar a lei 7325, que trata da remuneração dos técnicos para assim garantir a isonomia com o vencimento dos professores.

3- AD1 e AD2: é consenso no governo, que deve haver uma Gratificação Pessoal para valorizar o professor de nível médio. O percentual ainda não foi definido.

4- Avaliação de desempenho: de acordo com o já discutido com o Sintepp, o artigo 10 e 12 e seus incisos deve ser substituído pelo seguinte texto “ A Avaliação de Desempenho, do profissional do magistério e do sistema de ensino, deverá levar em conta, entre outros fatores, a objetividade, que é a escolha de requisitos que possibilitem a análise de indicadores qualitativos e quantitativos ; e a transparência, que assegura que o resultado da avaliação possa ser analisado pelo avaliado e pelos avaliadores, com vistas á superação das dificuldades detectadas para o desempenho profissional ou do sistema, a ser realizado com base nos seguintes princípios”.

5- Condicionamento ao orçamento e a submissão à Sepof: a Seduc sugere a retirada do artigo 14 e o paragrafo segundo.

6- Estatuto do magistério/3,5% a cada biênio. a proposta do Governo está mantida em 0,5% a cada triênio por conta da conjuntura inflacionaria de 1986 e do que é hoje.

7- HP: o Governo mantém a proposta de 20% na implantação do plano e 25% após três anos da implantação do plano.

8- Incorporação das aulas suplementares e abono: a Seduc é favorável a incorporação das aulas suplementares. Contudo, o abono não pode ser incorporado por conta que é devido apenas ao professor em atividade e não incorpora para aposentadoria.

9- Jornada: a Seduc é favorável a supressão do termo “ A disponibilidade de carga horária”, entretanto, acrescenta no artigo 31, paragrafo 1º a seguinte redação “E será de responsabilidade da Seduc a garantia da jornada em sua rede de ensino desde que acessível ao professor”.

10- GTS: será atendido (a Sead deverá alterar o programa).

11- Estagio Probatório: o professor fará jus a titularidade de acordo com o artigo 18.

12- SOME: garantir a gratificação no PCCR, com caráter de diárias e manutenção na localidade.

13- SUSIPE: o convênio com a Susipe garante a gratificação (Convênio ....)

FUNCAP: a Seduc discutirá para a Funcap o mesmo percentual da Susipe.

Juvenil é candidato ao governo pelo PMDB

Ontem, eu não estava em Belém e, quando cheguei tomei conhecimento à noite, que o deputado Juvenil, comunicou ao deputado Jader Barbalho a sua intenção em colocar seu nome para concorrer ao governo do Estado, assumindo toda responsabilidade de garantir os recursos necessários para estrutura. Na parte da manhã de hoje, o deputado comunicou a dirigentes do governo e do PT sua intenção, falando que havia conversado com o ex-governador Almir Gabriel e, que este lhe aconselhava a colocar seu nome na disputa. Almir chegou a visitar Juvenil segunda e ontem na ALEPA.

A governadora chegou a comentar com parlamentares, na tarde de ontem, que sabia da vontade do deputado Juvenil. Na reunião da bancada do PMDB, com o deputado Jader Barbalho, o deputado Domingos Juvenil apresentou seu nome e o deputado Priante ficou muito surpreso. Priante chegou a expressar sua surpresa e discordância na reunião, não só ele. Prefeitos do PMDB começaram a telefonar para Belém querendo saber do boato, que já era público ontem na ALEPA.

Na minha avaliação, esta candidatura reforça a candidatura da governadora Ana Júlia, e provavelmente é o ex-governador Simão Jatene, que irá para o segundo turno com a governadora.

Acredito que os prefeitos do PMDB, não marcharam junto com o deputado Juvenil e não acredito também que PR e PTB ficarão na aliança com o PMDB.

Aliás, a decisão foi tomada sem consulta dos dois partidos e conversas serão retomadas com o PTB. Hoje, já há reunião marcada para reiniciar as conversas com o PTB e o PT.

Agora esta decisão do PMDB é inusitada. No momento em que o deputado Domingos Juvenil é questionado pelo acordo feito para receber 7% do empréstimo, para aplicação na modernização da ALEPA, quando o próprio deputado Jader criticou de Brasília, a re-divisão do empréstimo, no momento em que o deputado Juvenil desfila ao lado da governadora na inauguração do Belém Metrópole e, a bancada do PMDB não comparece, parece muito estranho ser ele agora o candidato!!!!. Não era ele o dissidente? Não era ele o rebelado? Nestes últimos tempos o deputado Juvenil tinha criado uma imagem de proximidade com o governo. Logo se pensa que sua candidatura é acertada com o governo.

Alias, esta assertiva foi debatida na reunião do PMDB e a lógica foi mais ou menos a seguinte:

O PMDB não tem estrutura para ir para uma eleição e ainda ter que garantir toda uma coligação que mantenha a eleição do governador. O único candidato que se apresentou dizendo que não precisava de estrutura foi o candidato Juvenil. O Priante não tinha, o Parsifal não tinha, o PMDB não tinha e, já que era para sair com candidato próprio era melhor sair com o Juvenil, que se comprometeu em garantir uma estrutura mínima para a campanha.

Levou-se em consideração que a pior das saídas era a coligação com o PT, desde a primeira hora. Os ânimos dos deputados, é que no palanque do PT não havia espaço para eleger, que em vários municípios os candidatos do PT são adversários ferrenhos.
Que estando com o PT não se teria palanque.

Foi esta premissa que prevaleceu primeiro. A lógica é de que agora, teriam que garantir uma boa bancada estadual e federal, já que não iriam disputar o governo com o Jader, na medida em que não tem condições financeiras para campanha.

As duas teses foram para o debate. E prevaleceu a tese da candidatura própria para o governo, por ser a melhor opção para garantir as bancada. Não se afastou a possibilidade de ir para um segundo turno e a posição de ter candidato próprio se reafirmou.

A posição do PMDB agora, é tentar passar para um segundo turno ou negociar com um senador eleito e uma grande bancada estadual e federal. Ouvi muita gente, inclusive do PT, que garantiram que não tinha qualquer influencia nesta posição do deputado Juvenil.

Juvenil é candidato ao governo pelo PMDB II

O que o deputado Parsifal não explica no seu blog, é porque o deputado Jader, não saiu candidato ao governo. Se for para o PMDB disputar a eleição com candidato próprio, o nome que não provocaria dissidências internas, que já tem uma visibilidade estadual, que unificaria vários partidos, é o nome de Jader Barbalho. Por que então ele não foi lançado? Porque o PMDB não quis arriscar uma candidatura certa de senado, por uma dúvida para governo. Acrescido a isto, é reconhecido, pelo próprio Parsifal, que o deputado Juvenil, não unifica internamente, e provavelmente, não unifica os prefeitos do PMDB e não é um nome conhecido.

O deputado Juvenil, não fez o seu candidato a prefeito em Altamira em 2008, não fez seu sobrinho em Vigia e com certeza, não criou uma imagem de oposição ao governo do estado. Pela lógica, era o candidato que não era pautado. Surge agora como uma estratégia de não coligar com o PT e como ancora para chapas proporcionais, mas o que tem que ser dito é que o PMDB abriu mão da disputa do governo do Pará.

O que demonstra também, é que o PMDB fora a unanimidade de Jader Barbalho, não é um partido unificado. O que não posso entender, é se o Deputado Juvenil banca sua candidatura e até abre mão de uma candidatura para federal - é com isto que ele se comprometeu , por que ele não disponibilizou esta estrutura para outro candidato, no caso Jader Barbalho? Porque não há na verdade por parte do PMDB a crença nesta estrutura toda.

Ontem recebi muitos telefonemas de prefeitos, afirmando não acompanhar a posição. É um fato e, não adianta pensar que é uma posição de quem quer desorganizar o que falta organizar. O PMDB abre mão da disputa do governo e mais uma vez vai ser coadjuvante em um segundo turno.

Não avalio como provável um segundo turno de Juvenil. O PMDB com esta posição reafirma um caminho de ser oposição ao PT, em um provável segundo governo e, deixa o primeiro turno com perguntas que não querem calar: o candidato Juvenil será opositor ao governo ou sua candidatura é amena? Como será feita a negociação com dois palanques ,agora com Juvenil,para governo? A Dilma irá subir no palanque do PMDB?

Ouvi de vários deputados do PMDB, que esta candidatura não favorece a candidatura da governadora, pois leva para um segundo turno e, ela e o PT deveriam ter apostado em uma eleição plebicitária PT X PMDB. É verdade que pode levar para um segundo turno e lá o PMDB será instado a novamente se posicionar, e desta feita com um senador e uma bancada eleita, ai teria condições de negociar melhor que agora, em uma aliança com o PT, esta é a tese de quem defendeu candidatura própria desde o primeiro turno. A aliança poderá ser refeita em um segundo turno? Depende de como os partidos se comportarem no primeiro.

'Não é papel de quem quer ser um estadista', diz Dilma sobre críticas de Serra ao governo da Bolívia

A pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, criticou nesta quinta-feira as declarações do adversário José Serra (PSDB), que disse que o governo da Bolívia é cúmplice do tráfico de drogas porque permite a exportação de entorpecentes para o Brasil. A ex-ministra declarou que as afirmações do tucano não condizem com a atitude de "um estadista ou de quem quer ser um estadista".

- Tem que levar isso com muito cuidado. Não é possível de forma atabalhoada a gente sair dizendo que um governo é isso ou aquilo. Não se faz isso com relações internacionais. Não é papel de um estadista, de quem quer ser um estadista - disse Dilma, em entrevista após participar 26º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, na cidade gaúcha de Gramado.

Depois de elogiar o país vizinho, a petista afirmou que não concorda com a "demonização" que se faz da Bolívia:

( Dilma, Serra e Marina apostam no rádio )

- Acho que nós temos que construir aqui na América Latina um padrão diferente de relacionamento. Não acho que esse tipo de padrão, em que você saia acusando outro governo, seja uma coisa construtiva. Acho que a gente tem que ter cautela, prudência. Tem que saber que são relações delicadas, que envolvem soberanias. Mesmo sendo um país pequeno, eu diria que por ser um país pequeno, a delicadeza tem que ser maior.

Durante o discurso no evento, mesmo sem citar Serra, Dilma já havia dado indícios de que não concordara com as declarações de seu principal adversário na corrida presidencial, empatado com ela nas últimas pesquisas eleitorais .

- Provamos que o Brasil pode ser protagonista sem atitude de imperialista. Sem jamais esquecer que na América Latina estão nossos parceiros. Não podemos ser um país desenvolvido cercado de miseráveis. Não podemos desprezar os vizinhos e olhar com soberba quem é diferente de nós. Essa política que leva à guerra, a conflitos e ao desprezo por povos diferentes de nós - afirmou a ex-ministra, aplaudida pelos participantes do congresso.
Links patrocinados.

Fonte: O Globo

CONTO TUDO AMANHÃ

Amanhã conto tudo sobre a indicação de Juvenil Governador. Tudo. É muita coisa. Agora que acabei de fazer todas as minhas pesquisas e estou muito esgotada. BLOGO antes das sete. beijos.

Governo divulga dados de despesa e receita em portal

O governo lançou, nesta quinta-feira, uma ferramenta de consulta no Portal da Transparência que permite a qualquer cidadão obter informações sobre receitas e despesas do Poder Executivo. A ferramenta conterá os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), mas com atualização diária e sem a necessidade de senha para acesso.

No lançamento da consulta, o ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, destacou a expectativa de que gradativamente, todos os entes públicos tenham um sistema semelhante. No discurso, sobraram também críticas ao governo que antecedeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de advertir que seu objetivo não era fazer comparações, o ministro afirmou que praticamente nada em matéria de transparência pública existia antes de 2003. Ressaltou ainda que o próximo governo terá que dar continuidade à política pública de transparência, mesmo porque a sociedade, a população, não admitirá retrocessos.

Dados

A ferramenta de consulta trará informações sobre todas as fases necessárias à realização da despesa, desde o empenho do recurso até o pagamento, além das informações sobre a fase de lançamento das receitas, ou seja, dos impostos pagos pela população.

O ministro Hage exemplificou o que estará disponível no portal, dizendo que a ferramenta possibilitará ao brasileiro comum saber, por exemplo, o que o governo comprou ontem, quanto pagou, a quem pagou e se houve licitação ou dispensa (de licitação).

A nova ferramenta atende a uma exigência da Lei Complementar 131/2009, que estabeleceu a divulgação em tempo real, pelos entes federados, de informações sobre a sua execução orçamentária e financeira. As consultas poderão ser feitas por meio do site www.portaldatransparencia.gov.br.

Portal Terra

Alepa lança portal com informações sobre informações financeiras do legislativo

Transparência. Este é o nome do portal que a Assembléia Legislativa do Pará disponibiliza a partir das 10h desta quinta-feira (27/05). O novo espaço na internet tem por objetivo proporcionar aos paraenses informações financeiras e orçamentárias da Alepa. O site vai conter relatórios e documentos na íntegra de gastos internos e verbas que já foram repassadas, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA). A criação do portal atende às mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, que institui a necessidade de que órgãos públicos disponibilizam dados financeiros para sociedade.

O acesso ao portal Transparência poderá ser feito por meio de um link no site do Poder Legislativo ( www.alepa.pa.gov.br ). Para facilitar a compreensão dos internautas, a linguagem utilizada será simples. Será possível ter acesso a data, credor de serviços, pagamentos e movimentações realizados pela Alepa.

O projeto de construção da página foi desenvolvido pela Central de Processamento de Dados (CPD) da Alepa, com alguns dados fornecidos pelo Processamento de Dados do Pará (Prodepa). O processo de montagem do site durou três meses devido a coleta de informações e estudos de outros portais similares já desenvolvidos por órgãos públicos. “A gente, antes de coloca no ar, analisou vários sites parecidos (...) Nosso portal acabou ficando parecido com a da Assembléia Legislativa de Minas”, explicou Fernando Nunes, coordenador da CPD.

Fonte: Site da ALEPA.

Sobre o PCCR

Na terça e quarta feira desta semana, aconteceram reuniões na ALEPA, entre as comissões que discutem o PCCR. Pela Assembleia, estavam os deputados: Bernadete Ten Caten (PT), Miriquinho Batista (PT), Carlos Martins (PT), Adamor Aires (PR) e Alexandre Von (PSDB), pelo governo, o secretário José Júlio (SEPOF), o secretário adjunto da SEDUC - Carlos Alberto da Silva Leão e o professor Donizete - Diretor de Ensino Médio e Profissionalizante e a comissão do SINTEPP.

A reunião de ontem terminou por volta das 22h. Podemos dizer que um acordo está sendo finalizado para por fim a greve.

Ficou acordado, que haverá uma gratificação de escolaridade para os cargos de AD-1 e AD-2, que o PCCR será unificado para os trabalhadores da educação. Todos serão inseridos no plano de carreiras, o pessoal do apoio, as merendeiras, enfim todos.

Essas modificações serão apresentadas como emendas ao PCCR. Ao final da reunião, foi formulado um documento assinado por todos, inclusive pela Conceição Holanda, dirigente do SINTEPP.

Reflexão sobre os relatórios da AGE

Quando ocupei o cargo de secretário de comunicação do Governo enfrentamos situações de crise. Cometemos erros e acertos, mas pudemos aprender com alguns erros. Distante do cargo e das situações de crise, o aprendizado dos erros tende a se consolidar, o que é natural, porque é inevitável deixar de projetar cenários políticos e midiáticos em meio aos desafios atuais, interessantes como são.

Em relação aos relatórios da AGE, penso que a situação se agrava diante da dificuldade política, do nosso governo, em assumir as responsabilidades de prestação de contas que necessariamente tem.

Neste caso preciso, seria necessário tomar a dianteira da palavra. Fornecer abundantes informações a respeito dos relatórios de auditoria feitos pela AGE, mais do que os próprios relatórios dizem, ir à fundo nos esclarecimentos, relacionar as providências que já foram tomadas e justificar as razões pelas quais não autorizou a AGE a encaminhar os relatórios, quando solicitado.

A fala do secretário de governo, Edílson Silva, feita ontem à imprensa, não ajudou a proteger o governo. Ela protege a setores do governo e o faz sob a justificativa de proteger a todo o governo. E essa é a dificuldade política sobre a qual me referi acima. Por que isso se dá? Porque sua fala foi parcial e adotou uma estratégia de minorar os efeitos do fato.
À imprensa, isso passou uma idéia de “fuga ao tema”, de acuamento e, talvez, de certa arrogância. Isso tudo constrói uma idéia de distanciamento – em relação ao fato, ao debate público e à própria realidade.

Convenhamos, é uma deficiência do meu governo. Muitas vezes, bem o sei, atribuída à comunicação, embora seja, na verdade, uma deficiência de ordem política. Na prática sempre foi conveniente tornar a comunicação o bode expiatório dos problemas políticos.

Nenhum problema de comunicação de governo é um problema de comunicação, exclusivamente. Tudo vem a ser um problema de comunicação política. A maneira como a comunicação comunica traduz o movimento tático político do governo. Traduz a expectativa de audiência, o receio, a vontade, o amálgama de paixões que emanam da sua substância política, que todos sabemos, é complexa até a dogma.

O que as posições assumidas traduzem, me parece, é uma postura política marcada pela idéia de autosuficiência. Não que isso decorra de alguma falta de humildade, ou espírito democrático, ou coisa similar, mas sim de uma concepção política de que é melhor agir dessa maneira. É a tese que tem prevalecido, mas como disse, ela não protege o governo, mas sim uma parte dele, e é dessa parte que provém a tese.

Postado por Fabio Fonseca de Castro às 11:07 4 comentários

Fonte: http://hupomnemata.blogspot.com - Blog do ex-secretário de Comunicação Fabio Fonseca de Castro

Debate mais aberto ajuda o eleitor (Editorial)

Pode ser que a subida da candidata Dilma Rousseff nas pesquisas, confirmada pela última sondagem do Datafolha, e o virtual empate em 37% com o candidato tucano tenham feito José Serra mudar de tática, partir para propostas de real tom oposicionista, abandonando o discurso de continuador da obra de Lula, apenas de forma mais competente. O tom adotado pelo ex-governador de São Paulo na apresentação feita, ao lado de Dilma e Marina Silva, sem debate direto, num encontro promovido em Brasília pela CNI, chama a atenção para a possibilidade da mudança de rumo na campanha tucana. Se ocorrer de fato, ganhará o eleitor.

As promessas, ou defesas de medidas e de políticas feitas pelos três candidatos, abrangeram questões conhecidas e de indiscutível relevância: impostos, gastos públicos, investimentos. É verdade que muito do prometido poderia ter sido executado pelos governos dos quais participaram Serra, Dilma e Marina, todos ministros nas respectivas encarnações governamentais.
Um caso emblemático é o da sempre prometida e nunca realizada reforma de um sistema tributário perverso com o empreendedor, incentivador da evasão por ser bastante oneroso, ingrato para as exportações, e ainda intrincado, confuso, burocratizante.

Na gestão FH, em que Serra foi ministro do Planejamento e, posteriormente, da Saúde, a bandeira foi levantada, porém sem grande empenho do Planalto de então. O mesmo ocorreu na Era Lula, em que Dilma Rousseff ocupou o cargo de ministra de Minas e Energia, antes de assumir a Casa Civil, e Marina Silva tocou a Pasta do Meio Ambiente. Nada também foi feito, tudo ficou, como sempre, na formulação de propostas pela área técnica, sem despertar forte vontade política para executar a reforma.

Se o principal candidato de oposição for efetivamente crítico, ajudará os demais a se posicionar de forma clara diante de temas sérios: como reativar para valer os investimentos públicos na cada vez mais erodida infraestrutura do país; o que fazer para dar eficiência gerencial ao Estado; o manejo da crise fiscal que se desenha como uma possibilidade; e como proteger o país numa conjuntura mundial que pode voltar a se deteriorar.

O esquentamento saudável da campanha poderá coincidir com uma deterioração na Europa, com inexoráveis repercussões em todo o mundo. Por estar em jogo a solvência de países de algum peso, portanto com reflexos no sistema financeiro, há a tendência de haver, como no final de 2008 e início de 2009, um “efeito manada” na fuga de capitais em busca de aplicações mais seguras (títulos do Tesouro americano). A retração dos investimentos europeus no Brasil no primeiro quadrimestre realça os sinais de alerta sobre as contas externas do país. O ponto é, se houver uma nova retração mundial, a margem de manobra fiscal brasileira para se contrapor às forças recessivas é mínima em comparação com 2008/9. Cabe aos candidatos explorar o tema.

O tucanato teria percebido o perigo na continuação do mantra do “tudo vai bem, mas pode ir melhor”. Se vai bem, por que trocar? Se se opõem ao governo, Serra e Marina precisam dizer por quê. E, com detalhes, o que e como fariam melhor. O eleitor que julgue.

Fonte: Blog do Noblat

Nova Secretária Adjunta da SEOP

PORTARIA Nº737/2010-CCG, DE 26 DE MAIO DE 2010

O CHEFE DA CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto n.º 2.163, de 6 de abril de 2006, e

CONSIDERANDO os termos do Ofício nº 298/2010-GABS/SEOP,


RESOLVE:


nomear ALEXANDRA DE PAIVA PINA MARTINS para exercer o cargo em comissão de Secretário-Adjunto, código GEP-DAS-011.6, com lotação na Secretaria de Estado de Obras Públicas, a contar de 20 de maio de 2010.


REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE

CASA CIVIL DA GOVERNADORIA DO ESTADO, 26 DE MAIO DE 2010.

EVERALDO DE SOUZA MARTINS FILHO

Chefe da Casa Civil da Governadoria do Estado

Transparência, Controle e Fiscalização na Gestão pública

Confira a lei, que estabelece normas de finanças públicas, voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Esta é a lei complementar Nº 101, de 4 de maio de 2000. Em seu capítulo IX, ela fala de transparência, controle e fiscalização. Estabelece os instrumentos de transparência da gestão fiscal, dos estados e municípios e seus respectivos aspectos de divulgação. No seu artigo 48 temos a seguinte redação:

"Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentaria e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos."

Leia na íntegra a Lei complementar 101, assinada pelo ex-presidente Fernando Henrique, em 2000 e a Lei complementar 131, que acrescenta dispositivos e foi assinada pelo nosso presidente Lula em 2009.


'É uma candidatura do presidente e do vice-presidente'

Temer afirma que a aliança do PT com o PMDB é 'político-eleitoral programática': o partido exigirá participação ativa no núcleo que decidirá os rumos e estratégias de campanha

Cerca de 12 pessoas o aguardam no escritório em Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo, sinal de que já são intensas as conversas políticas que antecedem a campanha presidencial. Depois de mais de duas décadas de mandato parlamentar e há oito anos no comando do PMDB, Michel Temer ocupará o posto de vice-presidente na chapa com Dilma Rousseff (PT).

Seu nome precisa ser referendado na convenção de 12 de junho, mas, a despeito dos dissidentes, Temer não coloca em dúvida sua indicação. Em entrevista ao Estado, diz que o PMDB fará parte do núcleo de campanha e avisa que tudo, incluindo a presença do presidente Lula nos palanques, terá de ser negociado com "os companheiros do PT".

"É uma candidatura do presidente e do vice-presidente. Portanto, vamos integrar todos um núcleo só de campanha", diz. A aliança, insiste ele, é político-eleitoral programática. Entre as propostas de governo que o PMDB levará a Dilma, antecipa duas: o "ProUni" para o ensino médio e fundamental (abertura de vagas em escolas privadas para carentes) e pagamento de poupança a beneficiários do Bolsa-Família a ser sacada ao fim do ensino médio.

Em 2002 o PMDB estava na aliança com José Serra. Em 2006, não apoiou ninguém. Agora, se alia ao PT. O que levou o PMDB a migrar do PSDB ao PT?

O PMDB sempre teve personalidade própria. Foi o maior partido da Câmara e do Senado e, portanto, sem o apoio congressual dificilmente se chegaria ao controle da inflação com o Plano Real. Grandes projetos sociais do governo Lula tiveram apoio do PMDB. Apoiamos a candidatura de Serra lá atrás e, agora, estamos ligados ao PT. O que aconteceu? Naquela época, o PMDB estava no governo e eu disse: olha, se não sairmos do governo até abril não teremos mais o direito de sair para lançarmos outro candidato. Em outubro (de 2009) eu disse: a Dilma precisa dizer se é candidata e o PT precisa dizer se quer aliança com o PMDB. Na sequência, a Dilma nos chamou, o presidente Lula chamou. Fizemos um pré-compromisso escrito: a vice seria do PMDB, que participaria do programa de governo e do plano de campanha. A aliança está se consolidando, na medida em que vão se resolvendo os problemas nos Estados.

Terá problema na convenção nacional?

Conseguimos unidade muito grande do PMDB. Suponho que na convenção para a decretação da aliança (com o PT) essa unidade se manterá intacta.

O ex-governador Orestes Quércia deve questionar sua indicação. A dissidência paulista do PMDB pode ser minimizada?

A minimização dessa dissidência se dá pelo fato de vários prefeitos do PMDB (de São Paulo) já terem me procurado para manifestar apoio.

O sr. mencionou que há questões pendentes entre PT e PMDB nos Estados.

No Pará as coisas estão bem encaminhadas, seja para uma candidatura a governador (de Jader Barbalho), ou para uma aliança (com Ana Júlia, do PT). Em Minas, a ideia é ter palanque único com a candidatura do Hélio Costa.

E São Paulo? O PT diz que o PMDB faz cobranças, mas o Quércia apoiará Serra.

Vamos tentar, aqui, obter o maior número de votos. Tenho companheiros do PMDB que vão me ajudar na tarefa, evidentemente com os constrangimentos que isso pode causar. Poderemos conseguir mais votos do que a Dilma teria se não houvesse um vice do PMDB.

O Diretório do PT pode decretar intervenção nos Estados em nome da aliança nacional. Isso pode ocorrer no PMDB?

Sempre tivemos sucesso com o diálogo com as várias facções. Nunca se cogitou isso.

Dilma estará em 2 palanques? E o presidente Lula. O que o PMDB espera?

Que haja um tratamento igualitário entre os candidatos que dão palanque a Dilma. Tudo será dialogado. O PMDB fará parte do núcleo da campanha, tem um programa de governo. Estamos fazendo uma coalizão político-eleitoral programática. Os partidos vão trabalhar juntos durante a campanha, deverão ganhar juntos e governar juntos.

O PT já divulgou diretrizes programáticas. Entre as sugestões do PMDB, o que haveria de novidade?

Posso antecipar duas coisas que me pareceram muito originais. Uma é a questão do Bolsa-Família. Estamos propondo uma espécie de poupança para as crianças do programa, que poderiam ser sacadas logo após ao término do ensino médio ou do ensino fundamental. Aliás, antigamente eu me lembro que os pais faziam poupança para o filho na Caixa Econômica Federal e ele retirava quando se formava. É um primeiro passo, né. A outra (proposta) é discutir a extensão do ProUni para o ensino médio e o fundamental. O governo, de qualquer maneira, abriu vários milhões de empregos. Agora é preciso abrir empregos para esse pessoal que teve a ascensão social. É a sequência natural do Bolsa-Família.

Como será a atuação do PMDB no núcleo de campanha? É o sr. que conduzirá isso pessoalmente?

Eu e mais alguns do PMDB. Na verdade, é uma candidatura do presidente e do vice-presidente. Portanto, vamos integrar todos um núcleo só de campanha. Os companheiros do PT já falaram sobre isso. Não será apenas do PT e do PMDB, mas de todos os partidos da aliança.

O ex-ministro Ciro Gomes critica a aliança PT- PMDB, e se referiu ao partido do sr. como um "roçado de escândalos", Que respostas o sr. daria?

Deu no que deu, né. Cada um tem o seu estilo. O do Ciro é mais desabrido. É claro que ele talvez tenha ficado abalado com todos esses fatos. Não fossem essas palavras exageradas acho que ele teria grande desempenho no país. Não acho que ele é uma peça a ser descartada. Ao contrário. É uma peça a ser aproveitada.

O que o sr. acha da chapa Serra-Aécio? PT e PMDB a temem?

Sou muito amigo do Aécio, amigo pra valer. Se ele fosse o vice eu teria certeza do nível elevadíssimo da campanha, assim como tenho a certeza de que Serra e Dilma levarão para o mesmo tom. Prefiro não dizer nada a respeito. Não há o que temer.


Estadão

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

Sedentarismo - Controle / Desligue a tv

Eleições dos Bancários: Aos Bancários e Bancarias, Nossa Gratidão.



É com alegria renovada e a reafirmada disposição de luta que lhes escrevemos estas palavras. Esta campanha mostrou que os bancários e bancárias desejam um Sindicato independente, autônomo, livre para lutar no dia-a-dia, nos locais de trabalho; para proteger a categoria das doenças ocupacionais, das metas abusivas, do assédio moral, da alta rotatividade nos bancos privados, das perdas históricas que precisam voltar aos debates para que possamos reconquistar a dignidade aviltada em décadas de direitos usurpados e esquecimentos.

Agradecemos a cada bancário e a cada bancária que acreditou e que acredita, que tem a profunda esperança e a fé inabalável, que não se intimida e não se deixa dominar pelo discurso ultrapassado do medo. Nossa imensa gratidão só se compara à nossa vontade cada vez mais intensa de seguir lutando, no firme propósito de que a bandeira da mudança, que hasteamos, sem dúvida alguma, se torne realidade em nosso Sindicato.

Jamais deixaremos de ter fé que nosso Sindicato será, ainda que tarde, nossa defesa real, nossa força na luta por proteção, direitos e conquistas, mas, enquanto isso não se torna realidade, prosseguiremos adiante, com a força, a alegria, a coragem e a independência que sempre nos marcou o caminho e que foi amplamente reconhecida nesta eleição. Nossa maior unidade é com vocês, bancários e bancárias e nessa profunda e verdadeira unidade, saberemos fortalecer o caminho da autonomia e da liberdade para seguir em frente, e juntos.

ESTA ELEIÇÃO MOSTROU QUE OS BANCÁRIOS QUEREM UM SINDICATO INDEPENDENTE, LIVRE PARA LUTAR PELOS INTERESSES, DIREITOS E CONQUISTAS DA CATEGORIA.

Não nos resta a menor dúvida de que a mudança, a independência, a autonomia e a liberdade venceram esta eleição! A campanha nos mostrou isso, e pudemos comprovar que mesmo em municípios do interior do estado, nos quais nem pudemos ir, por falta de recursos, ganhamos no voto confiante da categoria.

O movimento Sindicato Livre crescerá, cada vez mais forte e unido, de braços dados com os bancários e bancárias, ampliando mais sua atuação e fortalecendo as lutas reais da categoria. Teremos a próxima campanha salarial, outras eleições e a luta por garantia de direitos, que se faz no dia-a-dia, com a manutenção dos nossos meios de comunicação e a contribuição de cada bancário e bancária que acredita nessa luta. É com esse espírito que nos fortalecemos na verdadeira e única unidade que nos interessa: a da categoria bancária, a das classes trabalhadoras!


JUSTIÇA!

Vamos questionar na Justiça do Trabalho as visíveis irregularidades cometidas por todos os que conduziram a eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários, desde seu início, e que tornaram impossível garantir que a vontade da categoria bancária esteja, realmente, representada em termos de votos, nas urnas que ficaram por dias e noites expostas na sede do Sindicato dos Bancários; o lobo guardou as ovelhas.


IRREGULARIDADES – A ausência de um Regimento Eleitoral; a composição de uma comissão eleitoral indicada pela direção do sindicato em uma assembléia manipulada; onde apenas convidaram os delegados sindicais aliados com a atual direção; a indicação de uma mesa apuradora da central sindical que declarou abertamente seu apoio à chapa contrária e que não cumpriu o Estatuto, protelando, por quatro dias, a apuração que deveria ter iniciado no dia 29 de abril; a descoberta de várias urnas largadas na recepção do Sindicato; a presença de urnas com lacres sem identificação nas atas de votação, urnas com lacres reserva; e a visível relação de subserviência da comissão eleitoral e da mesa apuradora, que seguiram o que ditava a direção do Sindicato e a chapa da situação, configuraram um desrespeito aos bancários e bancárias e, no mínimo, levantaram suspeitas e colocaram sob risco a lisura e segurança do processo eleitoral.

INDÍCIOS E PROVAS – Os indícios, como vemos são muitos, mas as provas, praticamente não existem, porque a direção do sindicato teve todo o controle do processo eleitoral e mandou e desmandou, não consignando em atas nossos registros das irregularidades. Logo, ao entrarmos com Ação na Justiça do Trabalho, sabemos que os resultados, em termos jurídicos, podem nos ser desfavoráveis, pela falta de provas, mas isso não significa que a verdade deixou de ser verdadeira. Jamais deixaremos que o véu do esquecimento se abata sobre os fatos: uma coisa é ganhar no voto, outra bem diferente é levar na apuração.

Do blog Sindicato livre e dos bancarios

Projeto desligue a Tv

A televisão principal meio de comunicação da segunda metade deste século, ocupa um lugar de destaque na casa da maioria dos brasileiros e, acaba assumindo a função centralizadora e mediadora na nossa sociedade, servindo de ponte entre a fantasia e a realidade das pessoas. Sua influência é abrangedora, pois ela cria muitos rótulos e acaba os popularizando, ela, conforme a cultura consumista; acaba nos dizendo o que vestir, comer, ouvir, ver... Ou seja, ele é a principal formadora de opinião pública nos lares brasileiros. Atualmente, com o avanço do meio técnico-científico-informacional, o que temos é uma grande facilidade em se obter informações, o que não se pode confundir com a capacidade de se gerar ou não o conhecimento.

A ONG americana TV-Turnoff Network em seu principal programa: o Tv-Turnoff Week, esse programa consiste em um esforço concentrado para que, em uma/duas semanas por ano, as pessoas não utilizem a televisão em suas casas. Acontece de forma organizada, na mesma data e em vários lugares do mundo, já ocorre nos E.U.A, Canadá, México, Taiwan, Coréia do Sul, Itália, Noruega e Brasil. A possibilidade de implementação do projeto de uma forma mais regionalizada seria uma boa discussão para todos os órgãos governamentais do país.

O “More Reading, Less Tv” (mais leitura, menos Tv), principal ação do programa da ONG, tem o objetivo de fazer com que as pessoas passem cada vez menos tempo na frente da Tv, a proposta não é fazer com que as pessoas deixem de ver televisão, mas sim, que elas possam rever a sua utilização, tanto com tempo gasto com ela, quanto com sua programação. Neste âmbito, não são somente ações de incentivo a leitura que são incentivadas, junto com os devidos apoios institucionais, diferentes tipos de programações culturais são amplamente divulgados na semana do desligue a Tv, (este ano, em Abril 19-25 e Setembro 19-25) como: parques com shows e atividades esportivas, cinemas, teatros, caminhadas ecológicas, passeios turísticos, museus, palestras com educadores falando sobre o tema, e conversas, muita conversas, com amigos, família e filhos. Ensinando a ver TV de uma maneira mais crítica. O principal objetivo do projeto é promover um debate sobre as horas gastas com TV nos lares, com uma ação conjunta de incentivo a leitura principalmente.

Conscientes da importância da televisão, (93% dos lares brasileiros possuem TV segundo o IBGE) não propomos bani-la, mas discutir sua utilização. Sonhamos com uma comunidade que perceba novamente os encantos da convivência, da leitura e de uma vida ativa (menos sedentária). Hoje, existem números alarmantes da quantidade de horas que as pessoas passam em frente à tela, hábito prejudicial que leva entre outros problemas, a obesidade e a hipertensão em crianças. A televisão não é a vilã responsável por todos os males da sociedade, mas é fundamental. Um constante debate sobre sua utilização, conteúdo e da possibilidade de existência de vida sem ela devem ser discutidos.

As pessoas assistem uma programação de baixa qualidade, muitas vezes, pelo hábito de estar em frente a TV ou com ela sempre ligada. A partir do momento em que você discute o seu excessivo uso, apresentando alternativas de uma vida fora da tela, o usuário se torna mais seletivo e, essa seleção é um instrumento valiosíssimo para a melhora da qualidade da programação da TV brasileira, sobretudo para formação de uma opinião crítica da família brasileira. O projeto tem como alvo promover um debate sobre a utilização da TV em nossas casas, por isso o destino da ação é bastante abrangente, embora se faça importante salientar, que é entre os adolescentes o maior eco encontrado em sua apresentação.

A discussão está aberta.

Links relacionados: http://www.tvturnoff.org/ e http://www.turnoffyourtv.com/turnoffweek/TV.turnoff.week.html

Músicas relacionadas:

Ditadura da televisão – Ponto de Equilíbrio – Letra e Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=AI46DhgxjN8

Televisão – Titãs - Letra e Vídeo: http://letras.terra.com.br/titas/49002/


Mauricio Fontes
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